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Novo Renault Kwid indiano custa menos da metade do preço de um brasileiro

Subcompacto ganha na Índia o facelift que o deixa com cara de Fiat Toro e Citroën C4 Cactus

Por Renan Bandeira 3 out 2019, 14h41
As dimensões do veículo também mudaram, agora o Kwid 184 mm do chão, 4 mm a mais que a linha 2019. Divulgação/Renault

O Renault Kwid vem de cara nova para 2020. Mas calma que isso ocorrerá somente na Índia. Apesar do design desenvolvido no Brasil, a nova linha do compacto foi apresentada no país asático esta semana e ainda não tem previsão de chegada por aqui.

O que chama a atenção, além das novas linhas, é a diferença de preços do Kwid nos dois países. A versão indiana de entrada por ser adquirida por 283.000 rúpias, o equivalente a aproximadamente R$ 16.500 na conversão.

É menos da metade do valor cobrado pela versão de entrada do Kwid brasileiro, a Life, que não sai por menos de R$ 33.990.

A nova linha do veículo possui um visual inédito, porém inspirado em traços já conhecidos de outras marcas.

Com os faróis deslocados para baixo e luzes de led alinhadas à grade frontal, o veículo parece até um irmão bastardo de Citröen C4 Cactus ou Fiat Toro.

Os leds estão presentes nas lanternas do Kwid também Divulgação/Renault

As modificações externas não param aí. Lanternas de led, novas calotas e rodas de liga leve de 14 polegadas foram adicionadas ao pequeno hatch.

O interior pouco muda, já que a central multimídia compatível com Apple CarPlay e Android Auto, apresentada como novidade na Índia, já existe no nosso Kwid.

Sob o capô, o indiano vem com duas motorizações diferentes: SCe 0.8 de 54 cv e 7,3 mkgf e SCe 1.0 de 68 cv e 9,3 mkgf. Além disso, conta com dois tipos de câmbio: manual e automatizado, ambos com cinco marchas.

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Por aqui, o veículo deve manter o propulsor da linha 2019, um SCe 1.0 com três cilindros e 66/70 cv a 5.500 rpm e 9,4/9,8 mkgf de torque a 4.250 rpm e câmbio manual de cinco marchas.

Ar condicionado é manual. O Kwid vem com apoio de braço central traseiro Divulgação/Renault

Na Índia, o veículo foi apresentado em oito configurações diferentes. A Standard, que é a de entrada, conta com o motor 0.8 (que não temos no Brasil) e câmbio manual. É esta que custa 283.000 rúpias.

Acima dela estão outras três versões intermediárias 0.8: RxE (353.000 rúpias ou R$ 20.500), RxL (383.000 rúpias ou R$ 22.000) e RxT (413.000 rúpias R$ 24.000), todas manuais.

Os motores 1.0 começam a aparecer no acabamento RxT, que com câmbio manual sai por 433.000 rúpias ou R$ 25.000, ou por 463.000 rúpias (R$ 27.000) quando automatizo.

Por fim, a versão aventureira Climber, que equivalente à Outsider no Brasil, tem valor inicial de 454.000 rúpias (R$ 26.500) na configuração manual, sendo 484.000 rúpias (R$ 28.000) na automatizada.

Todos esses valores ficam abaixo do encontrado no Brasil, onde o Kwid Outsider tem valor mínimo de R$ 44.990.

  • Mas justiça seja feita! Se o Kwid indiano custa a metade do preço do brasileiro, a segurança também dele fica pelo caminho em relação ao brasileiro.

    Enquanto por aqui o subcompacto conta com quatro airbags (dois frontais e dois laterais) de série e carroceria reforçada, na Índia ele vem com apenas um para o motorista e dois, no caso do acabamento Climber.

    Ambos possuem igualmente ABS com EBD, lembretes de cinto de segurança para motorista e passageiro e sensores de estacionamento.

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