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Stellantis reavalia futuro de suas 14 marcas após queda de vendas na Europa

Grupo avalia desempenho e posicionamento de cada marca e não descarta encerrar operações menos rentáveis

Por Cristiane Barreto
19 dez 2025, 09h54 •
lancia ypsilon
Dianteira: máscara com acabamento preto brilhante desenha a letra “Y”  (Divulgação/Quatro Rodas)
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  • A Stellantis costuma apresentar seu portfólio como um conjunto de 14 marcas. Na prática, porém, administrar tantas bandeiras diferentes — muitas delas disputando o mesmo público — tornou-se um desafio crescente. O problema é mais evidente na Europa, onde os números recentes de vendas acenderam um sinal de alerta.

    Só no continente europeu, a Stellantis reúne Alfa Romeo, Fiat, Maserati, Abarth, Lancia, Citroën, Peugeot, DS Automobiles, Opel e Vauxhall. Nos Estados Unidos, o grupo concentra Jeep, Dodge, Chrysler e Ram. Apesar da diversidade, nem todas essas marcas conseguem manter desempenho comercial suficiente para justificar investimentos contínuos no médio e longo prazo.

    Longa Citroën C3
    (Leonardo Barboza/Quatro Rodas)

    Durante os quatro anos em que esteve à frente do conglomerado, Carlos Tavares optou por preservar todas as marcas herdadas da fusão entre FCA e PSA. A estratégia foi baseada em eficiência operacional e no uso de sinergias internas, evitando decisões mais drásticas sobre o enxugamento do portfólio.

    Esse cenário começou a mudar com a chegada de Antonio Filosa à presidência do grupo. Segundo informações da Reuters, o executivo estaria avaliando individualmente a viabilidade de longo prazo de cada uma das 14 marcas, levando em conta critérios como desempenho comercial, posicionamento de mercado e potencial de crescimento.

    Opel-Frontera-1
    Opel Frontera (Divulgação/Opel)
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    Fontes próximas ao assunto afirmam que a descontinuação de algumas operações não está descartada. As marcas europeias, especialmente aquelas com volumes mais baixos e identidade pouco clara, aparecem como as mais vulneráveis dentro dessa revisão estratégica.

    Dados recentes da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) mostram que, até outubro de 2025, a DS Automobiles acumulou queda de 21,2% nas vendas, com 25.195 veículos emplacados e participação de apenas 0,2% no mercado europeu.

    Peugeot E-208 GTi
    Peugeot E-208 GTi (Quatro Rodas/Divulgação)

    A situação da Lancia é ainda mais delicada. Agrupada estatisticamente com a Chrysler, a marca registrou retração de 68,3%, somando apenas 9.844 unidades e representando cerca de 0,1% das vendas totais na região.

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    Lancia Delta 2008
    Lancia Delta 2008 (Divulgação/Chrysler)

    Os registros também indicam que a Maserati — contabilizada junto com Dodge e Ram — teve queda de 17,1%, com apenas 3.538 unidades emplacadas, garantindo participação inferior a 0,1%. Nos últimos anos, a Stellantis precisou desmentir repetidamente rumores sobre uma possível venda da marca italiana.

    Em contrapartida, as marcas de maior volume seguem sustentando o grupo no continente europeu. A Peugeot liderou com 469.322 veículos vendidos nos primeiros dez meses do ano, alcançando participação de 5,2%.

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    peugeot e-3008
    Peugeot E-3008 (Divulgação/Quatro Rodas)

    A Citroën aparece na sequência, com 276.641 emplacamentos e fatia de 3,1%. Logo atrás, Opel e Vauxhall somam juntas 263.659 unidades, o que representa 2,9% do mercado automotivo europeu no período analisado.

    Vauxhall Corsa
    Vauxhall Corsa (Divulgação/Quatro Rodas)

    Mesmo marcas consideradas de nicho apresentam desempenho superior ao de algumas concorrentes internas. A Alfa Romeo, por exemplo, vendeu 47.699 veículos, superando sozinha os volumes combinados de Lancia e DS Automobiles, com participação de 0,5%.

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    A Abarth não aparece separadamente nos relatórios, já que seus números estão incluídos nos da Fiat. A marca italiana, por sua vez, registrou queda de 13,4%, totalizando 222.375 carros vendidos no período analisado.

    lancia ypsilon
    lancia Ypsilon (Divulgação/Quatro Rodas)

    Os dados da ACEA englobam os 27 países da União Europeia, além de Islândia, Liechtenstein, Noruega, Suíça e Reino Unido. Esse recorte é relevante porque, segundo a Reuters, Filosa pretende priorizar o crescimento do volume total de vendas.

    Entre as medidas em estudo estão o desenvolvimento de modelos mais acessíveis, a redução das metas de eletrificação e o reforço das vendas para frotas — um segmento tradicionalmente associado a margens menores, mas volumes mais consistentes.

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    Fiat Titano
    Fiat Titano (Divulgação/Quatro Rodas)

    Mesmo que a Stellantis opte por encerrar algumas operações, o grupo provavelmente continuará com um portfólio maior do que o do Grupo Volkswagen, que administra dez marcas globais, além de participações específicas como a Bugatti.

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