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Descobrimos o que o Jeep Avenger Altitude não tem para ser mais barato que o Renegade

Testamos a versão de entrada, que tenta encontrar o equilíbrio entre o essencial e o dispensável para ter preço atraente sem abrir mão do acabamento

Por Henrique Rodriguez Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 18 ago 2026, 17h00 | Atualizado em 18 ago 2026, 18h33
SUV Jeep Avenger branco com teto preto, estacionado em piso de paralelepípedos. Ao fundo, parede de tijolos e vegetação densa
Jeep Avenger Altitude tem teto contrastante só nos primeiros lotes, quando com pack opcional (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Uma versão básica com rodas de liga leve aro 16”, faróis full-led e seletor de modos de condução. O Jeep Avenger Altitude, que parte dos R$ 114.990 (e subirá para os R$ 119.990 após a fase de lançamento), não quer ter a mesma imagem de carro básico dos Renegade que ocupavam esta mesma faixa de preço até o ano passado.

O consumidor que está deixando de comprar um hatch para comprar um SUV compacto de entrada busca algo a mais que o Avenger pode oferecer, mas não sem deixar evidente tudo aquilo que poderia vir a ter.

SUV Jeep branco com teto preto, visto de traseira e lateral, estacionado em rua de paralelepípedos. Ao fundo, parede vermelha com detalhes amarelos e janelas escuras.
Escapamento estilizado é padrão em todas as versões (Fernando Pires/Quatro Rodas)

As boas-vindas, por exemplo, são dificultadas porque esta versão não tem sensor de proximidade ou um botão na maçaneta para destrancar as portas: é necessário sacar a chave do bolso para destrancar o carro. E pode guardar em seguida, porque a partida do motor é por botão.

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Causa muito boa impressão que mesmo esta versão tenha vinil no topo dos painéis de porta, mas o apoio de braço é revestido de tecido. A alavanca de câmbio mantém o revestimento de couro, mas o volante não, é todo de espuma, sem apliques brilhantes na base e também sem as borboletas para trocas sequenciais que estão nas outras versões. Estas fazem falta, especialmente para reduções, para forçar o freio motor em descidas ou antes de curvas.

SUV branco com teto preto em movimento, visto de lado, passando por uma rua de paralelepípedos. Ao fundo, edifícios coloridos com janelas e portas de madeira escura, borrados pelo movimento
(Fernando Pires/Quatro Rodas)
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Hastes de seta e limpador são as mesmas do Peugeot e Citroën, o que faz do Avenger o primeiro Jeep nacional que não pisca o farol alto ao dar seta. Nas pontas das hastes estão os botões que mudam a exibição do quadro de instrumentos com tela colorida de 7”, que foi mantido.

Interior de um carro Jeep, mostrando o volante com o logo da marca, painel digital, tela multimídia central com interface azul, console central com câmbio automático e bancos de tecido escuro com detalhes cinza
Interior tem tecido nos bancos e nos apoios de braços nas portas, mas ainda mantém vinil na parte superior das portas e no painel (Fernando Pires/Quatro Rodas)

O ar-condicionado funciona diferente na versão Altitude. É digital, mas não é automático: não dá para definir a temperatura para o sistema seguir. Os botões “Auto” e “Menu” foram trocados por controles de direção do fluxo do ar. Ao lado, ainda tem um botão giratório de volume para o som, que faz falta nos Citroën.

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Interior de um carro branco, mostrando o banco do motorista e do passageiro da frente em tecido cinza escuro com detalhes em cinza claro e estampa abstrata. O volante e o painel são pretos, com o logotipo Jeep visível no painel lateral esquerdo. A porta do motorista está aberta, revelando o batente branco
Coluna próxima do motorista não permite a sensação de amplitude que se tem no Renegade (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Interior de um carro branco, mostrando os bancos traseiros e parte dos dianteiros. Os bancos são cinza escuro, com estofamento de tecido texturizado nos assentos traseiros e encostos de cabeça pretos. Cintos de segurança com fivelas vermelhas estão visíveis. As portas e o teto são pretos, e as janelas mostram um fundo branco claro. A imagem é tirada de dentro do carro, com a porta traseira direita aberta.
Espaço traseiro é limitado pelo vão de acesso e pelos túnel central e console (Fernando Pires/Quatro Rodas)

Não há base de carregamento sem fio no console, mas o seletor de modos de condução permanece e é bastante útil. Se o motor 1.0 turbo parece mais pacato nesta versão com 116 cv, o modo Sport deixa o Avenger com arrancadas ariscas como as do Pulse (que tem 130 cv) e ainda desliga o start-stop, enquanto o modo All Terrain faz o controle de tração ajudar o carro a se livrar de situações de baixa aderência, na terra ou na lama.

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Uma diferença importante entre o motor três cilindros 1.0 turbo usado no Fiat Pulse para o motor usado no Jeep Avenger é que no Pulse o intercooler é ar-ar, menos eficiente que o intercooler ar-água usado no Avenger – assim como nos Citroën e Peugeot. Inclusive, o capô tem proteção acústica e térmica para lidar com o calor do turbocompressor, que fica mais próximo do capô no novo Jeep.

Console central de um carro, cinza escuro, com porta-objetos e apoio de braço estofado, entre dois bancos traseiros de tecido cinza
Versão de entrada não tem (e não pode ter) USB traseiro (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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O parco espaço traseiro é o mesmo das demais versões. O Avenger Altitude não tem portas USB traseiras, mas não abriu mão da iluminação traseira no teto ou do encosto do banco rebatível na proporção 60/40, uma comodidade por vezes removida nas versões de entrada.

Ouvidos e olhos mais atentos perceberão, também, que não há alto-falantes traseiros: não há nada por trás da tela dedicada a eles. Para quem viaja na frente, o som não chega a ser prejudicado porque há alto-falantes nas portas e tweeters nas colunas.

Painel de controle automotivo com seletor de terreno SELEC-TERRAIN e botão do freio de estacionamento eletrônico aceso em vermelho
Versão mais básica mantém o seletor de modos de condução (Fernando Pires/Quatro Rodas)
Painel digital de carro com modo ALL TERRAIN selecionado, velocidade 0 km/h, marcha P, limite de 30 km/h, faróis automáticos acesos, autonomia de 330 km e hodômetro de 1817 km
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Para sair bem nas fotos, este Avenger Altitude tem o pacote High Altitude, único opcional, que eleva seu preço a R$ 124.990 e que contempla o teto preto metálico, as barras longitudinais e a câmera de ré – o padrão é ter só os sensores traseiros. Sem as barras no teto, o caráter de versão de entrada ficaria mais evidente. No primeiro lote, todos têm teto pintado de preto.

Mimos são sempre bem-vindos, mas o Jeep Avenger Altitude tem o essencial, incluídos na lista os seis airbags, frenagem autônoma de emergência e assistente de faixa. Não está nada mal para uma versão de entrada.

Equipamentos de série do Jeep Avenger Altitude

SUV Jeep branco, modelo Avenger, visto de frente, estacionado em piso de paralelepípedos. O carro tem grade preta, faróis retangulares e para-choque robusto. Ao fundo, vegetação densa e pilares amarelos. A placa frontal exibe o logo Quatro Rodas.
(Fernando Pires/Quatro Rodas)

Ar-condicionado digital de uma zona, faróis full led automáticos, lanternas de led, freio de estacionamento eletrônico, chave presencial para partida do motor, quadro de instrumentos de 7″, central multimídia de 10″ com Android Auto e Apple CarPlay sem fio, sensor de chuva, seletor de modos de condução, sensores de estacionamento traseiros, duas portas USB (A e C) dianteiras, bancos revestidos de tecido, maçanetas e retrovisores externos em preto, e rodas de liga leve de 16″ com pneus 215/60.

Há também estepe, seis airbags, aviso de colisão frontal com frenagem de emergência, assistente de permanência em faixa, controle de estabilidade, detector de fadiga do motorista, piloto automático, faróis altos automáticos, leitura de placas de velocidade, assistente de descida (hill descent control) e monitoramento de pressão dos pneus.

Opcional:

  • Pack High Altitude – R$ 10.000: câmera de ré, teto pintado em preto e barras de teto.

Teste – Jeep Avenger Altitude 1.0T MHEV 12V

ACELERAÇÃO
0 a 100 km/h: 10,7 s
0 a 1.000 m: 32,5 s / 156,9 km/h

VELOCIDADE MÁXIMA
n/d

RETOMADAS
40 a 80 km/h: 4,8 s
60 a 100 km/h: 6,0 s
80 a 120 km/h: 8,2 s

FRENAGENS
60/80/120 km/h a 0: 14,5 / 26,2 / 58,6 m

CONSUMO
Urbano: 11,7 km/l
Rodoviário: 14,9 km/l

RUÍDO INTERNO
Neutro/RPM máx.: 42,8 / 65,7 dBA
80/120 km/h: 70,4 / 78 dBA

AFERIÇÃO
Velocidade real a 100 km/h: 98 km/h
Rotação do motor a 100 km/h: 1.800 rpm
Volante: 2,5 voltas
Garantia: 5 anos

Ficha técnica – Jeep Avenger Altitude 1.0T MHEV 12V

  • Motor: flex, dianteiro, transversal, 3 cil., turbo, 12 V, 999 cm³, 116 cv, 20,4 kgfm; elétrico, 12V
  • Câmbio: aut., CVT, 7 marchas virtuais, tração dianteira
  • Direção: elétrica
  • Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
  • Freios: disco ventilado nas quatro rodas
  • Rodas e pneus: liga leve, 215/65 R16
  • Dimensões: comprimento, 408,7 cm; largura, 198,1 cm; altura, 158,3 cm; entre-eixos, 256,1 cm; vão livre do solo, 22,1 cm; peso, 1.253 kg; porta-malas, 321 litros
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