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Renault Kwid 2022 será igual ao indiano e ainda terá motor mais potente

Versão reestilizada já roda em testes no Brasil e receberá novo motor 1.0 até 13 cv mais potente que o atual

Por Henrique Rodriguez Atualizado em 29 Maio 2021, 19h35 - Publicado em 30 Maio 2021, 07h58
Renault Kwid Outsider 2022
Luiz Fernando Moletta/Quatro Rodas

A mesma Proconve PL 7 que forçará vários modelos mais antigos a saírem de linha obrigará o Renault Kwid 2022 a adotar um novo motor. E ele será acompanhado da primeira reestilização do subcompacto, que já roda em testes no Brasil.

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O Kwid tende a ficar bem mais refinado. O flagra enviado pelo leitor Luiz Fernando Moletta, de Curitiba (PR), não só revela que o hatch nacional seguirá o mesmo visual da versão vendida na índia, como será mais refinado.

  • Trata-se da versão topo de linha Outsider, com barras longitudinais no teto e adesivo na porta dianteira. Mas os destaques vão para as lanternas com luz de posição de led (as demais são convencionais) com o mesmo design usado na Índia e para o para-choque traseiro exclusivo, com refletor maior.

    kwid 2022
    Na traseira, o que muda no carro indiano são as lanternas e o para-choque Divulgação/Renault

    Também vale destacar as rodas de liga leve diamantadas. Hoje o Kwid é vendido com calotas em todas as versões. O que não dá para ver é se as rodas continuam com apenas três furos.

    Na dianteira, terá faróis divididos em duas peças. A superior, que é o prolongamento da grade, ficará com as setas e as luzes diurna de leds, uma novidade no Kwid. Os faróis, de fato, ficarão na parte inferior. O para-choque dianteiro também pode ter design exclusivo para o Brasil.

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    kwid 2023
    Faróis divididos, bem ao estilo da Fiat Toro, devem chegar ao Kwid brasileiro Divulgação/Renault

    Quanto ao novo motor, o que acontece é que as normas PL 7 deixam mais rígidas as exigências de emissões e ruídos. Fontes de QUATRO RODAS apontam que o atual motor três cilindros 1.0 de 70/66 cv não atenderia essas novas regras e será substituído pelo mesmo 1.0 do Sandero, com 82/79 cv.

    A diferença está no cabeçote, que tem duplo comando variável (na admissão e no escape) na versão do Sandero enquanto a versão do Kwid, ainda que tenha comando duplo, não tem qualquer variação no tempo de abertura das válvulas. Espere por uma boa diferença no desempenho e no consumo, até mesmo porque usar o motor mais forte possibilitaria a usar câmbio manual com relações mais longas.

    Na Índia, o interior recebeu pequenas mudanças, como o nome gravado em baixo relevo no painel
    Na Índia, o interior recebeu pequenas mudanças, como o nome gravado em baixo relevo no painel Divulgação/Renault

    Com a troca do motor, será necessário fazer uma nova homologação do Renault Kwid. Desta forma, o compacto também será obrigado a contar com controles de estabilidade e tração, além de assistente de partida em rampa.

    A fabricante francesa também vai aproveitar a ocasião para enquadrar seu carro de entrada em normas futuras de colisão lateral. A intenção seria reforçar a proteção proporcionada pelos airbags laterais, equipamentos de série em todas as versões do Kwid desde o lançamento, em agosto de 2017.

    O quadro de instrumentos com luzes que substituem os mostradores analógicos lembram o Chery QQ
    O quadro de instrumentos com luzes que substituem os mostradores analógicos lembram o Chery QQ e do C4 Cactus Divulgação/Renault

    Uma outra novidade aguardada é o quadro de instrumentos digital usado no mercado indiano. Ele não usa tela colorida, mas telas de cristal líquido e luzes, bem ao estilo do Citroën C4 Cactus, para exibir as informações.

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