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Longa Duração: Mitsubishi Outlander prova que couro claro exige cuidado

Especialista alerta: dependendo do nível de impregnação, nem mesmo uma limpeza profissional do couro pode ser suficiente. Só a troca do revestimento salva

Por Péricles Malheiros Atualizado em 22 Maio 2020, 18h11 - Publicado em 26 Maio 2020, 07h00
Quando novo, couro claro é um requinte só. Com o passar do tempo, porém, ele passa a exigir cuidados especiais Fernando Pires/Quatro Rodas

Dirigibilidade, recursos, conectividade, durabilidade, desempenho. Uma das grandes vantagens do Longa Duração é a possibilidade de avaliar os principais pontos de um automóvel a longo prazo, sem o impacto do efeito novidade.

Com o Outlander, estamos tendo a confirmação de algo menos técnico, mas que, acredite, incomoda muito e que já vivemos com um outro integrante da frota, o Mercedes–Benz A200, desmontado em 2014.

“O tom creme do couro do Outlander lembra muito o do Classe A. E a suscetibilidade a ficar impregnado de manchas também”, diz o editor de Longa Duração, Péricles Malheiros.

O assento é a parte que mais fica encardida, por conta do atrito constante. “Uma boa parte dos usuários veste jeans no dia a dia. Não à toa, os bancos do Outlander se mostram impregnados de duas cores: preta e azul”, diz Péricles.

Assento é a zona mais crítica do banco, já que o atrito com a roupa, sobretudo calças jeans, é constante Fernando Pires/Quatro Rodas

“O couro de cor clara pede muito mais atenção de quem quer manter o interior do carro com aspecto de novo. Há kits específicos de manutenção, nos quais um produto abre os poros para a sujeira sair e outro faz a hidratação. Há casos em que nem mesmo uma limpeza profissional consegue restaurar a superfície”, diz Lucas Rampazzo, da Domini, empresa paulistana especializada na venda, limpeza e revitalização de bancos de carros.

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Ainda assim, Lucas alerta: “O jeans é um inimigo cruel do couro claro. A transferência de cor é praticamente inevitável”. Mas o convívio com o Outlander mostra que o uso não deixa marcas apenas nos bancos.

Como o tapa-sol do teto solar tem acionamento manual, já dá para notar algumas manchas tanto no puxador plástico da peça como na área próxima a ela, na forração de tecido do teto.

  • “Lógico que o ideal seria estar com as mãos sempre limpas, mas isso é algo impossível na prática, ainda mais num veículo com pretensões off-road”, diz Péricles.

    O Tiggo 5X, outro integrante da atual frota de Longa que também tem teto solar não sofre do mesmo mal. “No chinês, o acionamento é elétrico e, como os botões que comandam a abertura e o fechamento do tapa-sol são pretos, mal dá para notar a sujeira”, diz Péricles.

    Sujidades à parte, o interior do Outlander segue fazendo sucesso: “Viajei com quatro adultos e duas crianças com bagagem para um fim de semana prolongado. Todo mundo elogiou o conforto e, ao volante, não senti o motor nem a suspensão afetados pelo peso transportado”, disse o nosso editor de arte Fabio Black.

    Mitsubishi Outlander – 33.578 km

    Ficha técnica:
    Versão: 2.2 Turbodiesel HPE-S
    Motor: 4 cilindros, dianteiro, transversal, 16V, 165 cv a 3.500 rpm, 36,7 mkgf a 7.500 rpm
    Câmbio: Automático de 6 marchas, tração 4×4
    Seguro: R$ 4.744 (Perfil Quatro Rodas)
    Revisões: Até 60.000 km – R$ 7.936
    Gasto no mês: Combustível: R$ 1.178
    Consumo: No mês: 12,2 km/l com 26,9% de rodagem na cidade
    Desde set/19: 12,3 km/l com 27,1% de rodagem na cidade
    Combustível: Diesel S10

     

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