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JAC J6 JetFlex

Espaçosa e bem-equipada, minivan poderia ser mais prazerosa de guiar

Por Vitor Matsubara - Atualizado em 9 nov 2016, 14h33 - Publicado em 29 jun 2015, 14h56
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As minivans já tiveram sua época dourada no Brasil. Aconteceu no começo dos anos 2000, quando a enxurrada de lançamentos desta categoria decretou a decadência das peruas. Só que o tempo passou e logo as minivans é que foram jogadas para escanteio pelos SUVs. Hoje são poucas as opções disponíveis no mercado para as famílias. Uma delas é a JAC J6.

Lançada no mercado brasileiro em 2011, a J6 sofreu uma reestilização três anos depois que a deixou mais moderna e refinada. Pelo menos espaço nunca foi problema no interior do monovolume. Se a versão com cinco lugar traz um amplo porta-malas de 720 litros, a versão para sete pessoas (chamada de Diamond) não decepciona com 198 litros, mais espaço para cinco adultos e duas crianças viajarem sem problemas. No entanto, vale frisar que o acesso aos dois bancos dobráveis poderia ser melhor com a colocação de um banco traseiro deslizante em vez de apenas rebatível.

De resto, a cabine tem linhas agradáveis, embora o acabamento ainda esteja um pouco abaixo do padrão da concorrência, com excesso de plásticos duros e encaixes mal-feitos. Os bancos revestidos de veludo são bonitos, mas acumulam sujeira facilmente e esquentam excessivamente quando expostos ao sol. Os mostradores, por sua vez, tem uma bela iluminação azul, que funciona a noite, mas dificulta a visualização durante o dia.

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Agora bicombustível, o motor 2.0 16V de até 160 cv e 20,6 mkgf de torque máximo a 4.000 rpm com etanol não chega a decepcionar, mas poderia ser mais esperto. O motorista precisa cambiar constantemente para fazer o veículo ganhar velocidade, sofrendo um pouco com a transmissão manual de engates imprecisos. A tendência de inclinação excessiva da carroceria nas curvas se agrava no caso da J6, culpa da calibragem da suspensão – adequada para os chineses, mas mole demais para os padrões brasileiros. Como resultado, além deste comportamento instável, a minivan também sofre com os buracos das péssimas vias brasileiras.

A lista de equipamentos de série segue a generosa filosofia da JAC, incluindo ar-condicionado digital, direção hidráulica, trio elétrico, coluna de direção com regulagem de altura, faróis de neblina, monitoramento de pressão dos pneus, rádio CD Player com entrada (micro) USB, rodas de liga leve de 16 polegadas, faróis com acendimento automático e sensor de estacionamento traseiro.

Apesar de ser bem-equipada, a J6 não é a melhor opção da categoria. Se eu estivesse procurando uma minivan para levar a família toda nas viagens, ficaria com a Chevrolet Spin. Embora seu design seja mais controverso que a representante da JAC, o monovolume da GM se destaca pelo acabamento mais esmerado e projeto mais robusto por uma diferença de míseros R$ 260 comparando os preços de entrada da J6 (R$ 66.990) com a da Spin LTZ (R$ 67250). Pesa também a favor da Spin o fato de trazer opção de câmbio automático, item fundamental em um segmento que coloca o conforto em primeiro lugar.

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