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Nissan Tekton é revelado como irmão gêmeo do Renault Duster com motor 1.3 turbo

Novo SUV compacto compartilha base com o modelo francês, mas o Nissan Tekton aposta em visual exclusivo para ganhar identidade

Por Nicolas Tavares 15 jul 2026, 10h43 | Atualizado em 15 jul 2026, 17h18
SUV Tekton cinza-azulado em movimento, visto de frente e lateralmente, com rodas girando e vegetação borrada ao fundo
 (Divulgação/Nissan)
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Enquanto no Brasil temos o Kait como o SUV de entrada da Nissan, na Índia a história é bem diferente. A fabricante japonesa revelou o Nissan Tekton, seu mais novo utilitário compacto que chega um irmão do Renault Duster. Fabricado na Índia em uma planta compartilhada pela aliança franco-japonesa, o modelo exibe linhas inspiradas no utilitário grande Patrol Y63 para se distanciar do irmão de origem europeia.

A engenharia por trás do Nissan Tekton ajuda a empresa em um momento em que precisa gastar pouco. Ao dividir arquitetura, peças estruturais e conjuntos mecânicos com o Duster, a marca dilui os custos de projeto em regiões onde o volume de vendas dita as regras. O lançamento substitui de forma indireta o Terrano, comercializado por lá entre os anos de 2013 e 2020, e que na prática consistia em um Duster de primeira geração levemente modificado para estampar a logomarca nipônica.

SUV Tekton cinza-azulado estacionado em uma estrada asfaltada, visto de traseira e lateral. Possui teto branco, rack de teto, rodas com detalhes em preto e prata, e o nome TEKTON na tampa do porta-malas. Ao fundo, vegetação e céu claro
(Divulgação/Nissan)

Para evitar a tática de apenas colar seu logotipo em um carro já pronto, a companhia concentrou esforços nas extremidades da carroceria. O parentesco com a Renault permanece nítido nas janelas e portas, mas a dianteira ganha um recorte mais reto e para-choques revisados. A grade cresce em largura, formando um bloco visual alinhado com a nova linguagem da montadora, enquanto as rodas de liga leve recebem desenho exclusivo para a versão.

Não há alterações na escolha mecânica, que se vale da prateleira unificada da aliança. O utilitário oferece duas opções de motor a gasolina, sempre tracionando o eixo dianteiro. As configurações de acesso usam o 1.0 turbo de três cilindros, calibrado para entregar 101 cv e 16,9 kgfm de torque, acoplado a uma caixa manual de seis marchas. Trata-se de um conjunto focado no controle de consumo e no uso diário.

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Nos catálogos superiores, o cofre abriga o motor 1.3 turbo de quatro cilindros, capaz de render 163 cv e 28,6 kgfm. Para lidar com a força extra, a transmissão pode ser a manual de seis velocidades ou automática de dupla embreagem. O vão livre do solo atinge 21,2 cm, medida que facilita o tráfego em vias irregulares.

Interior de um carro moderno com painel cinza e detalhes em roxo. Volante escuro com o logo Nissan, tela multimídia exibindo aplicativos e um assento do passageiro em tons de cinza e branco. O retrovisor lateral reflete árvores e o céu.
(Divulgação/Nissan)

A diferença entre as pontas da tabela de preços reflete diretamente na cabine. As opções mais caras integram um quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas, central multimídia de até 10,1 polegadas com sistema do Google rodando nativamente, bancos dianteiros com ventilação e teto solar panorâmico. Há comodidades adicionais como carregador de celular por indução, ar-condicionado de duas zonas e sistema de som espacial com iluminação ambiente de 48 cores.

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O pacote de assistência à condução nessas unidades agrega controle de cruzeiro adaptativo com função stop-and-go, frenagem autônoma de emergência, leitor de placas de trânsito e câmera 360 graus. Esse catálogo contrasta com a versão de entrada, que expõe o pragmatismo da engenharia para o mercado asiático: o carro básico traz rodas de aço de 17 polegadas despidas de calotas e mantém os freios traseiros a tambor nas configurações manuais.

Nas concessionárias da Índia, o Nissan Tekton parte de 1,04 milhão de rúpias (cerca de R$ 58.400 em conversão direta). Esse custo de tabela equivale hoje ao que é cobrado por um subcompacto como o Renault Kwid em sua versão de entrada vendida no Brasil. A fabricante utiliza os cortes de equipamentos na base para atrair um público focado no menor custo de aquisição.

Até o momento, a matriz nipônica descarta a comercialização do utilitário fora de seus mercados iniciais de desenvolvimento. Não tem chances de vir ao Brasil, uma vez que a filial nacional concentra suas energias no Kait, aproveitando a plataforma do Kicks antigo, evitando mexer muito na fábrica em Resende (RJ).

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