Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Quantos quilômetros deve-se rodar para carregar uma bateria arriada?

O tempo necessário para recuperar a carga varia de acordo com o trajeto do carro e o número de equipamentos em uso

Por Rodrigo Ribeiro 1 nov 2018, 15h57
Recarga na bateria, só se for a lenta Ivan Carneiro/Quatro Rodas

Se o carro ficar uma semana parado, quantos quilômetros deve-se rodar para recarregar a bateria?– Gilberto Braz Botelho, Itajubá (MG)

Depende do nível de carga, mas se ela chegar a ficar descarregada o ideal é rodar pelo menos uma hora em estrada com o mínimo de equipamentos elétricos (como faróis e rádio) ligados.

“O alternador, que gera energia elétrica, supre primordialmente as necessidades dos componentes essenciais (como injeção eletrônica e direção eletroassistida) e o que sobra vai para a recarga da bateria. Ou seja, quanto mais dispositivos elétricos ativos, menos corrente sobra para a bateria”, observa Marcos Randazzo, engenheiro de aplicação da Johnson Controls, empresa proprietária da fabricante Heliar.

Na prática, dirigir com o ar-condicionado, rádio e faróis ligados faz com que o processo de recarga seja mais lento.

O ar-condicionado é um dos vilões do sistema elétrico Divulgação/Toyota

E a recíproca é verdadeira: se seu carro está com alguma pane elétrica, como falha no alternador, o ideal é desligar tudo o que for possível para poupar o máximo de energia.

Continua após a publicidade

Mas o especialista alerta que, quando a bateria ficar sem carga, o ideal é que o processo de recarga seja feito por uma oficina, usando um equipamento para a chamada “recarga lenta”.

Esse processo, que pode levar de 15 a 20 horas, permite que o acumulador recupere a capacidade máxima sem que haja danos na bateria.

Sem carga, só que não

Uma falha no gerenciamento da bateria permitia que as baterias do Tesla Roadster virassem “tijolos” Divulgação/Tesla

Uma curiosidade é que as baterias de íons de lítio (que são diferentes das tradicionais de 12V, que usam chumbo-ácido) nunca ficam totalmente descarregadas.

Mesmo quando os smartphones — e carros elétricos — indicam 0% de carga, as baterias ainda possuem um nível mínimo de energia.

Isso acontece porque esse tipo de acumulador conta com uma proteção para manter um nível mínimo de energia armazenado. Caso essa proteção não exista e a bateria, de fato, chegue a 0%, ela não pode ser mais recarregada e se torna inútil. Em inglês essa situação é chamada de “to brick”, ou “virar um tijolo”.

Isso porque a bateria descarregada possibilita uma formação química interna dentro de suas células que podem ocasionar um curto-circuito durante o processo de recarga.

Continua após a publicidade


Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Continue lendo, sem pisar no freio. Assine a QR.

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Tudo sobre as novidades automobilísticas do Brasil e do exterior.


a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)

Impressa + Digital

Plano completo de QUATRO RODAS. Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Acesso ilimitado ao Site da QUATRO RODAS, com conteúdos exclusivos e atualizados diariamente.

Comparativo entre os principais modelos do mercado.

Tudo sobre as novidades automobilísticas do Brasil e do exterior.

Receba mensalmente a QUATRO RODAS impressa mais acesso imediato às edições digitais no App QUATRO RODAS, para celular e tablet.

a partir de R$ 12,90/mês