Avatar do usuário logado
Usuário
OLÁ, Usuário
Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Resoluções Ano Novo: Assine por apenas 5,99

A-20, C-20 e D-20: a valente família de picapes da Chevrolet

Rejuvenescida em 1985, a Série 10/20 modernizou as picapes da GM com novos motores, versões diesel, cabine dupla e soluções inéditas no Brasil

Por Felipe Bitu
26 dez 2025, 08h00 •
  • Chevrolet Série 10/20
    A nova linha Chevrolet Série 10/20 trazia elementos do Opala, como motorizações e faróis.

    Instalada no Brasil em 1925, a General Motors iniciou a produção de utilitários no país em 1958, com a picape Chevrolet 3100, conhecida como Brasil. Ela foi substituída pela C-14 em 1964, que mais tarde passaria a se chamar Chevrolet C-10.

    Com estilo exclusivamente nacional, motor de seis cilindros e suspensão dianteira independente, a picape seguiu praticamente sem mudanças até 1985, quando a GM apresentou a nova linha Série 10/20.

    O visual seguia o padrão das picapes americanas da época, com linhas retas, para-brisa inclinado e conjunto óptico dianteiro herdado do Chevrolet Opala. Do mesmo modelo vinham também os motores seis-cilindros a álcool (A-10/A-20) e a gasolina (C-10/C-20).

    A capacidade de carga variava conforme a configuração. Havia duas opções de chassi, com entre-eixos de 2,92 m ou 3,23 m, e duas capacidades: 750 kg na Série 10 e 1.020 kg na Série 20.

    A concepção técnica mantinha soluções tradicionais: chassi de longarinas, tração traseira com eixo rígido e suspensão dianteira independente. Apenas a Série 20 oferecia motor diesel, o Perkins Q20B, marcado por vibração elevada, desempenho modesto e preço elevado.

    Continua após a publicidade

    Ainda assim, a D-20 respondia por mais de 75% das vendas. As versões C-20 e A-20 entregavam bom desempenho e funcionamento suave, mas o consumo elevado fazia o tanque de 88 litros esvaziar rapidamente.

    A linha contava com versão básica e Custom. Esta última se diferenciava pela pintura em dois tons, rodas esportivas e acabamento mais elaborado. Ambas utilizavam painel envolvente em plástico.

    A cabine era ampla e bem ventilada, com ventilação forçada — incluindo ar quente e desembaçador —, teto com tampa basculante e janela traseira corrediça. O banco do motorista tinha ajustes individuais, mas faltavam apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos.

    Chevrolet Série 10/20
    Com 5,34 m de comprimento, a Série 10/20 levava até seis pessoas e muita carga.
    Continua após a publicidade

    No uso, tratava-se de uma picape confortável e fácil de conduzir. A suspensão macia e o acionamento leve do câmbio e dos pedais chamavam atenção, especialmente o freio, que já utilizava discos ventilados na dianteira. Entre os opcionais da D-20 estavam a direção hidráulica e o câmbio de cinco marchas.

    O modelo rapidamente caiu no gosto de jovens solteiros. Muitas famílias também passaram a adquiri-lo para transformações em cabine dupla.

    Para atender essa demanda, uma versão com quatro portas surgiu em 1986. O projeto foi desenvolvido pela Brasinca, com apoio da GM. A empresa também criou duas peruas derivadas: Passo Fino, de duas portas, e Mangalarga, de quatro, depois incorporadas pela GM e rebatizadas como Bonanza e Veraneio.

    Continua após a publicidade

    Em 1988, as versões passaram a se chamar Custom S e Custom DeLuxe. Já em 1989, chegou a tração 4×4, com suspensão dianteira independente e rodas livres automáticas. Apesar do pioneirismo, a solução teve baixa aceitação por problemas de confiabilidade, já que utilizava cruzetas no lugar de juntas homocinéticas.

    A cabine dupla mostrada nas fotos é um modelo 1991 e representa o auge da Série 10/20. Foi justamente nesse ano que a Ford respondeu com a introdução do turbo na F-1000.

    A D-20 reagiu com o motor Maxion S4 turbinado, enquanto as A-20 e C-20 passaram a contar com quinta marcha. A resposta, porém, foi insuficiente: no mesmo ano, estreava a nova geração da F-1000.

    Chevrolet Série 10/20
    O painel envolvente e completo era um dos destaques da Chevrolet Série 10/20.
    Continua após a publicidade

    A reestilização de 1993 trouxe os faróis trapezoidais do Opala. A direção hidráulica passou a ter controle eletrônico e a embreagem adotou acionamento hidráulico.

    O painel de instrumentos foi redesenhado e a lista de itens de série cresceu, incluindo trio elétrico, alarme, volante com regulagem de altura e rodas de liga leve. A cabine dupla podia ser equipada com bancos dianteiros individuais e console central.

    A Série 10/20 já havia cumprido seu papel. A D-20 encerrou a carreira com o motor Maxion S4T-Plus, de 150 cv, enquanto a C-20 finalmente recebeu injeção eletrônica. A A-20 já havia sido descontinuada.

    Ambas passaram a contar com diferencial de escorregamento limitado Positraction e ABS traseiro, despedindo-se do mercado brasileiro em 1997, quando as últimas unidades foram produzidas em Córdoba, na Argentina.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Apaixonado por carros? Então isso é pra você!
    Pare de dirigir no escuro: com a Quatro Rodas Digital você tem, na palma da mão, testes exclusivos, comparativos, lançamentos e segredos da indústria automotiva.
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Quatro Rodas impressa todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.