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Audi A3 Sedan Ambiente

Nove anos após encerrar a produção no Brasil, a Audi está de volta e, de novo, o A3 é o protagonista. Será que agora vai?

Por Péricles Malheiros | Fotos: Christian Castanho
16 out 2015, 16h46 • Atualizado em 9 nov 2016, 14h43
  • testes

    São José dos Pinhais (PR), 2006: a Audi anunciou o fim da produção do hatch A3, que se despedia do Brasil após sete anos de fabricação. Quem estava com saudade não precisa mais se lamentar: em outubro, começam as vendas do A3 2016, agora com carroceria sedã e duas gerações mais madura. Aliás, muito mais madura.

    O preço oficial do mais novo carro nacional não foi divulgado, mas uma fonte ligada à Audi revela: “a ordem é que a versão Attraction, de entrada, não ultrapasse a barreira dos R$ 100.000”. Ou seja, podemos esperar algo do tipo R$ 99.999. E caso esse teto de preço se confirme, o A3 será o modelo de marca premium mais barato do país.

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    Premium, sim, mas não espere dele um superpacote de equipamentos: nas fotos, você vê um A3 Ambiente completo, cujo preço deve ficar em torno de R$ 140.000 – básico, deverá custar R$ 110.000. Para obedecer a ordem de não passar dos R$ 100.000, o A3 Attraction deixa de fora itens como bancos de couro com ajuste elétrico, GPS, faróis e limpadores de para-brisa com acionamento automático, e até volante multifuncional com borboletas para troca de marchas. Mas nem só de concessões vive um modelo premium brasileiro: faróis de xenônio, sistema start-stop, airbags (frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista) e freio de estacionamento elétrico foram mantidos. Mas a maior perda na nacionalização, acredite, não está na cabine deste Audi.

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    Sai o câmbio com dupla embreagem de sete marchas, entra o Tiptronic com conversor de torque de seis velocidades. Ao volante, o piloto se ressente da falta de agilidade entre as trocas de marchas, mas a comparação dos resultados dos testes de pista do modelo importado com o do nacional apontam uma melhora em aceleração e um empate nas retomadas. Diante do ganho de performance, a discreta piora nos testes de consumo de gasolina é mais do que aceitável: o A3 nacional está 1,7% mais gastão na cidade (11,7 ante 11,9 km/l) e 2,4% na estrada (16,4 ante 16,8 km/l).

    Mas toda essa evolução tem muito mais a ver com o motor do que com o câmbio, que nas frenagens ainda transmite um leve tranco para a cabine, pois engata a primeira marcha antes da parada total do carro. Ao ganhar a central flex, o 1.4 turbo de injeção direta foi retrabalhado e teve sua potência elevada de 122 cv para 150 cv (22,9%) e o torque de 20,4 para 25,5 mkgf (25%). Segundo a Audi, os números de potência e torque são os mesmos para etanol e gasolina.

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    Na Audi, ninguém confirma, mas nossa fonte reconhece que a simplificação da transmissão tem a ver com corte de custo. E esta história se repete na suspensão traseira, que abandonou o conjunto multilink e agora tem eixo de torção. Mas é preciso ser justo: só durante uma tocada esportiva que o motorista sentirá os efeitos negativos da troca, uma vez que a multilink tem mais recursos para manter o carro agarrado ao solo.

    Receio maior durante o processo de nacionalização de um automóvel premium, o acabamento (tanto de materiais quanto de montagem interna e externa) de ótima qualidade continua sendo um dos pontos altos do A3 Sedan. O nível de espaço na cabine e no porta-malas (425 litros) é equivalente ao de um Civic. Ou seja, recebe bem uma família com quatro adultos e uma criança.

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    Bem-vindo de volta ao Brasil, A3. E que, desta vez, tenha vida longa.

    VEREDICTO

    A involução do câmbio ao trocar a dupla embreagem pelo conversor de torque foi compensada pelo ganho de potência e torque, quase sem prejuízo do consumo. No fim das contas, o A3 passou bem pelo processo de nacionalização.

    ★★★☆

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    VEJA MAIS– Audi A3 Sedan com motor flex começa a ser produzido no Brasil– Galeria: Audi A3 Sedan

    FICHA TÉCNICA
    Motor flex, diant., 4 cilindros
    Cilindrada 1.395 cm³
    Potência 150 cv a 4.500 rpm
    Torque 25,5 mkgf a 1.500 mkgf
    Câmbio automático, seis marchas, tração dianteira
    Dimensões 445,6 cm (comprimento); 141,6 cm (altura); 179,6 cm (largura); 263,7 cm (entre-eixos)
    Peso 1.240 kg
    Peso/potência 8,3 kg/cv
    Peso/torque 48,6 kg/mkgf
    Porta-malas/caçamba 425 litros
    Tanque 50 litros
    Suspensão dianteira independente McPherson
    Suspensão traseira independente multilink
    Freios discos ventilados (diant.); discos sólidos (tras.)
    Direção elétrica
    Pneus 225/45 R17
    Equipamentos volante multifuncional com borboletas para troca de marcha, sensor de chuva e faróis e rodas aro 17 (itens adicionais ao Attraction)
    Consumo urbano 11,7 km/l
    Consumo rodoviário 16,4 km/l
    0 a 100 km/h 9,4 s
    0 a 1000 m 30,4 s – 174,3 km/h
    Retomada 40 a 80 em 3ª (ou D) 4,1 s
    Retomada 60 a 100 em 4ª (ou D) 5,3 s
    Retomada 80 a 120 em 5ª (ou D) 6,6 s
    Velocidade máxima 215 km/h
    Frenagem 15,7 m (60 km/h); 25,9 m (80 km/h); 66,5 m (120 km/h)
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