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BYD faz três pedidos ao Governo para reduzir imposto de veículos CKD e SKD

BYD pede ao governo brasileiro para fixar imposto de importação para carros CKD e SKD em até 10%; pedido incomoda Anfavea

Por João Vitor Ferreira
13 abr 2025, 09h52 •
Fábrica da BYD em Camaçari (BA)
Fábrica da BYD em Camaçari (BA) (João Vitor Ferreira/Quatro Rodas)
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  • Visando viabilizar sua produção no Brasil, a BYD fez três pedidos ao governo federal, mais especificamente para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), para reduzirem os impostos de importação para os veículos elétricos e híbridos parcialmente ou totalmente desmontados, montados nos processos .

    Em abril, o imposto de importação para veículos híbridos plug-ins SKD é de 20% e de 7% para CKD. Já os elétricos, têm alíquota de 18% e 5%, respectivamente. Porém, esse imposto terá um aumento gradual e chegará a 35% em julho de 2028 para todos os casos.

    O pleito enviado pela BYD também abrange as picapes PHEV, visto que a montadora vende a Shark no Brasil. Para elas, o imposto já é de 35%, tanto para SKD, quanto para CKD.

    O pedido da BYD é para que a alíquota de importação seja fixada em 10% para os SKD e 5% para o CKD até 30 de junho de 2028, para todos os casos (automóveis e picapes elétricas ou PHEV).

    Segundo informado em nota oficial pelo MDIC, na última terça-feira, os pleitos foram enviados em datas diferentes. No dia 25 fevereiro, a BYD apresentou os pedidos referentes aos automóveis elétricos e híbridos. E no dia 17 março, foi a vez do da picapes PHEV.

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    tabela importação
    (Anfavea/Reprodução)

    Como argumento para o seu requerimento, a BYD defende que a redução dos impostos ajudaria na implementação da montagem nacional dos carros eletrificados, criando novos empregos para o Brasil. Além disso, também facilitaria a nacionalização dos componentes, uma vez que nem todas as peças precisam vir no kit.

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    “A estratégia inicial de montagem completa dos veículos no Brasil permite uma introdução rápida no mercado, maximizando a competitividade e contribuindo para o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional. Em linha com esse objetivo de incremento da nacionalização de componentes e fortalecimento da indústria local, a BYD AUTO pretende inicialmente importar veículos no modelo SKD e, na medida em que os fornecedores locais estejam homologados e aptos a atender a demanda, passar a incorporar peças nacionais nesse SKD importado.”, disse a BYD em no pleito.

    Anfavea não gostou

    Antes da divulgação oficial, a Anfavea comentou o pedido de redução do imposto de importação. Sem citar o nome da montadora, o presidente da associação dos fabricantes, Márcio Lima Leite, criticou os pedidos feitos por “montadoras chinesas”.

    “Esses pedidos não podem prosperar. O que queremos é produção no Brasil e, por isso, estamos atentos aos movimentos que representem prejuízos à indústria local”, disse Lima Leite.

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    A proposta da BYD é completamente oposta à da Anfavea, que defende a implementação imediata do imposto a 35% para os automóveis elétricos e híbridos plug-in.

    “Se tais reivindicações avançarem, o impacto no setor – que já sofre com as ações de Donald Trump e com a falta de regulamentação do Mover – vão ser grandes”, criticou o presidente da Anfavea.

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