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Jeep Grand Cherokee estabeleceu o padrão entre os SUVs de luxo

Versátil e bem projetado, ele estabeleceu um novo padrão de luxo, conforto e desempenho no segmento de utilitários esportivos

Por Felipe Bitu Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 7 out 2023, 22h35 - Publicado em 7 out 2023, 22h30

Apresentado em 1992, o Jeep Grand Cherokee foi o último projeto da AMC (American Motors Corporation), que surgiu em 1954 a partir da fusão da Hudson com a Nash-Kelvinator. Proprietária da Jeep, a AMC foi adquirida pela Chrysler em 1987: a união resultou no utilitário esportivo mais desejado da década.

Desenhada por Larry Shinoda em 1985, a primeira geração (ZJ) do Grand Cherokee foi criada para suceder dois ícones da Jeep: o racional Cherokee XJ (1984) e o decano Wagoneer (1962). O apoio pessoal do então presidente da Chrysler Lee Iacocca foi essencial para o projeto XJC.

Classicos Cherokee
Valentia no fora de estrada era beneficiada pelo vão livre de 19,7 cm e pelos ângulos de ataque e saída de 37º/30º (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Sua principal virtude era a carroceria monobloco, ligeiramente maior e mais espaçosa que a do Cherokee XJ e mais eficiente que o pesado chassi usado pelos concorrentes Ford Explorer, Nissan Pathfinder, Chevrolet Blazer e Toyota 4Runner. Foi o primeiro a oferecer airbag para o motorista e freios ABS como itens de série em todas as versões.

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Sob o capô estava o motor AMC de seis cilindros e 4 litros: seus 190 cv eram enviados às rodas traseiras por um câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro, acelerando os 1.835 kg do carro de 0 a 96 km/h em cerca de 10 segundos. Havia três sistemas 4×4 disponíveis: Command-Trac (temporário), Selec-Trac (temporário com diferencial central) e Quadra-Trac (permanente com acoplamento automático).

Classicos Cherokee
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
Classicos Cherokee
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Eram três as versões de acabamento: básica, Laredo e Limited. Extremamente despojada, a versão básica foi renomeada SE no modelo 1994 e deixou de ser oferecida no ano seguinte para não canibalizar as vendas do Cherokee XJ.

A Laredo acrescentava rodas de liga leve, decoração externa mais requintada, vidros e travas elétricas e piloto automático. A versão Limited era a única a oferecer ar-condicionado digital, molduras laterais na mesma cor da carroceria, rodas raiadas, bancos aquecidos revestidos de couro, teto solar com acionamento elétrico e travas elétricas de acionamento remoto. A partir de 1993, passou a oferecer o motor Magnum de 5,2 litros e 220 cv, o único V8 da categoria: acelerava de 0 a 96 km/h em cerca de 8 segundos.

Classicos Cherokee
Volante revestido de couro com comandos do piloto automático, apliques simulando madeira, ar-condicionado digital e bancos almofadados de couro (Fernando Pires/Quatro Rodas)

As suspensões eram um caso à parte: robustos eixos rígidos articulados por quatro braços cada, com barra Panhard, molas helicoidais e amortecedores pressurizados. O Grand Cherokee oferecia o melhor dos dois mundos: a capacidade fora de estrada dos lendários Jeep aliada ao conforto e comportamento dinâmico típicos de um automóvel de passeio.

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Ainda em 1993, surge o Grand Wagoneer, um Grand Cherokee com decoração externa simulando madeira como nos antigos Jeep Wagoneer. Os entusiastas do fora de estrada foram agraciados com o pacote opcional Up Country, que aumentava a altura da suspensão em 1 polegada com molas e amortecedores redimensionados.

Classicos Cherokee
Quinto passageiro sofria com a altura do túnel da transmissão e a falta do apoio de cabeça (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Classicos Cherokee
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Grand Cherokee Limited das fotos integra o primeiro lote que desembarcou no Brasil em 1993. O representante oficial era o Moinho São Jorge, mas a demanda era tanta que muitos foram trazidos por importadores independentes. O Grand Cherokee tornou-se o modelo preferido de celebridades, jogadores de futebol e qualquer pessoa com boas condições financeiras.

Classicos Cherokee
V8 Magnum de 5,2 litros perdia torque e potência com a gasolina brasileira. A alavanca do sistema Quadra-Trac acionava a marcha reduzida (Fernando Pires/Quatro Rodas)

A demanda continuava forte no mundo todo: em 1994, o Grand Cherokee começou a ser produzido na Áustria com um motor turbo diesel de quatro cilindros, 2,5 litros e 115 cv. No ano seguinte surge a versão Orvis, caracterizada pela pintura verde com detalhes em marrom e bancos de couro verde e bege. O câmbio manual de cinco marchas deixa de ser oferecido.

Classicos Cherokee
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

A única reestilização ocorreu no modelo 1996, com para-choques, grades, rodas e interior redesenhados e oferta do airbag duplo. No ano seguinte, a versão Laredo com motor AMC de seis cilindros começa a ser produzida na Argentina e em 1998 a primeira geração se despede com o V8 Magnum de 5,9 litros e 245 cv, para acelerar de 0 a 96 km/h em cerca de 7 segundos.

Classicos Cherokee

No total, o Grand Cherokee teve 1.647.188 unidades produzidas ao longo da história, um sucesso estrondoso considerando que a produção anual jamais ficou abaixo das 250.000 unidades. A segunda geração (WJ) manteve a mesma identidade visual e consolidou o Grand Cherokee na preferência do público: o utilitário esportivo mais desejado dos anos 1990 continua firme e forte em sua quinta geração.

Ficha Técnica – Jeep Grand Cherokee 1993

Motor: longitudinal, 8 cilindros em V, 5.216 cm3, alimentado por injeção eletrônica
Potência: 212 cv a 4.400 rpm
Torque: 39,6 kgfm a 2.950 rpm
Câmbio: automático de 4 marchas, tração integral
Carroceria: fechada, 4 portas, 5 lugares
Dimensões: comprimento, 454 cm; largura, 176 cm; altura, 170 cm; entre-eixos, 269 cm
Peso: 1.863 kg
Pneus: 225/70 R16
Preço: US$ 69.600 (set./1997)

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