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JAC J2

Agora flex, o pequeno JAC J2 fica mais ágil (e beberrão) com etanol no tanque

Por Vitor Matsubara - 16 mar 2015, 15h52
testes

Ser flex virou obrigação para qualquer compacto vender bem no Brasil. Ciente dessa exigência do mercado, a JAC também passa a oferecer a tecnologia no J2. O pequeno chinês agora entrega 113 cv se abastecido com etanol – ante 110 cv com gasolina. Nossos testes com álcool indicaram que o compacto levou 11,6 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h – mais de 2 segundos acima do número oficial da JAC e apenas 0,4 segundo abaixo do teste feito com gasolina. Os índices de consumo ficam em 8,8 km/l na cidade e 10,5 km/l na estrada, contra 11,4 e 14,3 km/l com gasolina. Quem não se importar com esses números vai gostar do desempenho, principalmente pelo bai xo peso (915 kg), que o faz igualar a relação peso/potência de 8,1 kg/cv do Punto T-Jet. Falta só uma calibragem mais refinada na suspensão para deixá-lo mais grudado no chão.

Como se esperaria de um automóvel com apenas 3,53 metros (7 cm a menos que o VW Up!), o interior do J2 tem espaço para quatro adultos e pouca bagagem (são só 121 litros de porta-malas). Quem viaja na frente tem um pouco mais de conforto, embora a posição de dirigir incomode um pouco. Como nunca fui referência de estatura, do alto de meu 1,67 metro, pedi a opinião de gente grande e nenhum dos motoristas mais altos da redação (acima de 1,80 metro) se sentiu à vontade guiando o chinês. Além de não ter regulagem de altura, o banco também fica levemente deslocado à esquerda, jogando o corpo contra a porta em curvas fechadas.

Por dentro, ainda falta capricho na montagem das peças. O design quase não mudou, ganhando só um novo para-choque traseiro com um aplique central de plástico preto. Ao menos o caçulinha da JAC continua agradando pela oferta de itens de série, trazendo ar-condicionado, direção elétrica, vidros elétricos nas quatro portas e rodas de liga, ao bom preço de R$ 37 490, quase o mesmo que um Gol 1.0 sem ar ou direção. Apesar do novo motor, a marca espera manter a média de 2014, quando vendeu de 200 a 300 unidades por mês.

VEREDICTO

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O J2 não é o modelo mais confortável nem o mais econômico do segmento, mas agrada quem procura um carro ágil e equipado para usar só na cidade.

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