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Volkswagen Fox usado tem bom custo-benefício e é idêntico ao zero

O veterano Fox mantém sua popularidade devido à maturidade do projeto e por ser bem equipado, mas a iminência de sair de linha garante bom preço

Por Felipe Bitu 2 abr 2021, 12h09
Versão Highline vem com motor 1.6 16V de 120 cv de potência (com etanol)
Versão Highline vem com motor 1.6 16V de 120 cv de potência (com etanol) Christian Castanho/Quatro Rodas

Preço Volkswagen Fox usado: A partir de R$ 31.000 (2015)

Ninguém discute que o carro Fox é um dos modelos mais longevos da VW: o compacto foi apresentado em 2003 e seguirá em produção pelo menos até o fim de 2021. A terceira reestilização do modelo foi lançada em 2015 e ainda hoje é uma das mais procuradas entre os usados.

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A versão de maior sucesso é a Comfortline, que já traz computador de bordo, faróis de neblina, vidros dianteiros e traseiros elétricos e sistema de som com CD, MP3 e entradas auxiliares. É quase sempre impulsionada pelo motor EA111 1.6 e 101/104 cv, bem mais esperto que o EA111 de 1 litro e 72/76 cv.

Atenção: o ar-condicionado não era de série. A lista de opcionais também agrega câmbio automatizado, rodas de liga leve, volante multifuncional, sensores crepuscular e de chuva, piloto automático, teto solar e retrovisor interno eletrocrômico, mas a desejada central multimídia App Connect só veio no modelo 2016.

Se a grana estiver curta, vá direto na versão Trendline: pechinche um bom desconto ao se deparar com unidades sem comodidades como acionamento elétrico dos vidros e travas das portas.

Muita atenção nos motores: o motor EA111 1.6 continua sendo o mais indicado, mas o EA211 de 1 litro, três-cilindros e 75/82 cv (único disponível na versão Bluemotion) anda mais e gasta menos que o antigo EA111 de 1 litro, quatro-cilindros e 72/76 cv. Este motor de três cilindros é uma das maiores virtudes da versão aventureira Track.

Espaço interno e posição de dirigir elevada agradam o público
Espaço interno e posição de dirigir elevada agradam
o público Christian Castanho/Quatro Rodas

Versões do VW Fox

A sobrevida do VW Fox no mercado se deve em parte à versão Connect, que surgiu em 2018 com faróis de neblina, retrovisores com acionamento elétrico, volante multifuncional, piloto automático, sensores de estacionamento traseiros, computador de bordo I-System, coluna de direção com ajustes de altura e profundidade, rodas de liga leve e central compatível com Android Auto e Apple CarPlay.

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  • Menos popular é a Extreme, também apresentada no modelo 2018 para consolar os entusiastas do Crossfox. O visual aventureiro é composto pelo para-choque frontal com faróis de neblina e longo alcance, apliques plásticos sem pintura nas caixas de roda e nas portas, e rack no teto. Traz itens exclusivos como volante multifuncional revestido de couro e câmera de ré.

    Volkswagen Fox (3a Geração) testado por QUATRO RODAS (interior)
    Interior do Fox Christian Castanho/Quatro Rodas

    Tanto a Connect quanto a Xtreme são impulsionadas pelo motor EA111 de 1,6 litro e 101/104 cv. Quem prioriza desempenho deve partir direto para a versão de topo Highline, com motor EA211 1.6 16V de 120/110 cv. Esta chegou a ter controle de tração e uma versão exclusiva do câmbio I-Motion com seis marchas, mas todas as versões com câmbio manual têm cinco marchas.

    A Highline serviu de base para a esportiva Pepper, que vinha com teto preto, para-choques exclusivos, grade frontal em forma de colmeia, rodas aro 15 e detalhes vermelhos no interior.

    Defeitos do Volkswagen Fox

    • Suspensão dianteira: as bieletas da barra estabilizadora são as primeiras a anunciar o cansaço do sistema, mas são baratas e de fácil substituição.
    • Coxins: ressonância e vibração na cabine com o motor em marcha lenta e dificuldade no engate das marchas são sintomas de rompimento ou desgaste nos coxins do motor e do câmbio. O problema é de fácil correção e o reparo fica em torno dos R$ 1.000.
    • Motor 1.6 16V: o motor EA211 de 1,6 litro e 16 válvulas é notório pelo elevado consumo de óleo lubrificante. O problema é geralmente causado por falhas nos retentores de válvulas, mas também pode estar relacionado à perda de elasticidade dos anéis raspadores de óleo nos pistões.
    • Câmbio I-Motion: trancos e/ou retenções das marchas são indícios de problemas. O diagnóstico requer um especialista: vai de simples reprogramação no módulo a soluções mais complexas como nível do fluido hidráulico e outras avarias.
    • Recalls: são apenas três e envolvem falha na fixação do volante multifuncional (modelo 2015), inoperância do alternador (modelos 2016 e 2017) e unidades pré-série que foram produzidas sem registro de liberação devido ao uso de componentes ainda não homologados (entre 2015 e 2018). 

    A voz do dono

    Nome: Gabriela Zanin de Castro Vasconcellos
    Idade: 46 anos
    Profissão: diretora escolar
    Cidade: Piracicaba (SP)

    • O que eu adoro: “compacto por fora, espaçoso por dentro, ágil e com ótimo nível de equipamento. O assento em posição elevada ajuda muito a visibilidade. É silencioso na estrada, em velocidade de cruzeiro.”
    • O que eu odeio: “pelo preço cobrado deveria oferecer câmbio automático de verdade e não um automatizado. Também já é notório sua desvalorização, pois todos sabem que é um modelo que está prestes a deixar de ser produzido.”

    Preço médio dos usados do VW Fox

    Preço médio dos Fox usados (tabela KBB)
    Arte/Quatro Rodas

    Preços das peças

    Preço médio das peças do Fox (tabela KBB)

    Nós dissemos

    Quatro Rodas, setembro de 2014
    Quatro Rodas, setembro de 2014 Acervo/Quatro Rodas

    Setembro de 2014: “de frente, a linha 2015 do hatch tem a mesma apresentação do Golf. (…) o Highline, topo de linha, único a oferecer o novo motor EA211 1.6 16V de 120/110 cv. Outra novidade exclusiva do Highline é o câmbio manual de seis marchas – as demais versões, Trendline, BlueMotion e Comfortline, seguem com a caixa de cinco.”

    Ficha Técnica – VW Fox 1.0 MPI 3 cilindros

    • Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cil., 12V, 999 cm3, 82/75 cv a 6.250 rpm, 10,4/9,7 mkgf a 3.000 rpm
    • Câmbio: manual, 5 marchas, tração dianteira
    • Suspensão: McPherson (diant.) / eixo de torção (tras.)
    • Freios: discos ventilados (diant.) / tambor (tras.)
    • Direção: elétrica
    • Rodas e pneus: 195/55 R15
    • Dimensões: comprimento, 386,8 cm; largura, 190,4 cm; altura, 158,2 cm; entre-eixos, 246,7 cm; peso, 1.068 kg; tanque, 50 l; porta-malas, 270 l

    Principais itens de série do Volkswagen Fox:

    • Sensores de estacionamento dianteiros e traseiros
    • Computador de bordo
    • Ar-condicionado
    • Chave “canivete” com controle remoto
    • Direção com ajuste de altura e profundidade
    • Retrovisores elétricos, com função Tilt down no lado do passageiro
    • Sistema de som com rádio AM/FM, CD-player, bluetooth, MP3 player e entradas USB, SD-card e auxiliar
    • Travamento elétrico das portas e porta-malas (com controle remoto)
    • Vidros dianteiros e traseiros elétricos
    • Volante multifuncional

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    Fiat Argo testado por QUATRO RODAS
    Fiat Argo Christian Castanho/Quatro Rodas

    Fiat Argo: o hatch mineiro agrada pela dirigibilidade, por seu espaço e conforto. A versão Drive 1.3 oferece desempenho adequado e consumo comedido. Opcional, o câmbio automatizado GSR de cinco marchas colabora para extrair o máximo dos 109 cv do motor. A central UConnect, de série, é compatível com CarPlay e Android Auto.

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    capa 743
    Arte/Quatro Rodas
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