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Nissan terá SUV maior que o Kicks no Brasil; veja opções

Fabricante japonesa está decidindo se leva Qashqai ou X-Trail; modelo seria importado

Por Henrique Rodriguez - 16 jan 2018, 16h03
Nissan Rogue
Vendido nos EUA como Rogue Sport, Qashqai é um dos cotados para o Brasil Henrique Rodriguez/Quatro Rodas

Fabricado em Resende (RJ), o Kicks foi o Nissan mais vendido no Brasil em 2017. Foram 33.464 unidades emplacadas, o que lhe garantiu o quarto lugar no disputado segmento de SUVs compactos. Agora a Nissan quer ir além.

Em conversa com QUATRO RODAS no Salão de Detroit, o presidente da Nissan do Brasil, Marco Silva, falou dos próximos planos da marca para o País. Um dos mais importantes é oferecer um SUV acima do Kicks.

Nissan Rogue
O X-Trail é maior, mais alto e mais largo Henrique Rodriguez/Nissan

“Nós temos que ter uma visão de continuidade, principalmente em relação a consolidação de marca. Nós poderíamos trazer qualquer SUV, como Pathfinder, X-Trail, Qashqai e Juke, mas precisamos ter continuidade”, conta.

A Nissan já começa a se preocupar em fidelizar os primeiros clientes que compram o Kicks, que tendem a trocá-lo por um carro maior, mais caro e mais potente. É onde se encaixam SUVs médios como Jeep Compass, Peugeot 3008, Honda CR-V, Hyundai ix35 e Chevrolet Equinox.

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Nissan Rogue
Rogue Sport tem lanternas mais largas e afastadas da vigia traseira Henrique Rodriguez/Quatro Rodas

“Tanto o Qashqai como o X-Trail entram exatamente do segmento que está crescendo no Brasil, que é o de SUVs médios. Qualquer um dos dois têm chances de entrar no mercado brasileiro de modo consistente. O X-Trail já tem uma história de nome e o Qashqai ainda não tem, e essa é parte da nossa discussão. É uma das razões de estarmos aqui em Detroit, exatamente discutir com nossos chefes globais exatamente as opções que nós temos”, conta Marco.

Qashqai e X-Trail são praticamente o mesmo carro, mas têm propostas diferentes. Não é à toa, que o X-Trail é vendido nos EUA como Rogue e o Qashqai como Rogue Sport.

Nissan Rogue
Por conta da terceira fileira de bancos, X-Trail é 10 cm maior Henrique Rodriguez

Além do design mais agressivo, o X-Trail é 10 cm mais longo, além de ser um pouco mais alto e largo que o Qashqai. Isso porque ele tem como opção uma terceira fileira de bancos, o que pode ser bastante interessante no Brasil, onde o novo Tiguan estreará com versão de sete lugares nos próximos meses.

O Qashqai, por sua vez, é mais urbano. Tem design mais ousado e suspensão mais firme, além de custar um pouco menos e ser um dos carros mais vendidos na Europa desde a geração anterior.

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Nissan Rogue
SUVs compartilham o mesmo painel Henrique Rodriguez/Quatro Rodas

A pegada mais agressiva do X-Trail vem desde a geração anterior (que foi vendida no Brasil entre 2005 e 2010), quando tinha pegada aventureira e tração integral.

Enquanto o X-Trail é vendido com motores 2.0 de 145 cv ou 2.5 de 170 cv, ambos a gasolina, o Qashqai tem um interessante 1.6 turbo de 163 cv, além do mesmo 2.0 do X-Trail. Todos eles são combinados com câmbio automático CVT.

O futuro de March e Versa

“O Micra que hoje é comercializado na Europa não é o produto que teremos no Brasil. Por que? Por ser um produto feito para a Europa. Nós temos que fazer a tropicalização do produto para nossa necessidade e para nossos requerimentos internos”.

Coeficiente aerodinâmico (Cx) foi reduzido para 0,29
Micra europeu é bem maior e mais sofisticado que o March que temos no Brasil divulgação/Nissan

É a adaptação do carro para as exigências de cada mercado no que diz respeito a acabamento, equipamentos e até mesmo dimensões internas. A ideia é passar a tratar o Micra como um carro diferente do March, em um segmento superior hoje ocupado por VW Polo, Fiat Argo e Ford Fiesta, mas Silva não negou que o March poderá manter muito do design do Micra.

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A Nissan também já decide o futuro do Versa, que compartilha plataforma e mecânica com o March, mas vende mais: foi o segundo Nissan mais vendido em 2017, com 23.370 unidades.

Nissan Versa não tem mudanças no Brasil desde 2014 Divulgação/Nissan

“É um carro que entrega economia, dirigibilidade e espaço, e faz sucesso por isso. Lógico que com o passar do tempo você olha o carro e vê que é necessário atualizar ele e essa é uma das coisas que estamos planejando. Mas isso não necessariamente aconteceria depois do lançamento do sucessor do March atual”, conta.

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