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Tudo que você pode fazer hoje para deixar seu carro mais econômico

Pequenas intervenções na manutenção do seu carro e na forma como você usa ele faz com que o combustível renda mais no tanque

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 12 mar 2022, 15h45 - Publicado em 12 mar 2022, 12h45

Quem correu aos postos de combustível nos últimos dias conseguiu garantir um último tanque de gasolina ou diesel a preço mais baixo. Esse tanque não vai durar para sempre, mas há como adiar ao máximo o próximo abastecimento e aumentar os intervalos entre as próximas paradas nos postos.

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Pequenas intervenções, mudanças na forma de dirigir e conhecer melhor o seu carro pode tornar um pouco menos doloroso esse momento de alta nos preços dos combustíveis que pode levar o preço médio da gasolina no país aos R$ 8. O Tio Patinhas ficará orgulhoso de você.

Troque óleo e filtros o quanto antes

Se está chegando a hora de trocar o óleo do motor do seu carro, é melhor antecipar a troca. Os lubrificantes são derivados do petróleo e a alta do preço do barril do petróleo vai encarecer o produto na reposição dos estoques atuais.

Vilões do consumo
Na maioria dos carros, você mesmo pode trocar o filtro de ar do motor (Acervo/Quatro Rodas)

Aumentar ainda mais, na verdade: o preço do litro do óleo praticamente dobrou desde o início da pandemia. Há lubrificantes de viscosidade menor, mais modernos, custando quase R$ 80 hoje. Temos algumas dicas para guiar sua compra em meio a tipos, viscosidade e marcas.

O óleo dentro das especificações corretas e trocado no prazo preserva o motor e garante o menor atrito entre os componentes internos do motor. Se a lubrificação não é eficiente, o consumo aumenta junto com o desgaste interno do motor.

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Aproveite e troque os filtros do motor. O filtro de óleo deve ser substituído a cada troca de óleo e os filtros de ar do motor e de combustível novos garantem um perfeito funcionamento da admissão e da injeção do motor. Se quiser ir mais além, peça ao mecânico para verificar as velas de ignição. A troca substituição delas é mais custosa, mas também trará benefícios ao consumo.

Garanta que os pneus estão cheios

É uma dica banal, é verdade, mas tem muita gente que insiste em não calibrar os pneus e deixa para a concessionária fazer isso nas revisões (quando o fazem). E depois reclamam do consumo do carro. O pneu murcho faz o motor trabalhar forçado e faz com que o consumo aumente em até 25%.

roda
Pneus murchos podem aumentar o consumo em até 25% (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Mais que isso. Todo carro tem especificado a pressão dos pneus para o carro vazio e carregado, com pressão maior especialmente nas rodas traseiras. Mas alguns carros ainda têm especificada pressão própria para melhorar o consumo. Você pode encontrar isso no manual do veículo.

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Por que essa pressão não era padrão? Pois prejudica, de certa forma, o conforto do carro. Mas o benefício já se sobrepôs ao conforto em alguns carros, como os Chevrolet: 35 psi é o mínimo de seus carros hoje, por regra da empresa para alcançar os melhores números de consumo.

Mantenha o alinhamento em dia

Assim como pneus murchos, as rodas desalinhadas também aumentam a resistência do carro quando em movimento. Não é um serviço caro, inclusive.

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alinhamento
Deve-se checar a o alinhamento a cada 10.000 km (Divulgação/Honda)

Reduza o peso do veículo

Seguindo a lei da física “força = massa x aceleração”, quanto maior o peso, maior a força e, portanto, maior o gasto de combustível. Por isso, mantenha o veículo limpo do barro para evitar acúmulo de peso e evite transportar peso desnecessário. De acordo com o Escritório de Eficiência Energética e Energias Renováveis dos Estados Unidos (EERE), um peso extra de cerca de 40 quilos pode reduzir o consumo em até 2%.

Cuidado com a aerodinâmica

bagageiro
Bagageiro no teto é a solução para famílias numerosas, mas aumenta o arrasto aerodinâmico (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Bagageiros removíveis e suportes de bicicletas são pesos extras que podem ser evitados, e que também pioram a aerodinâmica do carro. Ou seja, impactam na eficiência do carro duas vezes.

A facilidade do carro em romper o ar é tão importante que carros mais novos têm spoilers sob os para-choques frontais cada vez maiores. Além disso, mesmo em carros mais baratos a preocupação com a aerodinâmica do assoalho do carro também vem ganhando a atenção dos fabricantes.

Passar calor?

É verão, está calor e o ar-condicionado é um alento. Mas seu uso rouba energia do motor e, consequentemente, aumenta o gasto com combustível. Para medir esse efeito fizemos um teste em um Palio: o consumo com o climatizador ligado a 100 km/h foi 5,3% pior. Vidros abertos, na mesma velocidade, representaram uma piora de consumo de apenas 0,7%.

Para quem quer poupar ao máximo, é melhor rodar com os vidros fechados e apenas com a ventilação forçada ligada. Difícil é encontrar quem esteja disposto a isso. Então espere pelo menos que o motor já esteja aquecido quando ligar o ar-condicionado.

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Mude sua forma de dirigir

direção
Você é o maior vilão do consumo do seu carro (Marcelo Spatafora/Quatro Rodas)

Você pode seguir todos os passos anteriores e seu carro continuar gastão. Porque a culpa do consumo também pode ser a forma como você dirige. Temos uma reportagem mostrando o jeito ideal para dirigir e reduzir o consumo em até 40%, mas há um roteiro básico para isso:

Arrancadas – Quando o semáforo abrir, ganhe velocidade lentamente, sem acelerações bruscas. Quando ele fechar, vá reduzindo as marchas e a velocidade para ficar parado o menor tempo possível. A receita para um consumo baixo é estar sempre em movimento, ainda que devagar. Acelerar e frear bruscamente são atitudes que só aumentam o consumo.

Descidas – Se você estiver descendo uma ladeira, aproveite a gravidade. Deixe o carro engrenado e tire o pé do freio. A injeção eletrônica sabe quando há pouca exigência no acelerador e corta o envio de combustível ao motor – o movimento das rodas é suficiente para fazer o motor girar.

Subidas – Se uma subida se aproximar, ganhe velocidade lentamente na parte plana, para que seja preciso acelerar menos para chegar lá em cima. No plano, sinta-se à vontade para pular da primeira para a terceira marcha, mantendo o motor sempre dentro da faixa ideal de rotação.

Rotação ideal – Falando nela, descubra qual é a faixa de torque máximo do motor e, guiando-se pelo conta-giros, mantenha-se lá, especialmente nas ladeiras. Com o tempo, você aprenderá que não é preciso acelerar até o limite de giros para fazer uma boa troca de marcha.

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Conheça seu carro e use ele a seu favor

Carros fabricados nos últimos 10 anos já têm soluções técnicas de redução que propiciam redução de consumo, por estímulo do Inovar-Auto. Pneus de baixa resistência ao rolamento, aços mais nobres (mais fortes, dispensando peso extra), estepes de uso temporário (mais leves).

Fiat Palio Fire
Econômetro do Fiat Palio Fire ajudava a economizar combustível (Marco de Bari)

Também há alternadores pilotados, que só entram em ação quando necessário e quando o carro está em desaceleração, estão entre as soluções que tornam os carros mais econômicos. Alguns carros ainda desligam o compressor do ar-condicionado em acelerações mais fortes para facilitar a vida do motor.

Mas outras dependem diretamente do motorista. Não adianta o carro ter alerta de pneus vazios se o motorista ignora o alerta ou não dá reset no sistema após calibrar os pneus na pressão correta.

Também não adianta o computador de bordo indicar o tempo ideal para troca de marcha se o motorista não o segue. Verifique se o seu carro não tem um indicador de economia: pode ser uma luz indicadora de eficiência ou um gráfico no computador de bordo, ou indicador de economia de combustível na central multimídia.

Outra ótima inciativa é usar os modos de economia (Eco, Econ) de alguns carros. Quando ativados, retardam a reação do motor ao acelerador e antecipam as trocas de marcha de câmbios automáticos, melhorando o consumo.

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Você pode nunca ter se importado com isso, mas hoje essas ferramentas podem ser aliadas para a redução dos gastos nos postos.

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