Fiat Argo 2027 vira versão única para abrir espaço ao novo Argo X
Hatch atual sobrevive como opção de acesso enquanto a nova geração, prevista para setembro, aposta em motorização híbrida leve e pacote de segurança
A Fiat iniciou a transição de gerações de sua linha de compactos no Brasil. O Fiat Argo 2027 chega às concessionárias de forma discreta e restrito a uma única versão, antecipando a estreia do inédito Argo X, prevista para setembro. A estratégia repete a tática de manter o modelo antigo como opção de acesso enquanto o sucessor assume faixas de preço superiores, com mais tecnologia e segurança.
Neste primeiro momento, o configurador no site oficial da marca confirma a mudança apenas para a opção Drive 1.0, tabelada em R$ 98.990. As demais configurações seguem listadas como linha 2026. A permanência da geração antiga nas lojas dependerá da demanda do consumidor e pode durar mais de três anos. Hoje, o hatch é o segundo veículo de passeio mais vendido da marca no país.
O conjunto mecânico do Argo 2027 segue sem alterações. O hatch mantém o motor três cilindros 1.0 Firefly flex de aspiração natural, que rende 71 cv com gasolina e 75 cv com etanol, além de 10,0 kgfm e 10,7 kgfm de torque, respectivamente. A transmissão é sempre manual de cinco marchas.
A lista de equipamentos foca no custo-benefício. A cabine conta com central multimídia de 7 polegadas compatível com Apple CarPlay e Android Auto sem fio, além de painel de instrumentos com tela de 3,5 polegadas. Na segurança, o modelo expõe a idade do projeto: traz apenas os dois airbags frontais obrigatórios, embora ofereça controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa e monitoramento de pressão dos pneus.
Enquanto o Argo veterano foca o volume nas vendas diretas e frotistas, o inédito Argo X mira o consumidor no varejo. O modelo absorve parte do investimento de R$ 14 bilhões na fábrica de Betim (MG) e utiliza como base o europeu Grande Panda. A engenharia local, no entanto, promoveu alterações visuais, removendo o nome cravado na base das portas e centralizando o logotipo na traseira.
A grade dianteira mantém a divisão em três seções, mas adota linhas mais conservadoras. O pacote de iluminação varia conforme a versão: as opções de entrada utilizam faróis halógenos, enquanto as lanternas traseiras trazem luzes de led de série em todo o catálogo.
Por dentro, o ambiente reflete a padronização de componentes da Stellantis. A estrutura do painel, que também será adotada na próxima geração da picape Strada, agrupa as telas em uma mesma moldura. As configurações mais caras do Argo X terão painel digital de 10 polegadas e herdarão o volante do SUV Pulse.
O Argo X oferecerá duas opções mecânicas. As versões iniciais Drive e Audace mantêm o motor três cilindros 1.0 aspirado de 75 cv com câmbio manual, conjunto voltado ao baixo consumo urbano e manutenção simples.
A novidade técnica fica restrita aos acabamentos Audace Plus e Impetus, que estreiam o sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts. Para se adequar aos novos limites de emissões, a fabricante recalibrou o motor três cilindros 1.0 turboflex. A potência caiu para 116 cv, mas o torque máximo se manteve em 20,4 kgfm, gerenciados por um câmbio automático CVT que simula sete marchas.
Para se distanciar de concorrentes como Chevrolet Onix e Volkswagen Polo Track, o Argo X virá com seis airbags de série em todas as versões. As configurações do topo da gama adicionarão assistentes avançados de condução, com frenagem autônoma de emergência, alerta de saída de faixa e detector de fadiga. O controle de cruzeiro adaptativo não estará disponível.
A fabricante trabalha com uma faixa de preços que deve começar em R$ 90.000 para as opções manuais. As versões topo de linha do Argo X devem encostar nos R$ 110.000, invadindo a base de preços do Pulse e criando uma separação clara em relação à primeira geração do Argo.








