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Longa Duração: altos e baixos nas revisões de Onix, C4, Tiggo e Outlander

Chegou a hora de fazer a revisão? Fique atento, pois os planos de revisões oficiais das fábricas podem esconder muitas pegadinhas

Por Péricles Malheiros - Atualizado em 7 Maio 2020, 18h02 - Publicado em 8 Maio 2020, 07h00
Tropa em revisão: todos os altos e baixos dos planos de manutenção estabelecidos pelas fábricas. Tecnicamente, na média, são bons, mas podem melhorar em transparência Fernando Pires/Quatro Rodas

Analisamos o plano de manutenção dos quatro carros de nossa frota. Fique atento: todos têm pegadinhas que vão do conteúdo das revisões à apresentação delas no site oficial da fábrica e até na período de cobertura da garantia.

Veja o que deu no nosso check-up geral das revisões de Onix Plus, C4 Cactus, Caoa Chery Tiggo 5X e Mitsubishi Outlander.

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Toda a nossa frota teve seus respectivos planos de manutenção, garantia e transparência das ações analisados. Todos têm graves problemas.

Chevrolet Onix Plus

Bem que a GM poderia aprender com a Mitsubishi a cuidar do ar de seus carros.

Enquanto a marca japonesa inclui o filtro de cabine em todas as revisões, a GM vende vários modelos sem esse filtro – é o caso do Onix Plus.

Já o filtro de ar do motor tem substituição indicada somente aos 40.000 km ou quatro anos – uma verificação é feita e, se necessário, a troca é recomendada.

O site da Chevrolet indica ainda a substituição do fluido de freio aos 20.000 km ou dois anos, mas aí há uma questão técnica: por ter característica higroscópica (absorve água da atmosfera), fluidos de freio têm troca recomendada por tempo, sem importar a quilometragem.

Fábrica e concessionárias, no entanto, reafirmaram a necessidade da troca pelo que ocorrer primeiro: tempo ou quilometragem.

Citroën C4 Cactus

Assim como acontece com o Tiggo 5X, o plano de manutenção do C4 Cactus também cuida bem do carro. O problema é que a Citroën tem o único site que não apresenta o que é feito nas revisões. Ou seja, dá até para ver antecipadamente quanto vai custar a manutenção, mas, sem saber o conteúdo, não há como avaliar se ela é barata ou cara.

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Pior: o site da Peugeot – a outra marca do Grupo PSA – tem apresentação da página de revisões muito similar à da Citroën, mas com um descritivo do que é feito em cada parada. Alertamos a marca sobre esse problema em abril de 2019, quando o C4 entrou na frota.

Filtros de ar, combustível e do ar-condicionado são substituídos a cada 20.000 km, metade da periodicidade de troca das velas de ignição.

Caoa Chery Tiggo 5X

O grande ponto negativo do Tiggo 5X não está no plano de manutenção propriamente dito, mas na garantia. Acontece que todo o material de divulgação da Caoa Chery leva a crer que são cinco anos de garantia total, uma vez que o padrão do mercado é propagandear justamente o período de cobertura global.

No caso da Caoa Chery, há uma pegadinha: dos cinco anos de garantia anunciados, apenas três são total. O quarto e o quinto ano são somente para cobertura de motor e câmbio.

Quanto ao plano de manutenção, o Tiggo 5X recebe um atendimento cuidadoso, com trocas pouco espaçadas. Filtros de ar (condicionado e do motor), por exemplo, são substituídos a cada 20.000 km. Velas de ignição são trocadas por novas de 30.000 km em 30.000 km.

Mitsubishi Outlander

O maior destaque do plano de revisão do Outlander é negativo.

Enquanto o mercado trabalha com revisões a cada 10.000 km ou um ano, a Mitsubishi estabelece os mesmos 10.000 km, mas estipula seis meses para quem faz por tempo. Ou seja, quem roda pouco passará por duas revisões. E o valor médio é de salgados R$ 1.300.

O plano de manutenção é caro, mas é preciso dizer: quase nenhuma marca tem o cuidado de incluir o filtro do ar-condicionado em todas as paradas programadas.

Mas há também um certo exagero no zelo: cada vez que leva seu Outlander para a revisão, o proprietário arca com itens dispensados (ou desobrigados) pela maioria das marcas. É o caso do aditivo limpador de bicos injetores colocado no tanque e do limpa para-brisa.

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