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Protetores de pescoço

Uma ideia simples capaz de reduzir o risco de ferimentos por fios com cerol

Por Ismael Baubeta | Fotos: Christian Castanho 12 abr 2013, 10h30 | Atualizado em 9 nov 2016, 12h22
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Protetores de pescoço

Há certo encanto em ver uma pipa (papagaio ou pandorga, dependendo da região do país) voando alto, colorindo o céu. Mas a verdade é que essa diversão aparentemente inocente encerra sérios riscos. Para quem brinca, há a possibilidade de choque em caso de contato com a rede elétrica. Para quem trafega de motocicleta, o perigo vem na forma das linhas, cortantes, especialmente quando impregnadas de cerol, a proibida (mas ainda muito usada) mistura de cera e vidro moído que serve para cortar a linha dos adversários nas disputas pelo ar.

As primeiras iniciativas contra esse perigo foram as “antenas” de proteção com um gancho afiado na extremidade, que já foram até homologadas pelo Inmetro – órgão certificador de qualidade de produtos – e estão incorporadas à resolução número 378 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que as tornará obrigatórias nas motos profissionais, como as de motofrete e mototáxi.

Outra opção para se proteger das linhas é a pescoceira anticerol de neoprene – mesmo material das roupas de mergulho – da empresa Kavallero. O protetor tem, internamente, três segmentos de cabo de aço – um central e um de cada lado – protegendo a região do pescoço.

Para testar o produto, utilizamos uma máquina que o fabricante desenvolveu para esse fim. Compramos um fio importado, superresistente e mais agressivo que as linhas permitidas para empinar pipas e o utilizamos contra a pescoceira. Em uma das pontas da máquina um motor enrola o carretel de linha com cerol em alta velocidade. Ela simula que aconteceria em contato com a pele. Ligado o motor, o pescoço de um manequim foi pressionado contra a linha em movimento. É impressionante ver o que um fiozinho em velocidade é capaz de fazer. A linha cortou com facilidade o neoprene e até o tecido que envolve o cabo de aço, mas se rompeu ao encontrar o metal trançado.

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Segundo João Ricardo Contessoto, da Kavallero, o produto dá oportunidade ao motociclista de diminuir a velocidade ao perceber que foi atingido por uma linha de pipa. “É quase uma questão de instinto”, diz. O preço sugerido é de 50 reais e só é vendido na cor preta. Há uma versão para verão, com tecido ventilado, de iguais cor e valor.

CUMPRE O QUE PROMETE? SIM!

Uma ideia
 simples, mas
 bem executada,
 é capaz de garantir maior proteção 
ao pescoço do motociclista contra as linhas cortantes que podem atravessar a estrada.

ONDE ENCONTRAR:

www.kavallero.com.br

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Estádio de futebol lotado com bandeira do Brasil ao fundo e uma bola no gramado. À direita, capas de revistas Veja, Super, Viagem e Quatro Rodas, com um carro vermelho em destaque. Um ícone de árvore branca aparece no canto superior direitoTorcedor de costas, vestindo camisa amarela, comemora com os braços erguidos em um estádio de futebol lotado, sob um céu verde-azulado. Uma bola de futebol com a bandeira do Brasil está no campo. À direita, um fundo verde escuro com um pequeno ícone de árvore branca.
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