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Mercedes-Benz revela o CLS 53, primeiro AMG híbrido da história

Novo CLS 53 usa um motor elétrico para auxiliar seu seis-cilindros de 440 cv

Por Rodrigo Ribeiro - Atualizado em 15 jan 2018, 17h23 - Publicado em 15 jan 2018, 11h42
O Mercedes-AMG CLS 53 tem o mesmo para-choque frontal das outras versões, mas grade do radiador é exclusiva Divulgação/Mercedes-Benz

Já faz algum tempo que a Mercedes rompeu com a tradição de usar apenas motores construídos por um só funcionário nos modelos preparados pela AMG. E, agora, os puristas possuem mais um motivo para torcer o nariz: a marca revelou, no Salão de Detroit (EUA), o primeiro Mercedes-AMG híbrido da história.

O novo CLS 53 usa o mesmo motor elétrico da versão 450. O conjunto une motor de partida e alternador em uma só peça, e adiciona 21 cv ao conjunto para otimizar acelerações. Outro motor elétrico impulsiona um compressor (não confundir com turbo elétrico, usado apenas na Fórmula 1) que ajuda o seis-cilindros turbo a chegar aos 440 cv.

Segundo a Mercedes, a potência combinada dos motores é igual à soma: 461 cv. O conjunto também estreia no inédito Mercedes E53 AMG, que não substituirá a versão 63.

O novo para-choque traseiro acomoda as quatro saídas de escape Divulgação/Mercedes-Benz

Apesar do conjunto ter exigido a adoção de um sistema elétrico com uma tensão de 48V, o CLS 53 não é capaz de se mover apenas no modo elétrico. As baterias armazenam um volume menor de energia do que outros híbridos e não podem ser recarregadas na tomada.

O motor seis-cilindros turbo e compressor é auxiliado por um pequeno motor elétrico de 21 cv Divulgação/Mercedes-Benz

O Mercedes-AMG CLS 53 usa um câmbio automático de nove marchas e tração integral 4matic para acelerar de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos, com velocidade máxima de 270 km/h.

Os mais atentos vão notar que esses números passam bem longe do antigo CLS 63. O descontinuado sedã esportivo ainda usava um motor fabricado pela AMG – no caso, um V8 5.5 de 558 cv, capaz de acelerar o modelo de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos.

O interior da versão AMG é similar ao dos outros CLS, mas com apliques vermelhos e de fibra de carbono Divulgação/Mercedes-Benz

O retrocesso quando o assunto é desempenho foi intencional. A Mercedes já afirmou que não fará um novo CLS 63, e que a nova versão 53 será a única alternativa para quem busca desempenho dentro do modelo. Essa limitação, no entanto, não deve impedir preparadoras de fazerem versões do novo CLS AMG dignas das letras que carrega.

CLS 53, primeiro Mercedes-AMG híbrido da história em exibição no Salão de Detroit
CLS 53, primeiro Mercedes-AMG híbrido da história em exibição no Salão de Detroit Henrique Rodriguez/Quatro Rodas
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