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Longa Duração: Compass pisca farol alto quando a seta é acionada

Nosso Jeep teima em dar um lampejo involuntário quando sinalizamos mudança de direção (ou faixa). Na estrada, há quem não goste - e com razão

Por Péricles Malheiros - Atualizado em 2 abr 2018, 16h29 - Publicado em 22 fev 2018, 16h04
Piscada indiscreta: você dá a seta e o Compass lampeja o farol alto Christian Castanho/Quatro Rodas

Não é de hoje que o lampejo involuntário do farol alto incomoda os usuários do nosso Compass. “Para evitar a piscada é preciso um tremendo cuidado no acionamento da alavanca. Caso contrário, fazer a sinalização de modo natural é certeza de um breve lampejo”, diz o repórter Henrique Rodriguez.

O editor Péricles Malheiros também se queixa do problema. E fez esse relato:

“Certa vez, dirigia o Compass na estrada, à noite. Levei encaradas dos outros motoristas ao finalizar ultrapassagens, pois, antes de executar a manobra, acionei a seta e o farol alto piscou involuntariamente.

Pedia desculpa e seguia em frente. Até que o problema se deu ao ultrapassar uma viatura da polícia rodoviária. Quando estávamos com os carros emparelhados, o policial ao volante me olhou com cara de poucos amigos.

Gesticulei tentando explicar que o carro estava com problema e ele, ainda visivelmente aborrecido, fez sinal para que eu seguisse em frente.”

Já levamos o problema às concessionárias. Mas é duro convencer a rede Jeep de que a alavanca de seta do nosso Compass não está funcionando como deveria.

Nosso Compass passou pela segunda revisão, aos 20.000 km Christian Castanho/Quatro Rodas

Aos 10.000 km, quando encostamos na concessionária Sinal, pedimos uma solução para o problema. Estranhamente, ouvimos que tudo estava como deveria.

Agora, durante a revisão dos 20.000 km, foi a vez de a Caltabiano dizer que “É assim mesmo. Está normal, é só questão de se acostumar”.

Sabemos que não é bem assim, afinal quase todo mundo que pega o Compass volta reclamando dessa mesma questão. Para piorar, basta uma pesquisa na internet para descobrir que muitos donos de Renegade se queixam exatamente da moleza excessiva do lampejador do farol alto.

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Na Caltabiano, fizemos ainda outros dois graves relatos de problemas: três episódios de breve apagão do painel de instrumentos e repetidos trancos no câmbio.

Coincidentemente, ambos os sintomas se manifestaram em momentos de desaceleração.

Na devolução do SUV, a informação de que os dois problemas foram sanados após uma atualização dos softwares de controle das centrais eletrônicas.

Por terem sido episódios raros e espaçados, o apagão do painel pede mais um tempo até poder ser considerado, de fato, solucionado.

Sobre os trancos do câmbio, porém, alguns metros fora da Caltabiano foram suficientes para nos dar a certeza: a tal atualização da central eletrônica não surtiu efeito algum.

Quanto ao restante dos serviços prestados pela Caltabiano, o único deslize detectado na vistoria pós-revisão foi no rodízio: “Duas rodas foram montadas em posições erradas”, disse Fabio Fukuda, responsável pelo acompanhamento técnico dos carros de Longa Duração.

Jeep Compass –  20.346 km

Consumo

  • No mês: 11,9 km/l com 18,2% de rodagem na cidade
  • Desde out/17: 11,8 km/l com 21,6% de rodagem na cidade
  • Combustível: diesel S-10

Gastos no mês

  • Combustível: R$ 1.508
  • Revisão: R$ 882
  • Alinhamento: R$ 240

Ficha técnica

  • Versão: Longitude 2.0 16V turbodiesel
  • Motor: 4 cilindros, dianteiro, transv., 1.956 cm3, 16V, 170 cv a 3.750 rpm, 35,7 mkgf a 1.750 rpm
  • Câmbio: automático, 9 marchas, 4×4
  • Combustível: diesel
  • Seguro (perfil QUATRO RODAS): R$ 6.017
  • Revisões (até 60.000 km): R$ 3.920
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