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Carros híbridos consomem menos combustível na cidade do que na estrada; entenda

Entenda como carros híbridos inverterem a lógica do consumo e gastam menos no trânsito urbano

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
28 dez 2025, 11h00 •
COMPARATIVO | byd song pro gs x gac gs4 premium x gwm haval h6 one x kia niro ex
Chineses dominam o segmento. Na foto, a exceção é o Kia, que é coreano  (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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  • A lógica dos carros híbridos inverte a regra dos modelos a combustão: eles são muito mais eficientes no anda e para urbano do que em rodovias. Nos carros a combustão, o consumo em rodovia, em velocidade constante, é melhor. Mas como isso é possível?

    Enquanto um carro convencional desperdiça energia em frenagens, carros híbridos como o Toyota Corolla Cross (um híbrido pleno, HEV) e o BYD Song Plus (um híbrido plug-in, PHEV) são capazes de utilizar o freio regenerativo, ou seja, a resistência dos seus motores elétricos, para recarregar suas baterias. Esta lógica, porém, não se aplica aos híbridos leves (MHEV).

    O segredo está nos motores elétricos

    BYD SONG PLUS 2026
    Quadro de instrumentos do BYD Song Plus indica qual motor está em uso (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    A grande sacada dos híbridos modernos é que todo motor elétrico também funciona como um gerador de eletricidade. O conceito técnico é simples: se a energia entra no motor, ele gira as rodas; se as rodas giram o motor (durante uma desaceleração), ele passa a produzir eletricidade.

    Quanto maior a necessidade de produzir energia, mais força é exigida para girar o motor, o que gera uma resistência que freia o veículo.

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    Na prática, quando o motorista pisa moderadamente no freio, a central eletrônica prioriza o motor elétrico para reduzir a velocidade em vez de acionar os freios convencionais, que utilizam o atrito entre as pastilhas e os discos de freio, ou entre as sapatas e o tambor do freio.

    Eficiência no anda e para

    Maratona Híbridos
    Carros híbridos (Fernando Pires/Quatro Rodas)

    Como o uso do freio é constante no trânsito urbano, a transformação da energia cinética (movimento) em eletricidade é muito mais intensa.

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    Isso garante que as baterias estejam sempre carregadas, permitindo que o carro rode apenas no modo elétrico por mais tempo em baixas velocidades.

    Na estrada, onde as frenagens são raras e a velocidade é constante, o motor a combustão precisa trabalhar quase o tempo todo, o que explica o consumo superior em trajetos rodoviários.

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    Outro fator também é muito relevante: carros híbridos priorizam o uso do motor elétrico em baixas velocidades, que são as velocidades do trânsito urbano. Os GWM Haval H6 e Jaecoo 7, por exemplo, só costumam usar seus motores a combustão para tracionar o carro em velocidades acima de 60 km/h, quando há carga suficiente na bateria. Isso também reduz substancialmente o consumo de combustível.

    Por exemplo, o GWM Haval H6 HEV2 tem consumo urbano de 16,5 km/l e rodoviário de 12,7 km/l. O BYD Song Pro, que é PHEV, tem consumo urbano de 15,7 km/l e rodoviário de 14,8 km/l. Confira um comparativo aqui.

    Os híbridos leves levam a pior, porém. Isso porque seus motores elétricos apenas assistem os motores a combustão, reduzindo o consumo urbano em cerca de 10%, o que não é suficiente para que o consumo urbano seja melhor que o consumo rodoviário. As médias apenas ficam mais próximas entre si.

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