Honda Amaze é sedã com visual do Fiat Fastback e custa menos de R$ 60.000
Modelo do mercado indiano tem menos de quatro metros de comprimento e chega a sua terceira geração com visual totalmente renovado

Na Índia, existe um segmento de sedãs abaixo dos compactos que temos por aqui. Ou seja, além do City, a marca tem também o Amaze, que está chegando em sua terceira geração para concorrer com modelos como o Suzuki Dzire, Hyundai Aura e Tata Tigor.
Embora ele ainda siga à risca os fundamentos da geração anterior, o Amaze de terceira geração ganha novo visual externo e interno, para se manter relevante dentro do mercado indiano. O estilo, porém, pode ser um pouco controverso para nós brasileiros. É nítido que ele usa elementos do City e do SUV Elevate (que será vendido no Brasil como WR-V), porém, o parece que a marca acabou criando um clone bem semelhante ao Fiat Fastback – mera coincidência, afinal, o SUV cupê da Fiat não é vendido por lá.

Mas isso é uma questão apenas para nós brasileiros, o que realmente virou polêmica no design do Amaze foi a diferença entre o conceito e a versão de produção. As imagens iniciais mostravam um visual bem mais ousado, com lanternas e faróis maiores, além de um perfil mais baixo e mais condizente com um sedã. Porém o que vemos é uma dianteira bem parecida com a do Elevate, SUV que também se baseia no City, e um carro mais alto, quase um crossover ou SUV cupê.

Por conta disso, algumas proporções podem até parecer um tanto estranhas no Amaze, algo que era amenizado no design de pré-produção, mas é comum ao modelo de segunda geração. As rodas de 15’’, por exemplo, parecem pequenas demais para o carro.
Por dentro, a reformulação é bem grande se comparado à segunda geração, mas não é inédito. Todo o conjunto é exatamente idêntico ao do Elevate, incluindo o quadro instrumentos digital de 7’’, o volante e toda a parte do painel e console central. A única exceção é a central multimídia, que no sedã tem tela de 8’’, ao invés de de 10,25’’ do SUV.

Apesar de ter menos de 4 m de comprimento (3,995 m para ser exato), o espaço para o porta-malas é bom. São 416 litros no bagageiro, 4 l a menos que a segunda geração. O comprimento abaixo dos 4 m é providencial para garantir que pagará menos impostos.

Na motorização, não houve mudanças significativas. Logo, o Amaze ainda é equipado com o mesmo motor 1.2 a gasolina de 90 cv e 11,21 kgfm, que pode ser acoplado a uma transmissão manual de cinco marchas ou a um câmbio CVT, mas isso só para o topo de linha. Falta uma opção com gás GNV, tipo de combustível bem aceito na Índia e que está disponível nos concorrentes. A plataforma é a mesma de antes, sendo também compartilhada com o City e o Elevate.

Por falar nele, o modelo mais caro terá o nome de ZX e será o único com o pacote Honda Sensing disponível. Com ele, o Amaze ganha diversos recursos de assistência à condução, como frenagem autônoma, piloto automático adaptativo e assistente de permanência em faixa, tornando o sedã o carro mais acessível com recursos ADAS.
Isso justifica o preço mais alto. Enquanto o seu principal rival, o Suzuki Dzire parte do equivalente a R$ 43.000, o Amaze tem preço inicial de R$ 56.752. A versão ZX, com câmbio automático e ADAS é ainda mais cara, custando o equivalente a R$ 77.883.