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Jaguar F-Type V6 S

Bonito e veloz, o conversível diverte como poucos esportivos - sem cobrar tanto por isso

Por Vitor Matsubara Atualizado em 9 nov 2016, 14h31 - Publicado em 3 jun 2015, 21h08
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Pense em alguma experiência que ficaria marcada pelo resto da sua vida. Pode ser saltar de para-quedas, testemunhar o nascimento de seus filhos ou desfrutar sua aposentadoria em uma casa de frente para o mar. Ainda não tive o privilégio de vivenciar nenhuma delas, mas posso contar outra boa recordação aos meus netos: o dia em que dirigi um F-Type.

Antes de assumir o volante, é bom avisar que o motorista vive dias de celebridade dirigindo o Jaguar. Não bastasse a overdose de celulares apontados para o carro, os tímidos são bombardeados com perguntas de todos os tipos. Até quem não sabe diferenciar o F-Type S de uma Ferrari 458 Italia torce o pescoço quando o esportivo inglês passa. Especialmente se o motorista pisar fundo no acelerador, fazendo o motor 3.0 V6 de 340 cv rugir forte. É tudo que um aficionado por carros precisa para ser feliz. Se isso ainda não for suficiente, basta apertar um botão no console central para o som saído do escapamento central duplo ficar ainda mais alto. Confie em mim: depois de ouvi-lo você não vai querer voltar para o modo convencional.

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Cada aceleração é acompanhada por uma força capaz de grudar motorista e passageiro nos confortáveis bancos do tipo concha. A Jaguar afirma que bastam 5,3 segundos para o carro ir de 0 a 100 km/h. A velocidade sobe rapidamente, especialmente quando o motorista troca as oito marchas do câmbio automático com leves toques na alavanca ou nas borboletas atrás do volante. Acima dos 100 km/h um aerofólio se ergue automaticamente na traseira para aumentar a pressão aerodinâmica. Gradativamente a direção vai se tornando cada vez mais firme, característica ideal para evitar sustos na condução em velocidades elevadas.

A versão S não oferece as mesmas tecnologias de ponta do V8. Mas está longe de decepcionar: entre os itens, destaque para o sistema dinâmico de amortecimento, que monitora a inclinação, movimento vertical e a rolagem da carroceria 100 vezes por segundo para ajustar os amortecedores e reduzir a rolagem. O conversível também vem com diferencial de deslizamento limitado, permitindo que o veículo distribua toda a tração entre as rodas.

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Fora dos autódromos e das estradas, o F-Type sofre um bocado com o asfalto das grandes cidades. Todo e qualquer buraco é prontamente repassado para a cabine, “culpa” da suspensão dura e da posição de dirigir baixa. Fora isso, recomendamos cuidado extra para não raspar a frente nas valetas e lombadas que a vida nos reserva a cada esquina. Sem contar a infeliz violência urbana que inibe passeios sem capota por aí. Nada que o dono de um superesportivo não esteja acostumado.

Dizer que um carro de R$ 507.400 é barato soa como um insulto em um país tão desigual como o Brasil. Mas analisando apenas o mercado de superesportivos, de repente o F-Type S vira um negócio da China – ou da Inglaterra, com o perdão do trocadilho ruim. Este Jaguar não é o modelo mais potente e talvez não seja o mais bonito do pedaço. Também não é um carro feito para o uso diário. Mas dificilmente algum rival entrega tanta adrenalina em uma embalagem tão sedutora quanto este Jaguar. Se tiver condições de bancar um, não tenha dúvidas: assine o cheque sem pensar. Tenho certeza que você não vai se arrepender.

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