Teste de pista: Fiat Toro Freedom 2.4 Tigershark flex 4×2

Motor 2.4 Tigershark faz Toro deixar a falta de disposição de lado - e beber mais

Por fora é impossível identificar a novidade Por fora é impossível identificar a novidade

Por fora é impossível identificar a novidade (Christian Castanho/Quatro Rodas)

O desempenho da Fiat Toro em seu primeiro ano de vendas ficou acima das melhores expectativas. Em dezembro, ela conseguiu vender mais que a Strada, tornando-se a picape mais vendida do país. No acumulado de 2016, ficou em segundo lugar, com quase três vezes mais emplacamentos que sua concorrente direta, a Renault Duster Oroch.

Esses números, porém, poderiam ser ainda melhores se a Toro tivesse uma motorização flex mais eficiente do que o fraco 1.8 E.torQ, oferecido nas versões mais acessíveis. A solução, porém, chega às lojas na forma do motor 2.4 Tigershark.

Fabricado no México, ele tem algumas diferenças em relação ao conjunto lançado no Jeep Compass. Além da maior cilindrada, a Toro traz o sistema de abertura de válvulas de admissão MultiAir 2 e um modo Sport (que muda a calibração do motor), ativado por um botão no painel.

Feito de alumínio, motor 2.4 é mais forte que o do Compass Feito de alumínio, motor 2.4 é mais forte que o do Compass

Feito de alumínio, motor 2.4 é mais forte que o do Compass (Christian Castanho/Quatro Rodas)

No lugar da caixa automática de seis velocidades da Toro 1.8, a Fiat optou pela transmissão de nove marchas utilizada no motor 2.0 turbodiesel da própria Toro.

Com até 186 cv e 24,9 mkgf se abastecida com etanol, a Toro esbanja disposição. Basta um leve toque no acelerador para o motor reagir prontamente, bem diferente da letargia do 1.8 Flex (139 cv e 19,3 mkgf). Seguindo nosso padrão de teste, com gasolina, a picape levou 12,4 segundos para ir de 0 a 100 km/h e 6,6 segundos na prova de retomada de 80 a 120 km/h.

Caçamba alta reduz visibilidade Caçamba alta reduz visibilidade

Caçamba alta reduz visibilidade (Christian Castanho/)

Foi um banho de agilidade na Toro 1.8, que fez as mesmas provas em 16,1 segundos e 12,7 segundos, respectivamente. O Tigershark funciona de forma suave: a 120 km/h, o motor trabalha silenciosamente abaixo das 2.000 rpm. O câmbio muda as marchas constantemente para movimentar os 1.704 kg da picape sem deixar a peteca cair.

Interior tem detalhes pretos Interior tem detalhes pretos

Interior tem detalhes pretos (Christian Castanho/Quatro Rodas)

Só nas subidas é que a transmissão hesita um pouco em algumas reduções, pedindo trocas sequenciais (que podem ser feitas no volante) para não perder o embalo. Em velocidades altas, porém, a caixa joga as marchas mais altas para priorizar o consumo.

Ainda bem, porque econômica a Toro não é: nosso teste indicou 7 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada com gasolina no tanque. Na versão 1.8, os números são de 9,6 km/l e 11,3 km/l.

A nova motorização estreia na versão Freedom por R$ 98.730, mesmo valor da 2.0 diesel com câmbio manual. Abaixo delas há ainda a Freedom 1.8 Flex AT6 (R$ 82.930), que permanece em linha mesmo com a chegada do Tigershark.

Teste de pista (com gasolina)

  • Aceleração de 0 a 100 km/h: 12,4 s
  • Aceleração de 0 a 1.000 m: 34 s – 154,4 km/h
  • Retomada de 40 a 80 km/h (em D): 5,5 s
  • Retomada de 60 a 100 km/h (em D): 6,6 s
  • Retomada de 80 a 120 km/h (em D): 9,4 s
  • Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0: 17 / 29 / 67 m
  • Consumo urbano: 7 km/l
  • Consumo rodoviário: 10,1 km/l

 

Ficha técnica – Fiat Toro Freedom 2.4 Tigershark flex 4×2

  • Preço: R$ 94.930
  • Motor: flex, diant., transv., 4 cil., 2.360 cm3; 16V, 186/174 cv a 6.250 rpm, 24,9/23,5 mkgf a 4.000 rpm
  • Câmbio: automatico, 9 marchas, tração dianteira
  • Suspensão: McPherson (diant.) e multilink (tras.)
  • Freios: discos ventilados (diant.) / tambor (tras.)
  • Direção: elétrica, 12,2 m (diâmetro de giro)
  • Rodas e pneus: liga leve (opcionais), 215/65 R16
  • Dimensões: comprimento, 491,5 cm; altura, 168 cm; largura, 184,4 cm; entre-eixos, 299 cm; peso, 1.704 kg; tanque, 60 l
  • Equipamentos de série: piloto aut., ESP, controle de tração, central multimídia
Comentários
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  1. Henrique Luís

    Caramba, anda menos (12,4 x 10,4 s no 0 a 100) e bebe mais (7 x 8,6 km/l de gasolina na cidade) que a Oroch 2.0 com o “ultrapassado” câmbio automático de 4 marchas. Como pode isso? curiosidade: como é o desempenho da toro nas versões de câmbio manual?

  2. Paulo Henrique

    Para quem não quer pagar pela Volcano, é uma ótima opção. Tem bom desconto em venda direta, além de ter o mesmo nível eu conforto da maioria dos sedans do mercado.

  3. bruno fagundes

    Kkkkkkkkk, teste de 4RODAS é uma piada de mal gosto!!!! Toro 1.8 fazer 9,6 kml dentro da cidade??? Qual cidade 4rodas???????? Seu campo de provas tem uma cidade feita de descidas, sem sinal, sem pedestre, sem buraco, sem nada!!! Tive uma strada 1.8 etorq adventure 2013/2014 que vendi com todas revisões na concessionária com 42000 kms esse carro fazia 6.7 na gasolina dentro de BH, com ar ia para 5,9!!!!! Meu modo de dirigir? Não era o carro que e muito beberrão mesmo!!!!comprei uma saveiro Cross 1.6 16v msi essa sim está fazendo 10,5 dentro da cidade no mesmo trecho que sempre andei com a strada, com ar vai para 9,8!!!!!! Média essa que vem se mantendo constante nos últimos 5 meses, sem contar que o carro e muito mais esperto que a strada, ai vem 4rodas falar que a tiro com 1600kilos faz 9,6!!!! Ham ham pra não render!!!!!

  4. Sem dúvida, o melhor carro 100% brasileiro. Do paddle shift, ao Hill holder, do motor 2.4 à suspensão multilink, não tem concorrente em todas as categorias. Daqui a pouco vão falar de Hilux, a carroça vendida para terroristas do EI e a S10, off-road asiática.

  5. Martins Pessôa Regis Júnior

    É decepcionante ver esses números de consumo de combustível, principalmente se compararmos a modelos similares na Europa. Não se trata de falta de tecnologia, mas de falta de interesse em produzir algo mais eficiente. Por via das dúvidas, ficaria com o modelo a diesel, apesar de não ser tão econômica quanto deveria, pelo mesmo motivo que os modelos a gasolina e a etanol: exploração do consumidor.

  6. Zigfrietz Tazogh

    Consumo – INMETRO/PBEV(Toro Freedom 2.4 AT9)

    Etanol: 5,9 km/l na cidade, e 7,4 km/l na estrada.
    Gasolina comum E27: 8,6 km/l na cidade, e 10,8 km/l na estrada.

  7. Julio Rodrigues Neto

    Desempenho, frenagem e consumo, ruins.

  8. Schack Bauer

    Como assim o “motor reage prontamente” se a aceleração de 0-100 foi de mais de 12s? Tá certo que não é um desempenho de milzinho, feito a 1.8, mas tá longe de ser algo interessante.

  9. VIDA MÚSICA & BATERA

    Por isso continuo achando que a 4 rodas sempre tem trabalhado com estagiários ultimamente…
    E são bem ruins de volante pelos números.
    Teste e números duvidosos.. até a 1.8 conseguiram na faixa dos 12. Quanto mais esse 2.4 q faz em 10.
    Pode trocar os motoristas e contratar novos, esses não tão servindo 4 rodas.