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BYD Song Plus será feito na Bahia ainda em 2026 junto com o Dolphin Mini

SUV híbrido mais vendido do país ganha cidadania brasileira e será montado em Camaçari (BA)

Por Nicolas Tavares
8 jan 2026, 11h58 • Atualizado em 8 jan 2026, 13h48
BYD SONG Plus PREMIUM
Faróis, que lembram os do sedã Seal, se diferem dos outros SUVs da linha (Fernando Pires/Quatro Rodas)
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  • O BYD Song Plus está saindo de linha na China, onde já ganhou um substituto na forma do Sealion 06. Apesar disso, o SUV híbrido continuará vivo em outros mercados, como será o caso no Brasil, onde não só seguirá nas concessionárias como também começará a ser montado em Camaçari (BA) ainda em 2026.

    A decisão de nacionalizar o modelo, e não substituí-lo imediatamente, é pragmática. A fabricação local blinda o utilitário contra as oscilações e aumentos progressivos da alíquota do imposto de importação para veículos eletrificados, previstos para junho. Além da questão tributária, a produção baiana deve agilizar a logística de distribuição de peças e unidades para todo o território nacional.

    Fábrica da BYD em Camaçari (BA)
    (Divulgação/BYD)

    O utilitário é um dos carros mais importantes da marca no país, emplacando 19.674 unidades em 2025. Este desempenho faz com que o Song Plus seja o terceiro veículo mais vendido da BYD no Brasil, perdendo para o Dolphin Mini (32.486) e Song Pro (22.515).

    Em um segundo momento, o Song Plus deverá receber a tecnologia flex no conjunto híbrido DM-i. O motor 1.5 aspirado, que hoje atua majoritariamente como gerador de energia para as baterias, passará a aceitar etanol. O desenvolvimento desse propulsor está em estágio final e teve um protótipo revelado durante a COP 2025, montado sob a carroceria de um Song Pro.

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    A estreia acontecerá justamente no Song Pro ainda em 2026, que será o primeiro carro híbrido flex da marca.

    BYD SONG Plus PREMIUM

    No sistema atual a gasolina, o conjunto entrega 235 cv de potência combinada e 40,8 kgfm de torque (o motor a combustão gera 110 cv e o elétrico, 179 cv). Com o etanol, espera-se que a eficiência térmica seja mantida, permitindo ao motorista rodar a maior parte do tempo no modo elétrico, utilizando o combustível vegetal para estender a autonomia total, que hoje supera os 1.000 km.

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    Ao nacionalizar o Song Plus, a BYD mostra que não tem a intenção de substituí-lo pelo Sealion 06 como aconteceu na China. A empresa está tentando seguir o ciclo de vida dos automóveis no mercado global, ao invés de substituir os carros rapidamente como no mercado chinês.

    Os números justificam a manutenção do Song Plus no portfólio internacional. A família Song (somando todas as variantes) ultrapassou a marca de 1,5 milhão de unidades acumuladas até outubro do ano passado, respondendo por nada menos que 17% de todas as vendas anuais da gigante chinesa em 2025.

    Mesmo fora da China, onde emplacou impressionantes 400.920 unidades no último ano, a demanda global segue aquecida. Na Alemanha, o modelo já supera 11.000 unidades acumuladas, e no Reino Unido mantém média superior a 5.000 carros/mês.

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