Super Promoção: 3 meses por 1,99/mês

Teste: Honda HR-V EXL 1.5 anda como 1.0 turbo, mas preço é de 1.4 turbo

Do espaço interno ao motor, o HR-V traz propostas e resultados diferentes dos oferecidos por seus rivais

Por Henrique Rodriguez | Fotos Fernando Pires
17 out 2022, 09h07
Honda HRV
Nova geração do HR-V tem suspensão mais elevada e itens inéditos para o SUV (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Continua após publicidade

Motores turbo são a solução definitiva para ter bons números de desempenho e consumo? Mais uma vez um motor aspirado com injeção direta mostra que isso não é, necessariamente, uma verdade.

Após um primeiro contato, pudemos conviver com o Honda HR-V com motor 1.5 aspirado por mais tempo e fazer nossa tradicional bateria de testes na pista.

E os números surpreendem não apenas por estar no patamar dos rivais 1.0 turbo, mas por este motor de 126 cv e 15,8 kgfm manter praticamente o mesmo desempenho da geração anterior, equipada com motor 1.8 aspirado de 140 cv e 17,4 kgfm.

Se o antigo chegava aos 100 km/h em 11,7 segundos, o novo HR-V, com motor menor e mais fraco, cumpriu a passagem em 11,8 segundos.

Honda HRV
Na traseira: destaque para lanternas de led e aerofólio (Fernando Pires/Quatro Rodas)

É o mesmo tempo de aceleração do Chevrolet Tracker 1.0 turbo, que ao contrário do Honda não tem injeção direta e entrega modestos 116 cv de potência. Os Hyundai Creta e VW T-Cross 1.0 turbo cravaram o tempo de 11,3 segundos.

O consumo, por sua vez, melhorou significativamente em ciclo urbano, onde o novo HR-V registrou a média de 12,7 km/l, contra 11,7 km/l do antigo HR-V – mesma marca do T-Cross, diga-se. No ciclo rodoviário, empate técnico: 14,4 km/l (agora), contra os 14,3 km/l (do modelo 2021). Neste aspecto, só não é melhor que os 15,5 km/l do Tracker e os 15,9 km/l do T-Cross, na comparação com os rivais.

Continua após a publicidade
Compartilhe essa matéria via:

Vale destacar que o peso não ajudou, pois o novo HR-V engordou um pouquinho: a versão EXL, testada, passou dos 1.276 para 1.309 kg.

Honda HRV
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

As dimensões não mudaram significativamente, a despeito do que o design possa fazer parecer. Ainda é um SUV com seus 4,33 m de comprimento e 2,61 m de distância entre-eixos.

Tudo indica que o mérito deste desempenho não é só do motor 1.5, mas também da nova programação do câmbio automático CVT com simulação de sete marchas. O sistema ficou mais responsivo que o anterior, especialmente nas arrancadas, quando os CVT tradicionalmente têm respostas lentas e forçam o motor a trabalhar em rotações mais elevadas.

Continua após a publicidade

O câmbio do HR-V, inclusive, emula redução de marcha quando identifica descidas ou frenagens para aumentar o efeito do freio motor, como fazem alguns câmbios automáticos, em vez de deixar o carro “solto” como outros CVT.

Honda HRV
Visual simplório da central não combina com o estilo do carro. Quadro de instrumentos poderia ser mais elaborado na versão EXL.
Freio tem função brake hold (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Honda HRV
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
Honda HRV
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
Continua após a publicidade

É algo interessante até mesmo para poupar os freios. Mas não se pode confundir isso com o Hill Descent Control (HDC), que assume o controle dos freios em descidas mais íngremes e com menor aderência.

O modo Sport do câmbio e as borboletas para as trocas de marchas emuladas podem sugerir alguma esportividade, mas as versões que realmente entregarão isso serão as Advance e Touring, com motor 1.5 Turbo de 177 cv e 24,5 kgfm, que serão lançadas ao longo deste mês.

Foco nas pessoas

As versões com motor mais fraco, EX e EXL, dão mais atenção ao conforto. A suspensão recebeu um bom retrabalho para perder as batidas secas características do antigo HR-V.

Agora os eixos têm curso maior e embuchamentos mais robustos, até mesmo para conter a inclinação da carroceria.

Honda HRV
Todas as versões possuem partida por botão, mas apenas a partir da EXL há chave presencial e bancos que misturam couro e material sintético (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Continua após a publicidade
Honda HRV
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Mas em ruas de asfalto ruim nota-se que a traseira tende a explorar mais seu curso, afundando e retornando como um rebote, uma reação que o conjunto dianteiro não tem. Por sinal, o vão livre do solo do Honda HR-V aumentou de 17,7 cm para 18,5 cm.

Se na mecânica a prioridade foi o consumo e não o desempenho, na cabine as pessoas vêm antes da carga e de todo o resto. Literalmente.

Para quem viaja na frente, os bancos estão mais macios e, pelo menos para o motorista, corrigiram a inclinação do assento, que antes parecia tender para a frente.

Atrás, a melhor novidade é o espaço maior para as pernas, obtido às custas de uma redução da capacidade do porta-malas: encolheu de 437 litros para 354 litros.

Continua após a publicidade
Honda HRV
Porta-malas encolheu para aumentar o espaço nos bancos traseiros. (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Honda HRV
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
Honda HRV
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Sem perder o foco, todos os HR-V 2023 têm seis airbags, faróis full-led e o pacote de equipamentos avançados Honda Sensing, com assistente de faixa, alerta de colisão, frenagem autônoma de emergência, farol alto automático e piloto automático adaptativo (ACC) com função stop and go.

E todos eles dependem de uma câmera instalada no para-brisa, dispensando o radar escondido no para-choque, o que para outras fabricantes é fundamental para ter ACC.

Em nosso teste, o ACC funcionou bem até mesmo à noite e sob chuva. Só o alerta de colisão é que costuma dar falso positivo quando se depara com um carro parado sozinho próximo à calçada, mesmo durante o dia.

Honda HRV
Já o motor, encolheu e evoluiu para melhorar o consumo sem prejudicar o desempenho (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O Honda HR-V EX sai por R$ 142.990 e o EXL, como o testado, custa R$ 149.990. A diferença vem de itens como chave presencial, bancos de material sintético e couro, faróis de neblina (de led), retrovisor interno eletrocrômico e sensor de estacionamento traseiro.

Estranho são itens como carregador por indução, sensor de chuva, quadro de instrumentos digital e sensor de estacionamento dianteiro só estarem disponíveis a partir da versão Advance, que custa muito mais caro: R$ 176.800. A intenção era economizar combustível, mas também economizaram em itens que rivais com motor turbo têm de série.

Veredicto

A Honda não se rendeu aos pequenos motores turbo com sua razão, mas continua cobrando caro pelo “H” na grade.

Teste Quatro Rodas

Aceleração
0 a 100 km/h: 11,8 s
0 a 1.000 m: 33,2 s – 161 km/h

Velocidade máxima: n/d

Retomadas
D 40 a 80 km/h: 5,2 s
D 60 a 100 km/h: 6,4 s
D 80 a 120 km/h: 8,6 s

Frenagens
60/80/120 km/h a 0: 13,5/23,8/52,9 m

Consumo
Urbano: 12,7 km/l
Rodoviário: 14,4 km/l

Ruído interno
Neutro/RPM máx.: 40,4/67,8 dBA
80/120 km/h: 61/68,6 dBA

Aferição
Velocidade real a 100 km/h: 98 km/h
Rotação do motor a 100 km/h: 2.000 rpm
Volante: 2,5 voltas

Seu Bolso
Preço básico: R$ 149.990
Garantia: 3 anos

Condições de teste: alt. 660 m; temp., 18,5 °C; umid. relat., 58%; press., 1.0135 kPa. Realizado no TMT Campo de Provas

Ficha Técnica

Motor: 1.5 flex, diant., transv., 4 cilindros em linha; injeção direta, 126 cv a 6.200 rpm, 15,8/15,5 kgfm a 4.600 rpm
Câmbio: CVT, 7 marchas sim., tração dianteira
Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Direção: elétrica
Freios: disco ventilado (diant. e tras.)
Pneus: 215/60 R17
Dimensões:
comprimento, 433 cm; largura, 179,4 cm; altura, 159 cm; entre-eixos, 261 cm; tanque, 50 litros; porta-malas, 354 litros; peso, 1.309 kg; altura do solo, 18,5 cm, ângulo de ataque, 17,8°; ângulo de saída, 22°

 

Publicidade


Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR OFERTA

Digital Completo

Quatro Rodas todo mês na sua casa, além de todos os benefícios do plano Digital Completo
Apenas 9,90/mês

Revista em Casa + Digital Completo

Receba Quatro Rodas impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
a partir de 14,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app. *Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a R$ 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.