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Volvo S60

Modelo ganha novas versões Kinetic e Momentum e quer brigar pela tradicional clientela de Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes Classe C

Por Marcio Ishikawa Atualizado em 9 nov 2016, 14h35 - Publicado em 14 jul 2015, 17h21
testes

Que tal entrar para o mundo dos sedãs alemães comprando um carro sueco? É mais ou menos isso que a Volvo quer propor ao mercado com o S60, sedã que briga no território dominado pelos alemães BMW Série 3 e Mercedes Classe C, seguidos de perto pelo Audi A4. Já faz um tempo que a marca escandinava – atualmente controlada pelo grupo chinês Geely – trabalha para se consolidar como um competidor de peso do mercado de luxo.

Na linha 2014, o sedã era vendido aqui no Brasil apenas na versão R-Design, com opção de motor T6 de 306 cv ou T5 de 240 cv. Agora, com o início das vendas dos modelos 2015, chegam duas novas versões: Kinetic, de entrada, custando R$ 136 950, e a intermediária Momentum, de R$ 146 950 – modelo que usamos no nosso teste. A versão topo de linha ainda é a R-Design, mas agora ela é vendida apenas na opção de 306 cv.

As duas versões estreiam um novo conjunto mecânico, formado pelo motor T5 Drive-e turbo, que ganhou 5 cv em relação ao antecessor (agora com 245 cv e, segundo a Volvo, mais econômico e menos poluente), e pela transmissão automática de oito velocidades. A dupla funciona de forma suave, com aceleração progressiva e trocas quase imperceptíveis, mas, quando convocados pelo motorista, comparecem prontamente.

Comparando com os três rivais alemães, ele é o mais potente e mais rápido – 6,6 segundos na prova de 0 a 100 km/h, contra os 7,1 segundos do BMW 320i ActiveFlex (184 cv), o mais rápido do trio germânico. Quando o assunto é consumo, é verdade que o Volvo ficou para trás, mas foi por uma pequena margem: 9,6 km/l na cidade, contra 10,5 do Série 3.

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Com um acerto diferente da R-Design, a suspensão é voltada para o conforto. Eu gosto de ajustes firmes, mas não tive do que reclamar: nada de rolagem da carroceria nas curvas ou mergulho da frente em frenagens. Além disso, o conjunto filtra bem as irregularidades do asfalto e, como a altura em relação ao solo é um pouco mais elevada, o carro passa com mais tranquilidade por rampas nas calçadas e lombadas, ao contrário da sua versão mais esportiva.

Pelos R$ 10 000 a mais em relação à versão de entrada, a Momentum acrescenta rodas de 18 polegadas, sensor de chuva, teto solar elétrico, assentos dianteiros com regulagem lombar, ajustes elétricos para o passageiro dianteiro e o painel configurável, além do sistema Sensus Connect, que oferece navegação GPS com mapas 3D, acesso à internet e aplicativos embarcados de streaming (Rdio) e rádios online (TuneIn). E quem curte o visual da R-Design tem a opção de adquirir a maior parte dos itens visuais separadamente, como acessórios.

VEREDICTO

Bonito, equipado e mais potente que as versões equivalentes dos alemães, ele virou uma compra mais atraente.

★★★★

FICHA TÉCNICA
Motor gasolina, diant., transversal, 4 cil.
Cilindrada 1 969 cm3
Potência 245 cv a 5 500 rpm
Torque 35 mkgf entre 1 500 e 4 800 rpm
Câmbio automático, 8 marchas
Dimensões comprimento, 463,5 cm; altura, 148,4 cm; largura, 186,5 cm; entre-eixos, 277,6 cm
Suspensão dianteira McPherson
Suspensão traseira multilink
Freios disco ventil. (diant./tras.)
Pneus liga leve, 235/40 R18
Equipamentos ar digital bizona, 6 airbags, controle de tração e estabilidade, GPS, volante multifuncional, teto solar elétrico, sensor estac. traseiro, piloto automático, computador de bordo, sensor crepuscular e de chuva
Consumo urbano 9,6 km/l
Consumo rodoviário 13,9 km/l
0 a 100 km/h 6,6 s
0 a 1000 m 26,9 s – 197,5 km/h
Retomada 40 a 80 em 3ª (ou D) 3 s
Retomada 60 a 100 em 4ª (ou D) 3,7 s
Retomada 80 a 120 em 5ª (ou D) 4,6 s
Frenagem 15,9/26,6/60,8 m
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