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Mesmo com imposto de 35%, montar elétrico chinês no Brasil sai mais barato

Aumento das alíquotas de importação forçam as fábricas a reverem suas estratégias

Por Mauro Balhessa 2 nov 2026, 15h00
Navio da BYD já está trazendo até 7.117 carros por viagem ao Brasil. Logo haverá mais sete navios desse na mesma rota
Navio da BYD já está trazendo até 7.117 carros por viagem ao Brasil. Logo haverá mais sete navios desse na mesma rota (Eduardo Passos/Quatro Rodas)
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Mesmo com imposto de 35%, montar elétrico chinês no Brasil sai mais barato Priorizar nos meus resultados Google

As mudanças na tributação dos veículos sempre dão o que falar entre as empresas que atuam no mercado, sendo algumas contra e outras a favor.

O cronograma impôs a alíquota de 35% para a importação de carros eletrificados semidesmontados (SKD), desde 1º de julho de 2026. A partir de 1º de janeiro de 2027, porém, valerá para veículos completamente desmontados (CKD).

Outro fator para alimentar a discussão foi a liberação de cotas, por meio do governo federal, de um teto de R$ 2,4 bilhões para que as fabricantes importem os kits CKD e SKD com alíquota zero por seis meses, desde julho. Para as marcas que ultrapassarem essa cota, o cronograma original de elevação tarifária segue valendo.

Analistas indicam que 35% de imposto de importação para carros desmontados não muda a competitividade dos produtos chineses, apenas reduz as margens de lucro. Algumas montadoras já declararam que ainda vale a pena importar mesmo com essa taxa.

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“É economicamente defensável dizer que, para determinados modelos e volumes de produção, a conta ainda fica mais favorável à importação de peças ou subconjuntos prontos da China”, explica Milad Kalume Neto, diretor executivo da K.Lume Consultoria.

Na projeção do consultor, considerando um carro elétrico como referência e custo industrial equivalente a R$ 100.000, caso esse modelo chegue em um kit desmontado, com 85% de conteúdo importado e 15% de fornecimento local, mais os 35% de imposto de importação, o custo total ficaria em R$ 135.000. O mesmo modelo, com 50% a 70% de peças locais, vai cobrar por ter peças mais caras (menor escala), pelos investimentos feitos pela fabricante, além de custos indiretos de fabricação. Com isso, a montadora pagaria entre R$ 145.000 e R$ 175.000 para produzir o mesmo carro.

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“É provável que exista uma breve corrida de importação e aumento dos emplacamentos antes da virada dos impostos… As maiores marcas segurando os preços para ganhar participação e as menores tendem a perder espaço”, afirma Neto.

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