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O que fazer para os pneus durarem mais tempo?

Pressão, alinhamento, modo de dirigir e idade influenciam a vida útil do pneu

Por Redação 13 out 2026, 05h00
Mecânico com luva laranja segura um pneu novo com banda de rodagem visível, ao lado de um carro cinza escuro
A quilometragem, sozinha, não indica quando trocar o pneu (senivpetro/Magnific/Reprodução)
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Trocar o jogo de pneus é uma despesa que faz parte da manutenção do carro. Esse momento varia de um veículo para outro, e o número do hodômetro, sozinho, não diz se a borracha ainda está em condições de uso.

Onde conferir a pressão correta e com que frequência calibrar?

Os pneus devem ser calibrados ao menos uma vez por semana, sempre a frio, seguindo a especificação da montadora, que aparece no manual do proprietário ou, em alguns carros, no batente da porta do motorista. Em certos modelos, a etiqueta fica na parte interna da tampa do tanque.

O valor de pressão gravado na lateral do pneu indica a pressão máxima admissível para ele, e não a pressão recomendada para o uso normal. A pressão abaixo da recomendada aumenta a área de contato com o solo, o atrito e o calor, acelerando o desgaste. Já a pressão acima da indicada concentra o desgaste na parte central da banda.

O que o desgaste da banda revela?

Arrancadas fortes, frenagens bruscas, curvas em alta velocidade e manobras agressivas aumentam o atrito e o estresse sobre os pneus.

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Desgaste excessivo nas duas bordas costuma indicar pressão baixa. Quando ele aparece de forma irregular ou concentrada em um lado, pode haver um problema de geometria, já que o alinhamento incorreto provoca desgaste prematuro e irregular.

Quando fazer alinhamento e rodízio dos pneus?

O alinhamento ajusta a geometria das rodas. Ele deve ser feito a cada 10 mil quilômetros, mas o intervalo pode ser menor conforme o tipo de piso em que o carro costuma rodar.

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Já o balanceamento corrige a distribuição de massa do conjunto roda e pneu e, quando inadequado, pode gerar vibrações no volante e comprometer a estrutura interna, reduzindo sua durabilidade.

O rodízio, que consiste em trocar a posição dos pneus entre os eixos, ajuda a manter o desgaste uniforme. O esquema e o intervalo devem seguir o manual do veículo.

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Como saber que está na hora de trocar o pneu?

Não existe uma quilometragem única para determinar a troca dos pneus. A vida útil depende das condições de uso, manutenção e desgaste.

Para o desgaste, a referência é a Resolução nº 913/2022 do Contran. A norma proíbe a circulação de veículos equipados com pneus cujo desgaste tenha atingido os indicadores ou cuja profundidade remanescente da banda de rodagem seja inferior a 1,6 mm. Esses indicadores, chamados TWI, ficam no fundo dos sulcos.

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Desgaste, porém, é diferente de dano. Cortes, bolhas, deformações e trincas afetam a estrutura do pneu, e o desgaste irregular pode indicar problema de pressão ou de geometria.

Por isso, a inspeção deve considerar o estado da banda de rodagem e das laterais. Se houver dano estrutural, o pneu deve ser substituído independentemente da quilometragem rodada.

A inspeção também deve incluir a parte interna dos pneus, que pode ficar fora do campo de visão de quem olha o carro de frente ou de lado.

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A idade do pneu importa tanto quanto a quilometragem?

Idade e quilometragem são medidas diferentes. Um pneu pouco rodado pode apresentar sinais de envelhecimento, porque a borracha perde elasticidade com o tempo. Assim, é necessário realizar inspeção anual por um profissional a partir de cinco anos de uso e substituir o pneu dez anos após a data de fabricação, inclusive o estepe.

A data está no código DOT, na lateral do pneu, e corresponde à fabricação, não à instalação no carro. Os quatro últimos dígitos indicam semana e ano: 3521, por exemplo, corresponde à 35ª semana de 2021.

QUATRO RODAS+IA: Este conteúdo de serviço foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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