Kia confirma intenção de vender Tasman no Brasil; produção será no Uruguai
Em entrevista, presidente da Kia confirmou que a Tasman pode ser feita no Uruguai e virá ao Brasil com motor 2.2 turbodiesel se o preço e as emissões permitirem

A Kia está com planos ambiciosos para o Brasil. Em entrevista ao podcast do canal A Roda, José Luiz Gandini, presidente da Kia do Brasil, revelou quais serão os próximos lançamentos da marca. Um deles tem tudo para ser a picape diferentona, Tasman.
Segundo o próprio executivo, a Tasman foi desenvolvida especialmente para o mercado australiano e, inicialmente, seria vendida apenas por lá, África, Oriente Médio e Coreia do Sul. Mas ela também pode vir ao Brasil para concorrer diretamente no segmento das picapes médias, embora ainda não tenha data para isso.
Gandini também contou que nem mesmo ele sabe o preço da picape, já que a picape ainda nem estreou no exterior, e isso será determinante para decidir sua venda no Brasil. “Ainda estamos nas tratativas do que precisa ser feito para nacionalizar”, explicou ao dizer que sua intenção é viabilizar a montagem da picape média no Uruguai. Essa possibilidade havia sido antecipada pelo Autos Segredos.
Gandini afirma que a intenção é fabricá-la na Nordex, um complexo de montadoras que também monta carros da própria Kia (Bongo 4X4), além de Fiat (Titano e Scudo), Peugeot (Expert e Landtrek), Citröen (Jumpy), Ford (Transit), entre outros.
Como será a Kia Tasman?
O presidente da Kia também afirmou que uma unidade está embarcando para o Brasil para homologação de eficiência energética. Este carro tem justamente o motor 2.2 turbodiesel de 207 cv e 44,93 kgfm, que é a mecânica que interessa ao mercado brasileiro. Com ela, a Tasman vai de 0 a 100 km/h em 10,4 s, segundo a Kia. Para esse motor há opção de câmbio automático de oito marchas ou manual de seis. Há também versões com tração 4X4 ou 4X2.
Outros mercados ainda terão uma versão com motor a 2.5 a gasolina de 280 cv e 43 kgfm. Mais rápida, ela pode ir de 0 a 100 km/h em 8s.

Apesar da mecânica não ser nada fora do comum, seu visual é. Foi a principal característica que chamou a atenção no momento em que a Tasman foi anunciada. Na dianteira, ela tem faróis pequenos e bem separados, cada um em uma extremidade. A grade é bem estreita e horizontal, enquanto o para-choque é robusto e dá um toque bem aventureiro à picape.

Na traseira ela é mais comum. As lanternas são igualmente pequenas e o que rouba a atenção é o nome “KIA” estampado em baixo relevo na tampa da caçamba. Outro detalhe diferente são os para-lamas pouco convencionais, com um formato retangular, e que não acompanham o formato da caixa de roda.
A Kia sabe que sua picape média tem design exótico, mas afirmou recentemente que ela é mais agradável ao vivo.

Por dentro, a Kia Tasman usa o mesmo conjunto de telas do SUV elétrico EV5. São três ao todo, mas todas integradas. O quadro de instrumentos e a central multimídia tem 12,3’’ cada um e são separados por uma pequena tela de 5’’ exclusiva para o ar-condicionado. Há ainda uma boa quantidade de botões físicos no painel central e um compartimento de armazenamento de 33 litros sob o banco traseiro.

A Kia declara uma capacidade de carga de entre 1.016 kg e 1.195 kg, e uma capacidade de reboque de 3.499 kg. A caçamba tem capacidade de 1.421 l. Ao todo, são 5,10 m de comprimento, 1,89 m de altura, 1,93 m de largura e 3,27 m de entre eixos.

A Tasman tem suspensão dianteira de duplo braço e um eixo traseiro rígido com molas de lâmina. Segundo a Kia, isso permite à picape trechos alagados com até 80 cm de profundidade. A montadora aposta mesmo em sua capacidade de atravessar trechos alagados, tanto é que instalou conectores à prova d’água em detrminadas partes internas.
No mais, ela será feita em um chassi de longarinas, tem opções de cabine simples e dupla e terá cinco modos de condução: deserto, lama, neve e rocha.