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O calhambeque high-tech italiano que quer mudar o trânsito na Europa

Projetista italiano aposta no crescimento do mercado de quadriciclos depois de proibida a circulação de carros a combustão na Europa

Por Paulo Campo Grande Atualizado em 8 jul 2021, 22h55 - Publicado em 8 jul 2021, 22h51
Mole Urbana
Mole Urbana tem versões de dois e três lugares Divulgação/Divulgação

Com um visual que remete ao tempo das carruagens, mas com um olhar lúdico e novos materiais, o Mole Urbana é um quadriciclo que foi pensado para pequenos deslocamentos urbanos. Seu criador foi o designer Umberto Palermo, de Turim, na Itália, que planeja construí-lo e oferecê-lo pelo sistema de compartilhamento.

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O Mole Urbana foi apresentado em quatro versões, sendo duas para passageiros (com capacidade para duas e três pessoas) e duas de carga (picape ou baú, sempre com 700 kg de capacidade).

Construído sobre chassi de aço, com longarinas, e cabine de alumínio e vidro, o veículo tem três volumes bem definidos, com compartimento para motor e baterias, na frente, cabine e bagagem, na traseira. Ele tem duas versões de comprimento, 2,68 m e 3,20 m, sempre com 1,49 m de largura e 1,20 m de altura.

Mole Urbana
Na traseira, fica o porta-malas. Na frente, as baterias Divulgação/Divulgação

Seu motor gera 8,5 kW, e as baterias asseguram autonomia entre 80 e 200 km, segundo o designer. O quadriciclo pesa cerca de 500 kg e atinge a velocidade máxima de 55 km/h, de acordo com seu criador.

A cabine tem bancos individuais, acelerador, freio e um tablet que serve de interface para as funções do veículo. Por fora, há versões de um ou dois faróis. O Mole Urbana será produzido pela montadora Pretto, de Pontedera, na região da Toscana, que fabrica veículos para marcas como Piaggio, Isuzu e Dongfeng. E a operação comercial ficará a cargo da locadora Movim, de Turim.

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Por ser um veículo de velocidade limitada, assim como os scooters de baixa cilindrada, o Mole Urbana não necessita de habilitação e pode ser conduzido por pessoas com mais de 14 anos, segundo Palermo.

Mole Urbana
Cabine estendida: nicho atrás dos bancos Divulgação/Divulgação

O designer fundou a empresa Mole Costruzione Artigianale e planejava produzir 50 unidades este ano; 150 em 2022 e assim sucessivamente, até atingir uma frota de 900 unidades. A pandemia, no entanto, adiou o começo das operações.

De acordo com Palermo, o objetivo é aproveitar o crescimento do mercado de quadriciclos na Europa, que deve se intensificar principalmente a partir de 2030, quando algumas cidades devem proibir a circulação de veículos a combustão.

Esse mercado andava desaquecido, mas as restrições ambientais e a eletrificação criam as condições ideais para a expansão. Estima-se que esse segmento deverá crescer cerca de 30% ao ano, nos próximos anos, na Europa.

Mole Urbana
Um tablet reúne todas as informações de bordo Divulgação/Divulgação

Além dos protótipos físicos, o Mole Urbana foi apresentado com diferentes propostas, como uma versão equipada com dois patinetes elétricos, para deslocamentos ainda mais curtos, que são carregados com energia gerada durante o uso do veículo.

Outros modelos mostrados não traziam soluções tecnológicas, mas sim alternativas de decoração, aproveitando os amplos vidros, e de materiais recicláveis usados no acabamento da cabine.

Mole Urbana
A pintura personaliza e aumenta a privacidade Divulgação/Divulgação

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