Superesportivos valem ingresso de ”Need for Speed”

Filme agrada pela presença de carrões, mas falta ação

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Difundir a onda dos carros tunados no Brasil não foi o único grande feito de “Velozes e Furiosos” (2002). O filme (que resultou em outras seis continuações lançadas e uma sétima em produção) também difundiu um velho (porém eficiente) clichê do cinema hollywoodiano: a combinações de carrões possantes em longas cenas de ação – algumas até bastante inverossímeis.

Esta é a fórmula explorada em “Need for Speed – O Filme” (2014), que estreia em circuito nacional em formatos 2D e 3D nesta quinta-feira, 13 de março, um dia antes de chegar aos cinemas dos Estados Unidos. O enredo gira em torno de Tobey Marshall (Aaron Paul, mais conhecido por interpretar Jesse Pinkman na série “Breaking Bad”), piloto, mecânico e corredor de rua nas horas vagas que herda uma oficina de seu falecido pai. Juntamente com Benny (Scott Mescudi), Finn (Rami Malek), Joe (Ramon Rodriguez) e seu grande amigo Little Pete (Harrison Gilberson), Tobey aceita terminar um raro Ford Mustang de Dino Brewster (Dominic Cooper), um ex-piloto de Fórmula Indy e antigo desafeto de Marshall nas pistas de corrida. O carro é realmente especial, por ter sido projetado pelo lendário preparador Carroll Shelby.

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Terminado o projeto, Dino vende seu Mustang por US$ 2,7 milhões a um milionário inglês e sua assistente Julia (Imogen Poots). O agora ex-dono do cupê resolve celebrar o negócio desafiando Tobey para uma corrida, propondo dar 75% do valor total de seu Mustang caso o mecânico seja o vencedor. Se Dino ganhar, então Marshall entrega os 25% restantes da transação que recebeu por ter concluído o projeto.

De última hora, Little Pete também resolve participar do racha, mas acaba falecendo em um acidente poucos minutos depois. Tobey é preso por homicídio culposo e cumpre uma pena de dois anos. Após sair da cadeia, resolve procurar o dono do Mustang para pedir o empréstimo de sua máquina para competir na De Leon, uma misteriosa corrida ilegal de supercarros criada pelo bilionário Monarch (Michael Keaton). Nela, Marshall terá a chance de se vingar de Dino, o verdadeiro responsável pela morte de Pete. Em troca, Tobey oferece a recompensa dada ao vencedor da De Leon: todos os outros carros do grid, avaliados em US$ 7 milhões sobre rodas. Com o trato feito, Tobey começa uma viagem cruzando os Estados Unidos de norte a sul para chegar a tempo de participar da prova disputada nas estradas da Califórnia.

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O filme é inspirado em uma famosa série de games, que fez a alegria dos jovens antes da “explosão” de Gran Turismo nos consoles modernos. Embora a trama seja interessante, os fatos se desenvolvem na mesma velocidade que o Mustang rasga as ruas americanas. Todos os acontecimentos descritos acima são relatados antes da metade do filme, e o espectador acompanha toda a (longa) viagem do protagonista vendo pouca ação até a grande corrida. Os personagens coadjuvantes até tentam dar um toque de humor, mas algumas cenas são desnecessárias ou simplesmente pouco engraçadas. O patrocínio da Ford resulta em uma overdose de Mustang, feita para agradar em cheio os adeptos de modelos americanos. Não é só o Shelby GT500 que protagoniza o filme: a nova geração do pony-car também faz uma participação especial.

Fazem falta as perseguições alucinantes e os belos efeitos visuais que consagraram a saga nos games. O fã de carrões só começa a sorrir na hora da corrida, quando alinham na largada réplicas de alguns dos bólidos mais desejados do planeta. Participam do racha Bugatti Veyron Super Sport, Lamborghini Sesto Elemento, Spano GTA, Saleen S7, McLaren P1 e Koenigsegg Agera R. É de cortar o coração ver qualquer uma destas máquinas sendo destruída sem dó. Pelo menos todos os carros foram trocados por réplicas. Afinal, nenhum orçamento de Hollywood conseguiria arcar com um superesportivo em frangalhos.

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“Need for Speed: O Filme” é uma típica “produção pipoca”, na qual a adrenalina se sobrepõe a um enredo mais complexo. Em que pese a boa atuação de Aaron Paul no papel principal e as belas cenas filmadas nas cidades reais da trama, quem está acostumado com o ritmo alucinante de “Velozes e Furiosos” pode achar o filme meio monótono, embora a produção tenha padrão de qualidade muito superior a algumas “bombas” do gênero, como “Fúria em Duas Rodas” (2004). Só que um pouquinho mais de correria não faria mal a ninguém.

Veja o trailer oficial de “Need for Speed: O Filme”:

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