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Mercedes supera Tesla e aprova melhor piloto automático do mundo. Entenda

Novo "piloto automático" da Mercedes estreará no ano que vem e, legalmente, permite que motoristas assistam filmes e usem celular

Por Eduardo Passos
10 dez 2021, 19h24

Enquanto a Tesla ainda colhe os frutos de seu pioneirismo na automação veicular, a Mercedes-Benz acaba de assumir a liderança da corrida pelos carros que dirigem sozinho. A fabricante alemã anunciou, nesta quinta-feira (10), que seu sistema DRIVE PILOT é o primeiro assistente de nível 3 aprovado no mundo, com estreia prevista para daqui a alguns meses.

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Tais níveis seguem a classificação da SAE, que vai de 0 (sem automação) a 5 (carros totalmente autônomos e com volante e pedais dispensáveis). Por mais que as funcionalidades do Autopilot impressionem, os Tesla trazem apenas nível 2+ de tecnologia, de modo que segue ilegal abandonar o volante do carro e curtir a viagem.

Para ser “promovido”, o DRIVE PILOT recorreu ao Lidar — equivalente do radar que troca ondas de rádio por pulsos de laser, capazes de detectar com precisão objetos no ambiente. O sistema é bem caro e, inclusive, foi criticado por Elon Musk, que chamou-o de “muleta” dada a complexidade do equipamento.

Pouco tempo depois, entretanto, o próprio chefe da Tesla teve que recorrer ao laser para evoluir o piloto automático da marca.

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Mercedes-AMG EQS 53 4MATIC+ visto 3/4 de frente
Sedã elétrico EQS será um dos estreantes da tecnologia (Divulgação/Mercedes-Benz)

Também há câmeras de alta resolução e visão panorâmica no para-brisas e sensores de umidade instalados no cubo das rodas. Em adição, microfones na traseira são calibrados para detectar veículos de emergência, cujas sirenes são notadas pela inteligência artificial do carro.

Camadas de segurança

DRIVE PILOT in der S-Klasse: Sensor Technologie und Redundanz DRIVE PILOT in the S-Class: Sensor Technology and Redundancy
Em inglês, esquema mostra sistemas de automação e redundância que compõem o DRIVE PILOT (Divulgação/Mercedes-Benz)

Como na aviação, o documento das Nações Unidas que regula o nível 3 de automação pega pesado, uma vez que motoristas em carros com essa capacidade poderão usar o telefone, ver filmes e até trabalhar. Afinal de contas, ninguém quer levar a culpa de um acidente causado por carros controlados por si próprios.

Como legislações nacionais também precisam ser adaptadas, o DRIVE PILOT estreará na Alemanha, onde já existe preparo jurídico. Mesmo assim, o condutor só poderá se tornar passageiro em estradas já mapeadas e a até 60 km/h. 

Mercedes-Benz S-Klasse, 2020, Outdoor, Fahraufnahme, Exterieur: Hightechsilber // Mercedes-Benz S-Class, 2020, outdoor, driving shot, exterior: hightech silver
Donos de Classe S poderão ser “chofer” e passageiro ao mesmo tempo (Divulgação/Mercedes-Benz)

Como a precisão do GPS é insuficiente para tudo que o sistema é capaz, as vias compatíveis tiveram imagens de altíssima resolução capturadas e disponibilizadas na nuvem da marca. Assim, câmeras instaladas ao redor do sedã podem situar o veículo ao passo que o lidar mede a distância até uma espécie de “marco geográfico”, com localização conhecida.  A união de pulsos de laser, reconhecimento computacional de imagens de trânsito e até os velhos radares permitem uma precisão de centímetros, mesmo sob condições climáticas ruins.

DRIVE PILOT baut auf der Umfeldsensorik des Fahrassistenz-Pakets auf und umfasst zusätzliche Sensoren, die für Mercedes-Benz unerlässlich für sicheres hochautomatisiertes Fahren hält. Dazu gehört auch ein LiDAR im Kühlergrill. DRIVE PILOT is based on the environmental sensors of the Driving Assistance Package and includes additional sensors that Mercedes-Benz considers essential for safe, conditionally automated driving. This also includes a LiDAR in the radiator grille.
Sob a grade fica o lidar, que emite pulsos laser e, através da reflexão das ondas, determina formas com precisão (Divulgação/Mercedes-Benz)

A todo momento, o sistema compara as imagens das câmeras embarcadas com os mapas em HD, e é capaz de tirar novas fotos e enviá-las à nuvem. Fechando a conta, o sistema da Mercedes-Benz ainda é capaz de criar uma rede local, informando o computador de modelos vizinhos acerca de buracos, ventos laterais e todo tipo de coisa que, até agora, é responsabilidade do motorista.

O DRIVE PILOT entrará em funcionamento a partir do meio de 2022. Segundo a Mercedes-Benz, o sistema será ampliado em breve para China e EUA, a depender de legislações locais.

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