Oferta Relâmpago: Revista em Casa por 9,90

Opinião: o dia que eu dirigi um Porsche 911 GT3 RS no autódromo de Monza

A experiência de pilotar no circuito oval mais antigo do mundo vai ficar para sempre na minha memória

Por Paulo Campo Grande Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
19 out 2025, 12h47 •
PCG em Monza
 (Reprodução/Quatro Rodas)
Continua após publicidade
  • O Autódromo de Monza completa 103 anos de existência em setembro deste ano. Ele é o circuito não oval mais antigo do mundo em operação. Foi construído em 1922. Em minha carreira de jornalista, tive a oportunidade de dirigir em diferentes autódromos: Enzo e Dino Ferrari (Imola, Itália); Paul Ricard (Le Castellet, França); Circuito do Algarve (Portimão, Portugal); e Laguna Seca (Monterey, Estados Unidos), para citar apenas alguns. Nenhuma dessas pistas, porém, conseguiu rivalizar, em arrebatamento ao dirigir, com Interlagos, na minha opinião.

    Na comparação, o circuito paulista leva vantagens sobre os outros pelo fato de ter sido minha sala de aula, onde aprendi a pilotar, no Roberto Manzini Centro Pilotagem, e também um lugar onde voltei e volto diversas vezes. Conheço bem curvas, retas, zebras e relevo de Interlagos (e também as áreas de escape).

    Mas, quando participei do lançamento do pneu Pirelli PZero, em maio passado, e dirigi em Monza, encontrei uma pista tão empolgante quanto Interlagos.

    Essa experiência em Monza vai ficar em minha memória para sempre. Não que as outras, em outras pistas, não tenham ficado. Mas Monza terá um lugar de destaque.

    Continua após a publicidade

    Monza

    Conheci Monza ao volante de um Porsche 911 GT3 RS. O piloto da fábrica que me acompanhou, sentado no banco do passageiro, perguntou se eu já havia estado ali e eu respondi que sim. Mas apenas como espectador, na Tribuna Centrale, a arquibancada mais antiga da pista, bem em frente aos boxes, de onde eu assisti ao GP da F1, em setembro de 1995. Dirigir na pista seria a primeira vez, reforcei.

    Porsche 911 GT3 RS
    Porsche 911 GT3 RS (Divulgação/Porsche)
    Continua após a publicidade

    O instrutor foi econômico nas palavras. Disse apenas que aquele Porsche era como um carro de corrida e que era importante eu frear quando ele me falasse para frear. Ok, respondi.

    Saí dos boxes devagar, mas na reta de acesso à pista já estava bem mais rápido do que eu havia planejado. Antes de arrancar, combinei comigo mesmo que daria a primeira volta de reconhecimento. Mas quem consegue ficar indiferente à aceleração do motor de 525 cv do GT3 RS? Se é que aquela unidade tinha “só” isso.

    O modelo era preparado para pistas. Tinha bancos concha, santantônio. Talvez seu boxer 4.0 de seis cilindros também estivesse anabolizado. Meu carona também não se importou com minha disposição em acelerar e aparentemente estava tão entusiasmado quanto eu, passou a me dar uma única instrução: “full-throttle, full-throttle” (em tradução livre: pisa fundo).

    Continua após a publicidade
    Porsche 911 GT3 RS
    Porsche 911 GT3 RS (Divulgação/Porsche)

    Mesmo assim, esperei completar a primeira volta para acreditar nos comandos do meu copiloto, que não pediu uma vez sequer para eu frear. Já me sentindo à vontade e incentivado pelos repetidos full-throttle, full-throttle, cheguei ao final da reta principal a 274 km/h, até onde consegui olhar para o velocímetro. À minha direita a placa de 300 metros antes da curva havia ficado para trás, em um piscar de olhos.

    Porsche 911 GT3 RS

    Continua após a publicidade

    Pisei fundo no freio, reduzi da sétima para terceira marcha e acelerei o carro rumo à primeira curva à esquerda. Logo depois havia uma gincana, na qual eu pensei ter entrado muito afoito, mas que nada, para minha grata surpresa, o carro obedeceu sem hesitar. Fiz as tangências e segui acelerando no próximo trecho. A outra reta da pista passa sob uma ponte e essa cena me remeteu ao filme Grand Prix (direção de John Frankenheimer, de 1966), que foi filmado ali.

    A cena é de um acidente, mas essa imagem não me inibiu, ao contrário, serviu de estímulo para eu seguir acelerando, até que ao final da quarta volta meu instrutor disse “good job” (bom trabalho) e avisou que deveríamos voltar para os boxes. Saí do carro agradecido, mas querendo ficar.

    Jornalista fala sobre diferentes assuntos, reflexões e memórias que considera interessantes para compartilhar com os leitores.
    (Arte/Quatro Rodas)
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    Domine o fato. Confie na fonte.

    15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

    OFERTA LIBERE O CONTEÚDO

    Digital Completo

    Apaixonado por carros? Então isso é pra você!
    Pare de dirigir no escuro: com a Quatro Rodas Digital você tem, na palma da mão, testes exclusivos,comparativos, lançamentos e segredos da indústria automotiva.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    MELHOR OFERTA

    Revista em Casa + Digital Completo

    Quatro Rodas impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 14,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês. Após esse período a renovação será de 118,80/ano (proporcional a R$ 9,90/mês).