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Kia Cerato é sedã médio por menos de R$ 40.000; veja problemas e qualidades

Bonito e com ótimo custo-benefício, o Kia Cerato pode pesar com custo de manutenção alto e barulhos na suspensão

Por Felipe Bitu 5 abr 2026, 11h23 | Atualizado em 5 abr 2026, 11h23
Kia Cerato é sedã médio por menos de R$ 40.000; veja problemas e qualidades Priorizar nos meus resultados Google

Quando a segunda geração do Kia Cerato estreou no Brasil, em 2010, não era muito comum encontrar sedãs que poderiam ser considerados um primor de beleza e harmonia. Sorte do sedã sul-coreano que, aliado ao preço relativamente baixo, logo se tornou um sucesso no Brasil.

Apresentado na linha 2010 e substituido em 2013, este Kia Cerato foi obra do designer Peter Schreyer, que trabalhou mais de 25 anos na Audi antes de assumir o design da Kia e reposicionar a marca no mercado mundial. Hoje, Schreyer é presidente e chefe de design do Hyundai Motor Group.

Kia Cerato

Todo Kia Cerato vendido no Brasil nesta geração tinha o motor 1.6 16V de 126 cv, que depois apareceu nos Hyundai HB20 e Creta. É um motor que convence, mas não empolga: com 1.223 kg e câmbio automático de quatro marchas, o carro quando está carregado sofre em aclives, acelerações e retomadas.

O problema foi amenizado na linha 2011, com câmbios de seis velocidades (manual e automática). Relações de marcha mais próximas exploravam melhor os 15,9 mkgf a 4.200 rpm. Ao menos ele é econômico, mérito do Cx de 0,29, que atenuava o fato de não ser flex.

Kia Cerato

O comprador do Cerato, no entanto, era seduzido mesmo pela garantia de cinco anos e pelo excelente custo-benefício.

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A versão mais simples já vinha de fábrica com ar-condicionado, airbags dianteiros, trio elétrico, computador de bordo, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 15 e um ótimo sistema de som com entradas auxiliares USB e para iPod. Hoje isso seria abaixo do esperado para um sedã compacto, mas era suficiente para justificar os R$ 49.990 pedidos na época.

A versão mais procurada é a intermediária, que acrescenta ABS, encostos de cabeça ativos, acabamento interno diferenciado, volante e manopla do câmbio revestidos de couro, ar digital e rodas aro 16.

 

O Kia Cerato mais completo trazia itens que realçavam a esportividade, como rodas de 17 polegadas e detalhes de acabamento interno vermelhos.

Apesar de bem projetado, o interior do Cerato abusa de plásticos de aspecto barato e o revestimento do estofamento tem aparência barata demais para o segmento.

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Kia Cerato

Outra queixa comum dos proprietários é a suspensão, de curso muito curto e que sofre constantemente com batidas secas em pisos irregulares, que vez ou outra resultam em danos à caixa de direção, buchas e batentes. Essa dureza, aliada ao acabamento simplório do interior, resulta em excesso de ruídos, principalmente após tantos anos de uso.

Outro ponto negativo é o pós-venda: as revisões eram relativamente caras e algumas peças quase nunca estão disponíveis para pronta-entrega, principalmente em cidades longe das capitais. No entanto, como o Cerato vendia relativamente bem, hoje existe um mercado de peças de reposição importadas e nacionais para ele no mercado paralelo.

A voz do dono

“O Cerato é um carro bonito 
e sóbrio: tem desenho esportivo 
e formal ao mesmo tempo. Ele 
tem muita presença e nunca 
passa despercebido. À exceção da suspensão dura e barulhenta, gusto do seu conforto e economia, mas sinto que falta potência às vezes, mesmo explorando o recurso do câmbio automático sequencial.” – Elson Carlos da Silva, 40 anos, empresário, São Paulo (SP)

O que eu amo: “Bom custo-benefício, belo design, baixo consumo (nem precisa ser flex) e um áudio que surpreendeu pela ótima qualidade
de som. Além disso, é superconfiável.” – Lucas Cortezia Quedevez, 27 anos, estudante, Rio de Janeiro (RJ)

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O que eu odeio: “A suspensão é dura demais para o piso brasileiro, o que o torna barulhento. O motor poderia ser mais forte, pois sofre quando está carregado. E a rede deixa a desejar.” – Gustavo Camargo, 25 anos, profissional de marketing, Campinas (SP)

Problemas e defeitos do Kia Cerato

Kia Cerato

Câmbio automático – Pode apresentar falhas nos comandos, deixando de reduzir ou avançar marchas. O problema vem do mau contato elétrico na solenoid da alavanca seletora, devendo ser substituída em garantia.

Suspensão – O ajuste mais firme resulta em batidas secas e interior barulhento. Boa parte desses solavancos se deve a batentes de amortecedores gastos, que devem ser reclamados em garantia. Um jogo novo não sai por menos de 500 reais, mais 300 de mão de obra.

Caixa de direção – Batidas
 secas na parte dianteira podem significar uma caixa de direção comprometida ou desgaste nas buchas da cremalheira, transtorno abordado pela seção Autodefesa de julho de 2011. Problema recorrente, ele é causado por graxa lubrificante fora da especificação. A Kia costuma fazer o conserto em garantia.

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Embreagem – De acionamento hidráulico, pode deixar o pedal mais duro de acionar por desgaste precoce do atuador. As concessionárias têm substituído o conjunto em garantia.

Motor – Pode apresentar problemas de detonação em função da qualidade do combustível, a famosa batida de pino. O problema some com o uso de gasolina de boa procedência, mas se persistir só poderá ser sanada com a reprogramação da injeção.

Valor dos Kia Cerato usados (Fipe)

MODELO 2010 2011 2012 2013
Cerato 1.6 16V Mecânico R$ 38.185 R$ 40.610 R$ 43.033 R$ 46.644
Cerato 1.6 16V Automático R$ 38.524 R$ 43.351 R$ 46.838 R$ 53.732

Preços das peças do Kia Cerato (Fipe)

PEÇAS ORIGINAL PARALELO
Para-choque (dianteiro) R$ 1.950 R$ 715
Farol completo (cada um) R$ 1.480 R$ 770
Pastilha de freio (par dianteiro) R$ 420 R$ 160
Disco de freio (par dianteiro) R$ 980 R$ 440
Amortecedores (jogo 4 unidades) R$ 2.800 R$ 1.550
Kia Cerato
Ar, direção, airbags, faróis de neblina e rodas de liga desde a versão básica (Marco de Bari/Quatro Rodas)

NÓS DISSEMOS – Setembro de 2009

“O Cerato tem o porte do Corolla. Se parece menor, é graças ao trabalho de peter Schreyer. (…) Ele é tão bonito que às vezes decepciona. Você corre a mão pelo painel e encontra plástico duro, em vez de superfícies emborrachadas. (…) O banco do motorista tem ajuste de altura, mas é forrado por tecido sintético não muito diferente daquele que encontramos no Mille. (…) a suspensão é convencional (McPherson na frente e barra de torção atrás), mas o ajuste lembra o do antigo Corolla. Na cidade, ele filtra bem os buracos e paralelepípedos, sem sacolejos ou batidas ocas. Em velocidade, o Cerato é comunicativo, mas não é nervoso.”

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PENSE TAMBÉM EM UM……

Honda City: Se você ainda hesita em apostar num Kia Cerato, o Honda City é
uma alternativa a ser considerada. Seu motor 1.5 16V tem a vantagem de ser flex, o câmbio automático sequencial de cinco marchas é muito bem escalonado e o porta-malas impressiona com seus 504 litros (o Kia tem 415 litros).

O rodar firme é semelhante ao do Cerato, mas
o City leva vantagem pela precisão da direção elétrica, no custo de manutenção e no atendimento do pós-venda, mesmo com a garantia de apenas três anos.

Considerado caro, o Honda nunca se destacou na relação custo-benefício, porém é mais bem aceito pelo mercado.

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil ao fundo e uma bola no gramado. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, com um carro vermelho em destaque. Um ícone de árvore branca aparece no canto superior direitoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca.
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