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Vale esperar – Renault Duster Picape

Até o ano que vem o mercado nacional será invadido por modelos que vale a pena esperar antes de fechar um negócio. O Renault Duster Picape é um deles

Por Paulo Campo Grande, Péricles Malheiros e Ulisses Cavalcante - Atualizado em 8 nov 2016, 21h47 - Publicado em 12 jul 2014, 19h31
geral

Já faz alguns anos que a Dacia vem trabalhando na versão picape baseada no Duster. Os franceses sempre olharam o segmento de picapes leves com bons olhos, ainda que as experiências recentes tenham mostrado resultados negativos, como o fracasso da Peugeot Hoggar. Tampouco deu certo vender por aqui na segunda metade dos anos 90 a picape 504, importada da Argentina. Um meio-termo entre Strada e S10, a antiga Peugeot era baseada num sedã médio, levava 1,3 tonelada de carga e rodava com diesel. Embora o carro tivesse seu valor, acabou se tornando um produto restrito a um nicho do mercado e foi descontinuado mais tarde.

A picape Duster, portanto, será a retomada de um nicho abandonado há quase 20 anos. Mas ela passará longe do diesel – e nada de capacidade de carga hercúlea. A Renault dividirá a base com o SUV, incluindo mecânica e peças de acabamento. E, por consequência, peças que também servem ao Logan e Sandero. A motorização será a mesma que conhecemos hoje, com os propulsores 1.6 e 2.0, e a possibilidade de receber a transmissão automática e uma caixa manual de seis marchas. No entanto, a tração 4×4 não estará disponível, pois a suspensão traseira será a mesma do Duster 4×2, ou seja, um eixo de torção com molas helicoidais. A Renault pretende situar a novata entre as picapes baseadas em carros compactos (Strada e Saveiro) e a Ranger Sport 2.5 (173 cv), que custa R$ 67 990.

Veja outros modelos que vale a pena esperar antes de fechar um negócio

A picape Duster não custará pouco. Seus preços devem ser equivalentes aos das versões mais caras das concorrentes baseadas em compactos, como a Saveiro Cross cabine estendida (R$ 54 070), variando entre R$ 50 000 e R$ 66 000.

Haverá uma versão menos equipada, com foco nos frotistas, com rodas de aço, para-choques sem pintura e interior com acabamento menos detalhado. A ideia é ocupar um espaço que ficou abandonado, quando a Ford Courier e a Hoggar saíram de linha. A capacidade de carga será um dos diferenciais, em torno de 800 kg (contra 620 a 685 kg das atuais Saveiro e Strada), mas a área da caçamba deve ser quase igual ao que há hoje nas compactas de cabine simples. Planejado para ser produzido na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, o projeto não é a prioridade número 1 da Renault.

Mas a empresa tem pressa para finalizar os protótipos, já que a Fiat trabalha em uma picape média totalmente nova. A empresa sediada em Betim (MG) é especialista em picapes compactas, mas sem tradição entre os modelos grandes. Após a união com a Chrysler, acumulou know-how no categoria de cima e adotará estratégia semelhante à dos franceses. Ou seja, aproveitar a arquitetura híbrida de automóvel com utilitário para expandir a gama de produtos. No caso da italiana, será a mesma plataforma do Dodge Dart/Fiat Viaggio. Quando a Fiat e a picape Duster chegarem ao mercado, serão concorrentes diretas.

Estreia: 03/2015

Preço: R$ 65 000

Concorrentes: Será a nova picape da Fiat

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