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Caoa Changan quer ter híbridos e EREV flex no Brasil ainda em 2026

Marca chinesa já tem motor flex no Uni-T e quer tecnologia nos seus próximos lançamentos eletrificados

Por Henrique Rodriguez, de Chongqing (China)
7 mar 2026, 08h12 • Atualizado em 7 mar 2026, 08h12
Concessionária Deepal, marca de elétricos e híbridos da Changan que terá modelos vendidos no Brasil
Concessionária Deepal, marca de elétricos e híbridos da Changan que terá modelos vendidos no Brasil (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
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  • A Caoa Changan decidiu iniciar suas operações no mercado brasileiro com o lançamento do SUV cupê Uni-T no final deste mês. Só tem um detalhe: não é um carro híbrido, tem apenas motor a combustão. Mas isso é uma questão de tempo para a marca ter meios de concorrer com BYD e GWM.

    A estratégia da Changan é diferente daquela assumida pelas suas conterrâneas no Brasil e o que explica isso, na verdade, é o motor do próprio Uni-T. A fabricante passou os últimos dois anos adaptando o carro r convertendo seu motor 1.5 turbo a gasolina de última geração em flex, para que também possa queimar etanol.

    Changan CS75 Plus
    Changan CS75 Plus (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

    Entre as chinesas, a Changan será a primeira que começa a vender no Brasil já com um carro flex. E o plano é levar a tecnologia para os híbridos ainda em 2026.

    Todos os carros híbridos plug-in e elétricos com autonomia estendida (EREV) da Changan na China usam uma variação do mesmo motor 1.5, ou aspirado ou com turbocompressor.

    Changan CS55 Plus PHEV
    Changan CS55 Plus PHEV (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
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    A fabricante diz que estuda o lançamento no Brasil de todos os carros que produz, inclusive das submarcas Deepal e Nevo. Contudo, o mais provável é que os primeiros híbridos serão aqueles que usam a versão 1.5 turbo.

    Durante conversa com jornalistas brasileiros na China, o vice-presidente executivo da Changan, Peng Tao, disse que a decisão de lançar o Uni-T primeiro, com motor a combustão flex, foi tomada justamente para viabilizar o lançamento dos híbridos também com motores flex.  

    Changan CS75 Pro, Plus,
    Changan CS75 tem versões a combustão e híbrida plug-in (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

    A lista de possibilidades é grande, mas é importante ter em mente que o SUV médio-grande CS75 Plus roda em testes no Brasil há mais de um ano e que ele é vendido na China tanto com o mesmo motor 1.5 turbo do Uni-T quanto em versão híbrida plug-in. com o suporte de um motor elétrico de 150 cv e bateria de 29 kWh.

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    No entanto, existe um carro de porte parecido, que como o Uni-T flerta com o design de cupê e que tem motorização híbrida plug-in: o Uni-Z, com 2,79 m de entre-eixos. Este usa um câmbio e-CVT com dois motores elétricos combinado ao motor 1.5 turbo e 214 cv combinados. A bateria de 18 kWh proporcionaria 120 km de autonomia elétrica.

    Changan Uni-Z
    Changan Uni-Z (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)
    Changan Uni-Z
    Changan Uni-Z (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

    Outra possibilidade seria o CS55 Plus, outro carro que é testado no Brasil e tem versão híbrida plug-in baseada no motor 1.5 aspirado de 100 cv, com o suporte de um motor elétrico de 214 cv. Sua bateria tem 18,4 kWh, aceita recarga a até 43 kW e sua autonomia fica ao redor dos 120 km nos padrões chineses.

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    Ainda existe o Nevo Q05, cuja segunda geração acaba de ser lançada. Este é um SUV compacto com 2,65 m de entre-eixos, sendo derivado do CS55 Plus. Se por um lado o Nevo Q05 é um projeto mais novo, por outro ele aparenta mais simplicidade, por conta do quadro de instrumentos de cristal líquido.

    Changan Nevo Q05
    Changan Nevo Q05 (Henrique Rodriguez/Quatro Rodas)

    A Nevo tem carros elétricos e híbridos que assumem um posicionamento de entrada, enquanto a Deepal, que tem elétricos com e sem extensor de autonomia, representa o luxo intermediário, ficando abaixo dos Avatr.

    Um bom exemplo é o Deepal S09, um enorme SUV com 5,20 m de comprimento e seis lugares que está sendo adaptado para ser lançado no Brasil ainda em 2026. Ele receberia o motor 1.5 turbo flex para funcionar apenas como um gerador de energia para impulsionar os dois motores elétricos, posicionados um em cada eixo, e que juntos entregam até 492 cv. Ainda tem uma bateria de 40 kW que poderia proporcionar uma autonomia elétrica próxima dos 200 km.

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    “Não é simples levar tecnologia PHEV ou EREV para o Brasil, e um motivo para isso é que nós respeitamos o mercado brasileiro e a demanda”, diz o vice-presidente. “Tendo esse motor flex como base nós, na verdade, podemos rapidamente trazer nossos outros produtos para o Brasil”, completou o executivo.

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