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Entrevista: Augusto Farfus

Único brasileiro no grid da DTM, o piloto explica sua trajetória nas categorias de turismo - e revela que lê a Quatro Rodas desde criança

Por Isadora Carvalho 27 ago 2015, 17h27 | Atualizado em 25 mar 2024, 09h17
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O paranaense Augusto Farfus Jr. é que se pode chamar de piloto prodígio. Aos seis anos conquistou seu primeiro campeonato de motovelocidade, período que ficou conhecido como menino da moto mágica. Um ano depois, descobriu a sua verdadeira paixão: o kart. Começou a dominar os campeonatos paranaenses e logo participou das competições nacionais. Aos dez anos já era tricampeão paulista.

Mudou-se para Europa com 16 anos e, do kart, passou para os monopostos, disputando os campeonatos europeu e italiano de Fórmula Renault. Conquistou o título de campeão europeu da categoria e logo depois o Campeonato Europeu de F-3000, tornando-se o piloto mais jovem da história do automobilismo a vencer o título.

Em 2004, estreou no Campeonato Mundial de Turismo (WTCC) como piloto oficial da Alfa Romeu, cargo que ocupou até 2006, quando passou a integrar a equipe oficial da BMW. Nesse período venceu duas vezes as 24 horas de Nürburgring. Com a saída da BMW do WTCC em 2010, seu destino foi o campeonato alemão de turismo, o famoso DTM.

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Durante o evento BMW Ultimate Experience, que aconteceu em São Paulo, o piloto concedeu uma rápida entrevista à QUATRO RODAS. Assunto? Carros, basicamente.

QR: Tendo em vista que você não vem de uma família ligada ao automobilismo, como começou a sua paixão pela velocidade?

Augusto Farfus: Meu pai sempre gostou muito de carro, inclusive sempre foi assinante da QUATRO RODAS. O assunto carro sempre foi presente em nossas conversas. Com cinco anos ganhei do meu pai uma minimoto motorizada e para “brincar” com ela entrei nos campeonatos lá de Curitiba. Assim, na brincadeira, acabei ganhando o campeonato paranaense de motovelocidade.

Quando descobriu que a sua paixão era automobilismo e não motociclismo?

Um dos meus colegas do motociclismo também corria de kart e resolvi experimentar. Na primeira volta na pista me apaixonei, tive a certeza que era aquilo que queria fazer pro resto da vida. Como não venho de família rica, começamos a correr atrás de patrocínio para ter condições de competir. A Credicard foi quem apostou na minha carreira e assim conquistei o título de campeão paulista de Kart. Esse patrocínio me acompanhou até a Fórmula 3000.

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Quando chegou na Europa na Fórmula 3000 o caminho natural era continuar nas categorias de Formula para chegar na F-1. Porque decidiu mudar o rumo para os campeonatos de turismo?

É claro que o meu sonho sempre foi correr na elite do automobilismo que é a Fórmula 1, mas para isso é preciso de patrocínio. E até o momento eu não tive essa oportunidade. Eu me realizo profundamente na DTM, e se não rolar F-1 não serei um piloto frustrado.

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Você pilotou carros da DTM e do WTCC. Quais diferenças técnicas você sentiu entre um carro e outro?

O DTM é um carro muito mais rápido, ele é mais um protótipo de corrida, enquanto o carro do WTCC é basicamente um esportivo de rua. Agora, posso também falar da diferença que senti nos carros quando mudei dentro do WTCC da Alfa Romeu para a BMW. Realmente senti uma evolução enorme, tanto em termos de motores quanto na utilização de materiais mais leves e avançados na carroceria.

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Leia mais:

– Tudo sobre a Fórmula Inter, nova categoria do automobilismo brasileiro

– Visitamos a Ralliart Brasil, a preparadora dos carros de corrida da Mitsubishi

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