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Guia de Usados: VW Golf Variant tem virtudes de dar inveja a qualquer SUV

Ela não teve o merecido reconhecimento do mercado, mas possui qualidades de sobra: é espaçosa, robusta, potente, estável e econômica

Por Felipe Bitu - Atualizado em 16 jun 2020, 11h25 - Publicado em 16 jun 2020, 07h00
A Variant tem manutenção relativamente simples Acervo/Quatro Rodas

A mexicana Golf Variant foi uma das estrelas no estande da Volkswagen durante o Salão do Automóvel de 2014, suprindo a lacuna deixada pela igualmente notória Jetta Variant.

As primeiras unidades desembarcaram em 2015 nas versões de acabamento Comfortline e Highline.

Mais acessível, a Comfortline já agrada pelo nível de equipamentos: são sete airbags, ESP, assistente de partida em rampa, central multimídia com tela touch screen, saída do ar-condicionado no banco traseiro e sensores de estacionamento.

Os opcionais mais desejados são rodas de 17”, computador de bordo, volante multifuncional com borboletas para troca de marchas, cruise control, acionamento automático dos faróis e limpadores de para-brisa e teto solar.

Se você faz questão de bancos de couro, vá direto para a Highline, a favorita do mercado.

Vinha também com ar-condicionado digital bizona, cruise control, retrovisor fotocrômico, acionamento automático dos faróis e limpadores de para-brisa, computador de bordo, volante multifuncional e bagageiro na cor prata.

Proprietários costumam trocar os pneus run flat por convencionais Acervo/Quatro Rodas

Opcionais: rodas aro 17 (exclusivas), sistema de acesso e partida sem chave, faróis bixenônio, luzes diurnas de led, piloto automático adaptativo, central com tela de 8”, câmera de ré, bancos elétricos e teto solar.

As duas versões são impulsionadas pelo motor 1.4 TSI a gasolina, que rende 140 cv e 25,5 kgfm, mais que suficientes para embalar seus 1.357 kg.

O câmbio automatizado DSG de dupla embreagem (7 marchas) ajuda a acelerar de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos e colabora para o consumo de 11,7 km/l (cidade) e 14,8 km/l (estrada).

No modelo 2017, a potência foi a 150 cv em função do novo motor 1.4 TSI flex, mas nem tudo evoluiu: o câmbio DSG foi substituído por um automático convencional de seis marchas, enquanto a excelente suspensão traseira multilink deu lugar a um eixo de torção. O modelo 2018 marcou a despedida da Variant.

A versão mais rara pode ser um ótimo ou um péssimo negócio dependendo do perfil do comprador: é a Comfortline com câmbio manual de seis marchas, oferecida apenas no modelo 2016.

O conforto reduzido é compensado por engates firmes e precisos, que garantem muito prazer para quem gosta de dirigir.

Em todas as versões, a Variant se destaca pela qualidade do acabamento. Seus 2,63 metros entre os eixos garantem ótimo espaço para cinco ocupantes e o porta-malas comporta 605 litros.

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Trata-se de um veículo familiar prático, robusto e de manutenção relativamente simples até para reparadores independentes.

Onde o bicho pega

Acervo/Quatro Rodas

Reprogramação na ECU: Para aumentar a potência, algumas oficinas especializadas remapeiam a central eletrônica do motor  1.4 TFSI para aumentar a pressão de trabalho do turbo. Não vale a pena, especialmente quando o motor trabalha em conjunto com o câmbio DSG.

Câmbio DSG: É conhecido pelo funcionamento ruidoso e também irregular em pisos acidentados. Perda de potência, retenção de marchas e trepidação são ocasionadas por desgaste nas embreagens ou defeito na unidade mecatrônica. O reparo varia de R$ 8.000 a R$ 25.000 (troca do câmbio).

Rodas e pneus: As rodas de 17 polegadas são mais vulneráveis a danos e não é raro encontrar bolhas nas laterais dos pneus. Desgaste irregular é indício de alinhamento fora do padrão, especialmente nas Variant com suspensão traseira multilink.

Teto solar: Oxidação e mofo no forro do teto são indicadores de falhas na vedação. A persiana e o teto devem abrir e fechar de maneira suave e silenciosa. Estalos e trancos são indícios de sujeira ou lubrificação incorreta dos trilhos.

Recall: Modelos 2016 e 2017 com chassi GM514248 a HM511463 foram convocados para atualizar o software da central que controla a iluminação.

A voz do dono

Nome: Gilberto Carvalho
Idade: 39 anos
Profissão: engenheiro
Cidade: Curitiba (PR)

O que eu adoro: “Veículo espaçoso e seguro, com sete airbags. Muito econômico na cidade ou na estrada quando conduzido com calma, mas é difícil: a estabilidade sempre incentiva uma tocada esportiva.”

O que eu odeio: “O torque empurra bem na cidade, mas falta potência na estrada: 20 cv a mais não fariam mal. Os freios perdem eficiência em uso intenso e não há possibilidade de puxar um reboque (a versão alemã pode).”

Preço médio dos usados* (tabela KBB Brasil)

Modelo 2015 2016 2017 2018
Comfortline 1.4 TSI manual 64.607
Comfortline 1.4 TSI DSG 62.503 67.819 75.862 86.047
Highline 1.4 TSI DSG 70.454 77.973 83.094 93.339

Preço das peças

Peças Original Paralelo
Para-choque dianteiro R$ 3.540 R$ 2.230
Farol (cada lado) R$ 7.592 R$ 3.100
Pastilhas de freio (jogo dianteiro) R$ 685 R$ 260
Disco de freio (par) R$ 978 R$ 330
Amortecedores (o jogo) R$ 4.146 R$ 3.418

Nós dissemos

Acervo/Quatro Rodas

Junho de 2015 

“Enquanto o Golf tem capacidade para 313 litros de bagagem, ela leva 605 litros […] . A perua é um pouco mais pesada. […] A direção é direta e a suspensão, firme, embora confortável. A perua acelerou de 0 a 100 km/h em 9,3 segundos (sempre com gasolina), enquanto o Golf fez o mesmo em 8,6 segundos.”

Pense também em um…

Acervo/Quatro Rodas

HONDA HR-V 

Os 2,61 m entre os eixos garantem muito espaço interno. Seu motor 1.8 flex gera 140/139 cv e dá conta dos 1.270 kg com câmbio CVT ou manual de seis marchas. Faz 10,4 km/l na cidade e 13,1 km/l na estrada, tem a confiabilidade da marca e também é fácil de manter em oficinas independentes.

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