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Nissan Kicks e-Power: SUV híbrido nacional ganhará vida até 2021

Modelo tem tudo para herdar tecnologia do monovolume japonês Note, com promessa de autonomia na faixa de 1.200 km

Por Leonardo Felix, de Detroit (EUA)
Atualizado em 16 jan 2019, 09h06 - Publicado em 16 jan 2019, 09h06
Kicks e-Power seria capaz de alcançar médias superiores a 30 km/l (Nissan/Divulgação)

As fabricantes estão enfim acordando para a era dos veículos eletrificados no Brasil. A Nissan é uma das que estão puxando a fila: lançará o hatch médio elétrico Leaf este ano e também prepara uma configuração híbrida do SUV compacto Kicks para ser lançada entre o final de 2020 e princípio de 2021.

QUATRO RODAS conversou com fontes ligadas à marca no Salão de Detroit 2019, e elas confirmaram: o sistema, conhecido como e-Power, será similar ao utilizado pelo Note no Japão. Foi, inclusive, o grande responsável por fazer do monovolume o carro mais vendido na terra do sol nascente em 2018, quebrando a supremacia do badalado Toyota Prius.

Nissan Note e-Power exibido em concessionária no Japão (TTTS/Wikipedia)

Funciona assim: um motor tricilindro a gasolina de 1,2 litro, com 80 cv e 11 mkgf, opera como gerador, aproveitando o combustível do próprio tanque do veículo. Ele alimenta diretamente uma pequena bateria de 1,5 kW, que por sua vez envia energia para um motor elétrico, montado sobre o eixo dianteiro, responsável pela propulsão.

Se a unidade motriz é sempre elétrica, então o Kicks e-Power será elétrico, certo? Errado: como a bateria é pequena – possui apenas 5% da capacidade de um Leaf – possui capacidade ínfima de armazenamento e precisa ser o tempo todo alimentada pelo gerador a combustão.

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Não há, pelo menos no sistema utilizado atualmente pelo Note, qualquer outra forma de geração de eletricidade, como a partir da regeneração de energia cinética dissipada nas frenagens, por exemplo. Assim, o sistema pode ser considerado um híbrido de longo alcance – a edição de Janeiro de QUATRO RODAS explica as diferenças entre os tipos de híbridos e elétricos disponíveis.

As diferenças entre um sistema de propulsão elétrico, híbrido puro e o híbrido e-Power (Divulgação/Nissan)

Há registros de que o Note e-Power esteja registrando médias de consumo superiores a 35 km/l com gasolina japonesa.

Agora imaginemos que o nosso Kicks chegue a 30 km/l usando combustível brasileiro, dotado de 27,5% de etanol, e mantenha o tanque de 41 litros – pequeno para os padrões de um modelo a combustão, mas interessante para um sistema como este. Pronto: poderíamos calcular uma autonomia teórica de incríveis 1.200 km.

Quando for lançado, Kicks híbrido já deve contar com visual reestilizado (Nissan/Quatro Rodas)

No caso do Note e-Power, a potência é de 109 cv, menos até do que os já modestos 114 cv gerados pelo Kicks convencional. Por outro lado, o torque é de abundantes 25,9 mkgf, muito acima dos 15,5 mkgf de nosso SUV e superior até aos 25,5 mkgf de um Golf 1.4 TSI. Trata-se do mesmo motor elétrico da primeira geração do Leaf.

As fontes consultadas pela nossa reportagem revelaram que já há protótipos do Note e-Power rodando em testes no Brasil, mas não abriram detalhes sobre se o sistema a ser usado pelo Kicks híbrido será idêntico ao do monovolume nipônico ou se passará por atualizações, nem se será adaptado para virar flex.

Uma coisa parece certa: a tecnologia virá importada do Japão e seu lançamento pode ser comprometido por eventuais oscilações cambiais.

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