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Governo Bolsonaro planeja submeter motoristas a teste do “drogômetro”

Aparelhos que detectam até oito tipos de entorpecentes por meio da análise da saliva já estão em fase de testes

Por Thais Villaça - 9 fev 2019, 09h00
Além de passarem pelo bafômetro, motoristas poderão ser testados para o uso de drogas Reprodução/Internet

Se nos últimos anos a fiscalização nas ruas já tinha se intensificado com a Lei Seca, que completou 10 anos em 2018, os motoristas infratores deverão ter mais um motivo para se preocupar no atual governo de Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao jornal O Globo, o chefe da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), Luiz Roberto Beggiora, afirmou que além de autuar os condutores que consumiram bebida alcoólica, a fiscalização também fará testes para detectar o uso de drogas.

Aparelhos irão analisar a saliva dos motoristas Reprodução/Internet

“Além dos etilômetros, que detectam o uso de álcool, já popularizados nas blitzes de trânsito como ‘bafômetros’, a ideia é implantar os ‘drogômetros’, capazes de identificar se o condutor utilizou maconha, cocaína, ecstasy e outros entorpecentes. Quatro aparelhos com tecnologia estrangeira estão sendo considerados em estudo”, explicou.

Os aparelhos analisam uma amostra de saliva para acusar a presença de entorpecentes, detectando o uso recente de alguma substância ilícita. Esse tipo de fiscalização já é feito em países como Estados Unidos, França e Itália.

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Ainda segundo a reportagem, o governo estuda uma alteração na legislação para determinar níveis de dosagem e penalidades aplicáveis, mas ainda não há prazos para a implantação do “drogômetro”.

No Código de Trânsito Brasileiro atual, “dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência” é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 2.934,70, sete pontos na CNH, apreensão do veículo, suspensão do direito de dirigir e até prisão.

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