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Guia de Usados: Renault Oroch é picape robusta, mas tem pontos fracos

Prática, robusta e de fácil manutenção, ela se encaixou perfeitamente no nicho entre as italianas Fiat Strada e Fiat Toro

Por Felipe Bitu - Atualizado em 26 ago 2020, 01h16 - Publicado em 26 ago 2020, 08h00
Picape apresenta bom comportamento dinâmico, na terra e no asfalto Christian Castanho/Quatro Rodas

Apresentada em setembro de 2015, a Oroch inaugurou o segmento das picapes intermediárias, maiores que as leves e mais práticas que as médias.

Mesmo ofuscada pelo sucesso da Fiat Toro, ela reúne qualidades suficientes para manter sua competitividade no mercado.

A versão mais comum é a topo de linha Dynamique com câmbio automático de quatro marchas.

Bem equipada, traz central multimídia, faróis de neblina, piloto automático, trio elétrico, sensor de estacionamento, volante revestido de couro e computador de bordo. Bancos de couro estão entre os opcionais.

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O câmbio automático está sempre vinculado ao motor 2.0 16V flex de 148/143 cv. A Dynamique 2.0 também oferece câmbio manual de seis marchas, muito valorizado por quem busca maior agilidade para impulsionar os mais de 1.300 kg da picape.

Quem não tem pressa leva para casa a Dynamique com motor 1.6 16V flex de 115/110 cv acoplado ao câmbio manual de cinco marchas. Dê preferência a unidades que já trazem a capota marítima, opcional combinado com a grade no vidro traseiro.

Ligeiramente mais em conta é a versão Expression, sempre com o motor menor: traz apenas direção hidráulica, vidros e travas elétricos, volante multifuncional, ar-condicionado, rodas aro 16 de liga leve, som com rádio CD/MP3 e interfaces USB/Bluetooth e protetor de caçamba.

A Oroch tem o entre-eixos 15,5 cm mais longo que o do Duster Christian Castanho/Quatro Rodas

Resista à tentação de adquirir a Oroch Express. Apresentada em 2017, a versão destinada a frotistas é caracterizada pelas famigeradas rodas de aço e traz apenas direção hidráulica, ar quente, travas elétricas, coluna de direção com regulagem de altura e protetor de caçamba.

A lista de opcionais se resume a ar-condicionado, vidros elétricos e grade no vidro traseiro: rádio, alarme e regulagem de altura para o assento do motorista foram eliminados.

Motor 1.6 gera 120/118cv de potência Christian Castanho/Quatro Rodas

Também foi em 2017 que surgiu o novo motor 1.6 SCe, 30 kg mais leve graças à utilização de alumínio no bloco, cabeçote, cárter e pré-cárter.

O cabeçote com duplo comando variável na admissão (acionados por corrente metálica) fez a potência saltar para 120/118 cv, favorecendo o tempo de aceleração, que caiu de 15,3 para 12,4 segundos.

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Comparadas ao Duster, todas as versões da Oroch oferecem o mesmo padrão de espaço e conforto graças aos 15,5 cm a mais entre os eixos.

O comportamento dinâmico se mostra superior, mérito da suspensão traseira multilink com molas recalibradas para carregar até 650 kg entre ocupantes e bagagem.

A caçamba comporta 683 litros, 3 a mais que a antiga Fiat Strada cabine dupla.

ONDE O BICHO PEGA:

O painel é o mesmo do SUV e a central é de série na versão Dynamique Christian Castanho/Quatro Rodas

Câmbio automático A veterana transmissão AL4 de quatro marchas requer atenção: verifique se não está travada em terceira marcha (modo de segurança), se funciona sem trancos, retenção indevida de marchas ou avisos de erro no painel. O fluido deve ser trocado a cada 80.000 km.

Câmbio manual  Atenção ao engate das marchas, que deve ser sempre suave e preciso. Alavanca inclinada e trepidação logo após sair da imobilidade indicam um possível rompimento dos coxins da transmissão.

Freios A versão Dynamique com transmissão automática é conhecida pelo elevado desgaste dos freios: vale a pena verificar o estado geral de discos e pastilhas, facilmente encontrados na rede autorizada e no mercado paralelo.

Suspensão A Oroch parece imune à buraqueira brasileira, mas não é o que ocorre: barulhos na suspensão indicam fim da vida útil de componentes como buchas, batentes e bieletas. Uma revisão geral no sistema custa em torno de R$ 1.500.

Recalls Foram quatro ao todo, envolvendo componentes como airbag do motorista, mangueira de baixa pressão da direção hidráulica, parafusos de fixação do eixo traseiro e do berço dianteiro do motor e vedação do servofreio. Consulte o site do fabricante para mais informações.

PENSE TAMBÉM EM UM FIAT TORO

Neste caso, a picape recebeu pacote adicional para conter faróis de neblina Fernando Pires/Quatro Rodas

Queridinha do mercado, fez sucesso na versão Freedom 4×2 apesar do desempenho apenas satisfatório do motor E.torQ 1.8 16V Flex. Quem deseja melhor rendimento deve partir para a versão top Volcano com motor 2.0 turbodiesel de 170 cv. Meio-termo é a Freedom com motor 2.4 Tigershark Flex (174/186 cv).

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Fernando Pires/Quatro Rodas

 

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