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Novo Citroën C3 pode fazer Stellantis ampliar capacidade em Porto Real

Com capacidade atual, fábrica fluminense poderia fazer mais de 8.000 unidades do Citroën C3 por mês e colocar o compacto entre os cinco carros mais vendidos

Por Henrique Rodriguez 17 jan 2022, 14h43

Com lançamento previsto ainda para o primeiro trimestre deste ano, a nova geração do Citroën C3 tem depositada em si grande responsabilidade. Com a promessa de ser espaçoso, moderninho e acessível, graças ao motor 1.0 Firefly aspirado (de origem Fiat), ele poderá levar a Citroën para a briga entre os compactos de entrada.

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A expectativa por bons números de vendas é tamanha que a Stellantis (grupo consolidado há um ano a partir da fusão entre os grupos FCA e Peugeot-Citroën) já espera que a fábrica de Porto Real (RJ) passe a trabalhar com capacidade máxima.

“A fábrica em Porto Real está subutilizada, mas vamos colocar um dos principais lançamentos da Stellantis, o Citroën C3, e acreditamos que ele poderá rapidamente saturar a fábrica”, disse o presidente da Stellantis para América do Sul, Antonio Filosa, em entrevista recente a jornalistas. 

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Divulgação/Citroën

Hoje, a fábrica da Stellantis em Porto Real tem capacidade instalada para produzir 150.000 carros por ano em dois turnos de operação. Contudo, produz apenas os Citroën C4 Cactus e Peugeot 2008, que em 2021 somaram 27.300 emplacamentos no Brasil – desconsiderando, portanto, unidades exportadas.

Ainda que metade da produção tenha sido exportada (o que é improvável) sobraria uma capacidade de 100.000 unidades só para o C3. Não seria errado, porém, considerar que a produção do novo C3 poderia passar das 8.000 unidades antes de qualquer movimentação na fábrica. Se convencer os brasileiros, o compacto poderá ser plenamente capaz de brigar pela liderança do mercado brasileiro.

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Novo_C3_Interior
Possibilidade de customização será um dos destaques do novo C3 Divulgação/Citroën

“A fábrica de Porto Real terá um crescimento muito mais que expressivo… Nos demos bem até agora com os lançamentos de Betim (MG, com Fiat) e Goiana (PE, com Jeep) e se a gente repetir a mesma receita para os lançamentos da Citroën em Porto Real também, acredito que teremos boas notícias”, disse Filosa. 

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Uma primeira movimentação poderia ser a instalação de um terceiro turno, que já esteve ativo na fábrica de Porto Real entre 2008 e 2009. O último investimento na unidade foi de R$ 220 milhões, em 2020, para a adaptação da fábrica à plataforma CMP, já em uso pelo novo Peugeot 208 (fabricado na Argentina) e que será usada pelo novo Citroën C3 em uma variação simplificada. Esta mesma plataforma é cotada para a próxima geração do Fiat Argo.

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Imagem revela que vidros elétricos traseiros serão acionados por botões no console central Divulgação/Citroën

Próximos passos da Citroën no Brasil

Desde que o C4 Lounge saiu de linha, a gama Citroën no Brasil está limitada a um carro de passeio, o C4 Cactus, e às vans comerciais Jumpy e Jumper. Desde a formação da Stellantis, a marca vem brigando com preço e condições especiais para ganhar mercado. Conseguiu tirar leite de pedra: cresceu 77% em vendas no Brasil em 2021, com 23.351 veículos emplacadsos, superando as 13.177 unidades de 2020. Ficou com 1,2% do mercado brasileiro. 

As perspectivas são melhores para os próximos anos. Da mesma plataforma CMP, ainda surgirão dois novos carros até 2024. “Todos eles carregam o DNA regional, com vocação global”, afirmou a empresa. Além do C3, haverá novidades no segmento C que, de acordo com a imprensa indiana, envolvem até SUVs de sete lugares. Outros seriam um SUV compacto e um sedã pequeno. Modelos com hibridização leve e plug-in também são cotados.

Para dar conta desse volume o trabalho já começou, e a rede concessionária da francesa irá de 125 para 173 lojas no Brasil até o lançamento do C3. Com mais penetração em mercados regionais conservadores, também vêm a necessidade de corrigir o preconceito com modelos franceses.,

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