Renault Filante roda 1.000 km a mais de 100 km/h com uma carga e bate recorde
Com design aerodinâmico e bateria de 87 kWh, o Renault Filante prova que é possível cruzar um país em velocidade de rodovia sem depender de recargas
Recordes de autonomia de carros elétricos costumam ser feitos em velocidades baixas, mas não mantendo uma velocidade média acima de 100 km/h. É por isso que o recorde batido pelo Renault Filante é tão diferente. Este carro super aerodinâmico rodou 1.000 km a mais de 110 km/h sem recarregar. Na verdade, até sobrou carga.
Este monoposto experimental percorreu 1.000 km rodando na pista de testes da UTAC, no Marrocos. O objetivo era cumprir a prova em menos de 10 horas, daí a necessidade de manter velocidades elevadas, ao redor dos 110 km/h. O feito estabelece um novo padrão para a indústria: o carro registrou um consumo médio de 12,8 km/kWh, sendo duas vezes mais eficiente que modelos como o Tesla Model 3.
O Filante é um carro experimental, criado para ser um elétrico extremamente eficiente. É um laboratório sobre rodas, mas que utiliza uma bateria de 87 kWh, a mesma do Renault Scenic. Com foco total no gerenciamento de energia, a bateria utiliza a tecnologia cell-to-pack, que elimina módulos intermediários para reduzir peso e otimizar o espaço interno.
Ao mesmo tempo, o carro utiliza filosofias técnicas diferentes, como os sistema de freios e direção elétricos e controlados por fios, sem conexão mecânica, reduzindo o peso total e liberando espaço para o design aerodinâmico. O carro pesa 1.000 kg, dos quais 600 kg correspondem ao peso da bateria.
A resistência ao rolamento foi combatida com pneus Michelin de 19 polegadas desenvolvidos especificamente para o projeto, com 40% menos atrito que pneus convencionais. O chassi, com 5,12 m de comprimento, prioriza a estabilidade direcional e a redução da área frontal.
O conjunto motriz foi projetado para extrair o máximo da bateria, permitindo que o carro completasse o desafio de 1.000 km em menos de 10 horas — incluindo as paradas técnicas para troca de pilotos. O carro ainda terminou a prova com 11% de carga residual. Esse fôlego extra seria suficiente para rodar mais 120 km a 96 km/h.
Embora o Renault Filante não vá ganhar as ruas em produção em série, ele serve como o banco de testes definitivo para a próxima geração de veículos elétricos da marca. O aprendizado em aerodinâmica e gestão térmica das células de bateria será aplicado nos futuros lançamentos da linha E-Tech para garantir maior autonomia em condições severas de uso rodoviário.






