Renault registra Bridger no Brasil; SUV será opção abaixo do Duster
Desenvolvido na Índia, SUV compacto Bridger tem desenho registrado no INPI, plataforma de Kardian e motor 1.0 turbo; produção nacional no Paraná é avaliada
A Renault fez o registro do desenho industrial do Bridger no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). O modelo, criado na Índia, é um SUV compacto que assume o papel de um mini-Duster, com design mais quadrado e posicionado como uma opção mais barata. Revelado mundialmente em março e com estreia global prevista apenas para o segundo semestre de 2027, o utilitário será vendido em mais mercados além da Ásia.
O registro dá um pouco mais de peso para a possibilidade de que seja vendido no Brasil. Após a apresentação do conceito, Fabrice Cambolive, CEO da Renault, disse em uma entrevista para jornalistas da América Latina que o Bridger pode ser vendido e produzido em São José dos Pinhais (PR), embora tenha dito que a decisão será da operação nacional.
O modelo utiliza a plataforma modular RGMP Small, a mesma arquitetura utilizada por Kardian e Boreal. Essa estrutura compartilha princípios de engenharia com a base CMF-B da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi. A versatilidade da plataforma permite não apenas conter os custos de desenvolvimento, mas também adequar o veículo a exigentes normas de impacto, o que facilita sua introdução em países fora do eixo asiático.
Posicionado um degrau abaixo do Duster, o utilitário aposta em medidas estritas para se enquadrar em benefícios fiscais na Índia, seu mercado prioritário. Com comprimento inferior a 4 metros, o carro ignora as linhas fluídas comuns aos compactos urbanos em favor de um formato caixote.
A proposta mais robusta é reforçada pela altura livre do solo, que atinge 20 cm, número seguro para encarar a buraqueira e as valetas típicas do asfalto urbano. O desenho lateral ganha volume com as caixas de roda alargadas, preenchidas por rodas de liga leve de 18 polegadas, enquanto os faróis em led tentam equilibrar a pesada grade frontal preta.
A traseira resgata uma solução mecânica abandonada por quase todo o segmento: o estepe fixado do lado de fora, diretamente na tampa do porta-malas. O recurso amplia a aura nostálgica e off-road do projeto, acompanhado por um amplo protetor inferior no para-choque. Para limpar o visual lateral, as maçanetas das portas de trás ficam camufladas nas colunas C.
Apesar da carroceria curta, a arquitetura entrega um bom aproveitamento de espaço. Quem viaja na segunda fileira encontra 20 cm de vão livre para os joelhos. O porta-malas acomoda 400 litros de bagagem, capacidade que supera a de muitos hatches e SUVs compactos vendidos hoje no mercado nacional.
Para a Índia, o Bridger deve utilizar um motor 1.2 aspirado para baratear o custo inicial. Acima dele, o conjunto ganhará o motor 1.0 turbo (idêntico ao TCe do Kardian). O projeto também contempla opções híbridas voltadas para a contenção do consumo de combustível.
Ainda terá uma versão totalmente elétrica, projetada para utilizar baterias com capacidades de 35 kWh ou 55 kWh, configuradas de acordo com a demanda de autonomia de cada região.
A produção inicial ficará restrita à fábrica de Chennai, na Índia, de onde o carro será distribuído para outros mercados logo após a estreia local.







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