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Correio Técnico: qual a durabilidade das pastilhas de discos de cerâmica?

Compostos são específicos para este tipo de freio, que também demanda cuidados especiais

Por Rodrigo Ribeiro - Atualizado em 10 Maio 2019, 19h56 - Publicado em 10 Maio 2019, 07h00

 

Os freios de cerâmica duram (e custam) bem mais Acervo/Quatro Rodas

Qual a durabilidade das pastilhas usadas em discos de cerâmica? Eduardo Ribeiro, Curitiba (PR)

Basicamente a mesma das convencionais, mas elas têm diferenças cruciais para o uso intenso.

“As pastilhas feitas para serem usadas com discos de carbono-cerâmica possuem mais partículas para dissipar melhor o calor das frenagens”, detalha Lothar Werninghaus, consultor técnico da Audi.

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Essa virtude é essencial quando os freios estão sob uso intenso, situação que pode ocasionar a formação de uma camada de gases quentes entre o disco e a pastilha, provocando o “desaparecimento” (fading, em inglês) da capacidade de frenagem.

O que dura mais nesses freios são os próprios discos, que têm a vida útil de seis a oito vezes maior. Mas eles custam bem mais: o disco dianteiro da RS 6 Avant pode passar dos R$ 23.000.

Disco de freio PCSB Porsche
Ranhuras internas no disco garantem melhor dissipação dos gases quentes gerados nas frenagens Divulgação/Porsche

Por outro lado, eles exigem cuidados específicos, sobretudo na hora de trocar o pneu. Nos veículos com freio de cerâmica é recomendado usar um pino guia na hora de colocar a roda sobressalente.

Isso impede que o aro atinja o disco, que pode se quebrar facilmente com o impacto. Essa característica é um efeito colateral de sua dureza que lhe dá tamanha durabilidade.

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Outro ponto negativo é o maior ruído de frenagem em uso urbano e uma eficiência ligeiramente menor quando os discos estão frios.

Tem outras dúvidas? Envie sua pergunta para correiotecnico@abril.com.br!

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