O que fazer para os pneus durarem mais tempo?
Pressão, alinhamento, modo de dirigir e idade influenciam a vida útil do pneu
Trocar o jogo de pneus é uma despesa que faz parte da manutenção do carro. Esse momento varia de um veículo para outro, e o número do hodômetro, sozinho, não diz se a borracha ainda está em condições de uso.
Onde conferir a pressão correta e com que frequência calibrar?
Os pneus devem ser calibrados ao menos uma vez por semana, sempre a frio, seguindo a especificação da montadora, que aparece no manual do proprietário ou, em alguns carros, no batente da porta do motorista. Em certos modelos, a etiqueta fica na parte interna da tampa do tanque.
O valor de pressão gravado na lateral do pneu indica a pressão máxima admissível para ele, e não a pressão recomendada para o uso normal. A pressão abaixo da recomendada aumenta a área de contato com o solo, o atrito e o calor, acelerando o desgaste. Já a pressão acima da indicada concentra o desgaste na parte central da banda.
O que o desgaste da banda revela?
Arrancadas fortes, frenagens bruscas, curvas em alta velocidade e manobras agressivas aumentam o atrito e o estresse sobre os pneus.
Desgaste excessivo nas duas bordas costuma indicar pressão baixa. Quando ele aparece de forma irregular ou concentrada em um lado, pode haver um problema de geometria, já que o alinhamento incorreto provoca desgaste prematuro e irregular.
Quando fazer alinhamento e rodízio dos pneus?
O alinhamento ajusta a geometria das rodas. Ele deve ser feito a cada 10 mil quilômetros, mas o intervalo pode ser menor conforme o tipo de piso em que o carro costuma rodar.
Já o balanceamento corrige a distribuição de massa do conjunto roda e pneu e, quando inadequado, pode gerar vibrações no volante e comprometer a estrutura interna, reduzindo sua durabilidade.
O rodízio, que consiste em trocar a posição dos pneus entre os eixos, ajuda a manter o desgaste uniforme. O esquema e o intervalo devem seguir o manual do veículo.
Como saber que está na hora de trocar o pneu?
Não existe uma quilometragem única para determinar a troca dos pneus. A vida útil depende das condições de uso, manutenção e desgaste.
Para o desgaste, a referência é a Resolução nº 913/2022 do Contran. A norma proíbe a circulação de veículos equipados com pneus cujo desgaste tenha atingido os indicadores ou cuja profundidade remanescente da banda de rodagem seja inferior a 1,6 mm. Esses indicadores, chamados TWI, ficam no fundo dos sulcos.
Desgaste, porém, é diferente de dano. Cortes, bolhas, deformações e trincas afetam a estrutura do pneu, e o desgaste irregular pode indicar problema de pressão ou de geometria.
Por isso, a inspeção deve considerar o estado da banda de rodagem e das laterais. Se houver dano estrutural, o pneu deve ser substituído independentemente da quilometragem rodada.
A inspeção também deve incluir a parte interna dos pneus, que pode ficar fora do campo de visão de quem olha o carro de frente ou de lado.
A idade do pneu importa tanto quanto a quilometragem?
Idade e quilometragem são medidas diferentes. Um pneu pouco rodado pode apresentar sinais de envelhecimento, porque a borracha perde elasticidade com o tempo. Assim, é necessário realizar inspeção anual por um profissional a partir de cinco anos de uso e substituir o pneu dez anos após a data de fabricação, inclusive o estepe.
A data está no código DOT, na lateral do pneu, e corresponde à fabricação, não à instalação no carro. Os quatro últimos dígitos indicam semana e ano: 3521, por exemplo, corresponde à 35ª semana de 2021.
QUATRO RODAS+IA: Este conteúdo de serviço foi produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.





