Guia de Usados: Volvo C30

Lindo, seguro e equipado, ele faz a alegria de quem não precisa levar bagagem nem se importa em garimpar peças

Volvo C30, modelo 2007, durante teste da revista Quatro Rodas Traseira ousada é a marca registrada do modelo

Traseira ousada é a marca registrada do modelo (Marco de Bari/Quatro Rodas)

Quando se pensa num importado premium usado, vem à cabeça um Audi A3 ou BMW Série 1. Mas logo se esbarra no alto preço.

Uma boa alternativa é o Volvo C30, um hatch de duas portas muito estiloso a partir de R$ 29.054 – um 120i equivalente sai por R$ 43.880. Ideal para solteiros ou jovens casais (leva só quatro pessoas), ele chegou aqui em 2007, para roubar interessados de Série 1 e A3.

De personalidade marcante, o estilo mesclava a dianteira sisuda típica da Volvo com uma ousada traseira, cujas lanternas emolduram o vidro de trás: este basculava para dar acesso ao minúsculo porta-malas, de 224 litros.

Feito sobre a base do Focus, o C30 agrada pela rigidez do monobloco e pelo acerto da suspensão. A versão de entrada era impulsionada pelo motor Duratec 2.0 de 145 cv, a intermediária vinha com o 2.4 de 170 cv e a T5 trazia um 2.5 turbo com ótimos 220 cv (estes últimos de cinco cilindros).

A 2.0 era um bom investimento: ótimo acabamento, desempenho adequado e um pacote de segurança que trazia ABS, EBD, seis airbags e cinco estrelas no crash test da Euro NCap.

O câmbio automático de cinco marchas era exclusivo da versão 2.4, fechada num pacote único que trazia sensores de ré, controle de tração, ar-condicionado bizona, bancos com regulagem elétrica, teto solar e rodas aro 17.

Motor do Volvo C30, modelo 2007, durante teste da revista Quatro Rodas

O T5 vinha com o Blis (informa carros nos pontos cegos), controle de estabilidade, som Dynaudio com 12 alto-falantes e disqueteira, faróis bixenônio, retrovisores retráteis, sensor de chuva e de ré, teto solar e bancos elétricos.

Apreciado pelos puristas, o T5 com câmbio manual chegou em 2008, mas durou só até o ano seguinte, quando a versão 2.0 ganhou o câmbio Ford Powershift de dupla embreagem e seis marchas, tirando de linha a 2.4.

Reestilizado, o modelo 2010 se destacava pela nova grade trapezoidal da marca sueca e, no ano seguinte, viria o T5 R-Design, com acabamento mais esportivo.

Interior do Volvo C30, modelo 2007, durante teste da revista Quatro Rodas

Ótimo como produto, o C30 fica devendo só no pós-venda: são inúmeros os relatos de proprietários insatisfeitos com a ineficiência e os altos valores cobrados pela rede autorizada.

Tanto que muitos decidiram abrir mão da garantia de apenas dois anos para trazer as peças por meio de importadores independentes e recorrer a mecânicos de confiança.

FIQUE DE OLHO

Se quiser facilitar a manutenção, evite a versão de entrada com motor 2.0: o Duratec do Focus parece uma ideia tentadora, mas é muito difícil achar a equivalência das peças, gerando diversos erros. Na prática, as peças do T5 e do 2.4 são mais fáceis de achar e nem sempre mais caras.


A VOZ DO DONO

Usado - Volvo C30

“Ele agrada pelo custo-benefício: seu design é único e o motor 2.0 atende a qualquer expectativa de desempenho e consumo. Estável, ele é bom de estrada, mas transmite as irregularidades para a cabine. O pós-venda deixa a desejar: peças caras, sem pronta entrega, e rede incapaz de solucionar questões além das revisões.” – Eduardo Hideshi, 33 anos, engenheiro mecânico, São Paulo (SP)

O QUE EU ADORO

“Rápido, confortável e silencioso: é um estradeiro nato, com ótima estabilidade e segurança vista só em carros de padrão superior. Ninguém fica indiferente ao estilo.” Rafael Ces, 33 anos, empresário, Cabreúva (SP)

O QUE EU ODEIO

“O câmbio automático rouba muito desempenho do turbo – o T5 manual é bem superior. Fuja das concessionárias: rede é pequena, careira e despreparada.” Reginaldo Vitullo, 67 anos, agrimensor, Paranatinga (MT)


ONDE O BICHO PEGA

Módulo central – Ignição inoperante ou com falhas pode ocorrer devido ao mau contato dos conectores, provocado pela remoção do módulo durante a substituição do filtro do ar-condicionado.

Suspensão dianteira – Vale a pena verificar o estado de buchas, pivôs, bieletas e batentes dos amortecedores. Dispense atenção especial às buchas de apoio da barra estabilizadora, que podem aumentar a rolagem da carroceria e gerar ruído.

Pastilhas de freio – Muito exigidas em qualquer carro com transmissão automática, as pastilhas sofrem grande desgaste na versão T5 em razão do alto desempenho. Uma revisão completa do sistema custa em torno de R$ 2 500.

Turbo – O motor da versão T5 deve ser verificado com mais cuidado. Fumaça em excesso durante a marcha lenta ou as trocas de marcha pode indicar desgaste acentuado do turbo, reparo que pode superar os R$ 5 000.

Assoalho e cárter – O protetor de cárter não vinha de fábrica, mas era vendido na rede de concessionárias por preços altos demais. Confira se ele está presente e, se não estiver, quais foram os danos ao assoalho.

NÓS DISSEMOS – novembro de 2007

“Para atrair gente nova, a volvo está trocando o discurso da segurança pelo prazer de viver e lançando carros mais jovens. O que nos leva a esse C30 2.0, o menor volvo do mercado. (…) É para casais jovens o bastante para não precisar levar nada além de duas mochilas e o próprio ego. (…) O C30 usa a plataforma do Focus”

Preço médio dos usados (FIPE)
2008 2009 2010 2011 2012
C30 2.0 145 cv R$ 29.054 R$ 31.142 R$ 39.252 R$ 41.221 R$ 45.423
C30 2.4 A/T 170 cv R$ 34.002 R$ 35.355
C30 T5 2.5 A/T 220 cv R$ 39.895 R$ 43.320 R$ 50.729 R$ 52.639
C30 T5 R-Design A/T 230 cv R$ 56.154 R$ 59.021

 

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