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Bem me quer, mal me quer

Por Redação Atualizado em 26 dez 2016, 19h02 - Publicado em 4 mar 2011, 20h25

59446 km

O ForTwo toca seus últimos acordes no Longa Duração. Como de costume, fomos aferir sua popularidade (e cotação) no mercado. Visitamos três estabelecimentos – um showroom de novos, uma autorizada Mercedes-Benz e uma loja particular. A sinceridade da vendedora do showroom Vila Nova, em São Paulo, foi desconcertante: “Não temos interesse nenhum na compra. Agora, se você oferecer seu carro numa troca, posso pagar entre 30 000 e 35 000 reais”. Mas ela também jogou aberto: “Aconselho vender para particular. Pode demorar um pouco, mas acho que você pega até uns 40 000 reais”. Saímos de lá e fomos direto para a concessionária Mercedes-Benz Itatiaia. “Você está com sorte, pois tenho um comprador em vista para esse carro. Pago 45 000 reais”, disse Ricardo Fanin, gerente de vendas. Para encerrar as tentativas, passamos também na Hannover Veículos, uma loja multimarcas de importados seminovos. Rennan Garcia, o vendedor, mostrou tanto entusiasmo na compra do nosso Smart quanto a vendedora do showroom Vila Nova, ou seja, quase nenhum. “Se você quiser, tenho um Smart igual ao seu, 2009, porém com apenas 2 700 km rodados. Você dá o seu e me volta outros 7 000 reais.”

Aos 58 700 km, notamos que os pneus traseiros estavam com desgaste acentuado. “Qualquer poça d’água faz o controle de estabilidade atuar, indicando que a traseira perdeu contato com o asfalto”, disse Juliano Barata, assistente de fotografia. Na paulistana Pneus Albuquerque, conseguimos um par traseiro por 900 reais, preço mais em conta que os 2 000 reais cobrados pela concessionária carioca Ago e os 1400 reais pedidos pela Europa Motors, de São Paulo. Feita a troca, nosso ForTwo perdeu o medo da chuva e ganhou maciez de rodagem.

Aos 59 600 km, a luz da injeção acendeu no painel e lá fomos nós para a Europa Motors. Parte da mangueira de captação de ar entre a caixa do filtro e a boca do turbo havia se deslocado. O conserto foi feito em garantia e o Smart rumou para Limeira para seu último teste antes do desmonte. Pela inquietação e conversas dos funcionários da autorizada, ficou claro que nosso Smart era chamado de “O carro da QUATRO RODAS”. Estaríamos, então, sujeitos aos benefícios de cuidados especiais? Difícil: aproveitamos o pit stop e levamos para a Europa Motors uma notificação de infração de trânsito (dirigir falando ao celular) registrada no período em que nosso Smart passou por lá para fazer a substituição do para-brisa trincado, em janeiro. A gerência informou que assumiria os pontos e arcaria com o pagamento da multa.

Consumo:

No mês (23,3% na cidade): Gasolina – 13,7 km/l

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Desde set/09 (40,6% na cidade): Gasolina – 12,2 km/l

Principais ocorrências

59600 km: tubo de alimentação de ar do turbo se soltou, acendendo a luz de injeção no painel

Porta-malas é minúsculo, mas a cobertura removível garante certa versatilidade (esq.). Na reta final, um pit-stop para troca dos pneus traseiros, que já assustavam na água (dir.).

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