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Chevrolet Onix Joy: as aparências enganam

Por baixo da velha carroceria do Onix, a recém-lançada versão Joy entrega as melhorias das opções mais caras a um preço mais acessível

Por Vitor Matsubara - Atualizado em 23 nov 2016, 21h55 - Publicado em 28 out 2016, 11h12
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A cara é antiga, mas o coração é (quase) novo

Grandes cadeias de fast-food lançam novas opções no cardápio aproveitando ingredientes presentes em pratos já existentes no menu. A Chevrolet fez algo parecido com o Onix Joy, empregando várias das melhorias mecânicas adotadas na linha 2017 do hatch. E não é que a receita ficou boa?

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A nova versão de entrada preenche a lacuna deixada pelo extinto Celta, mas nem por isso é excessivamente despojada. Se o design é o mesmo pré-reestilização, o coração do Onix é o mesmo das versões mais caras. O veterano motor 1.0 SPE/4 (de 80 cv e torque máximo de 9,8 mkgf com etanol) ganhou novos pistões, bielas e anéis, além de uma central eletrônica recalibrada.

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Joy na traseira é a diferença para o velho Onix Christian Castanho/Quatro Rodas

A troca da direção hidráulica pela elétrica reduziu o esforço nas manobras e o câmbio de seis marchas com engates suaves ajuda a diminuir o consumo de combustível. Abastecido com etanol, o Onix faz 9,1 km/l na cidade e 10,8 km/l na estrada, sendo que, com gasolina, os números são de 12,9 km/l e 15,3 km/l, segundo números do programa de etiquetagem do Inmetro.

A engenharia da GM também recalibrou a suspensão, melhorando a estabilidade nas curvas. Em compensação, o veículo ficou um pouco desconfortável ao passar por buracos, especialmente no banco de trás.

Sem luxos, o interior perdeu o acabamento cromado nas maçanetas e em volta dos comandos de climatização. Os plásticos, pelo menos, são bem encaixados e o padrão de qualidade não é inferior ao da concorrência.

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Onix Joy
Coluna de direção não tem regulagem de altura nem de profundidade

Assim como nas demais versões, os painéis de porta foram redesenhados, mas inexplicavelmente os botões dos vidros elétricos dianteiros – que equipam o modelo como sendo de série – foram posicionados entre os bancos da frente, como era no antigo Peugeot 206.

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Os plásticos são simples, mas o acabamento não é ruim

Embora saia de fábrica com ar-condicionado, direção elétrica, painel digital (bastante parecido com os dos antigos Chevrolet dos anos 80 e 90), vidros elétricos e o serviço OnStar (com rastreamento e funções de diagnóstico e segurança comandadas via smartphone), o Onix Joy não vem com travas elétricas, oferecidas em um pacote opcional de R$ 4.190, que inclui alarme, adesivo preto para as colunas B, alto-falantes e uma central multimídia mais simples do que a MyLink.

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Painel digital lembra os antigos GM Acervo/Quatro Rodas

Outro problema é a falta de regulagem de altura e profundidade da coluna de direção, podendo incomodar motoristas mais altos, já que a posição de dirigir do modelo é mais elevada do que nos outros hatches.

Mesmo com alguns deslizes, o Onix Joy estreia com uma das melhores relações custo-benefício de sua categoria. Partindo de R$ 38.990, o modelo tem como principais rivais Renault Sandero Authentique 1.0 (R$ 41.100), Hyundai HB20 1.0 Comfort (R$ 41.655) e Ford Ka SE 1.0 (R$ 42.590). Se você gostou do Onix Joy, mas precisa de mais porta-malas, pode se animar: o Prisma também tem uma versão Joy, oferecida por R$ 42.990.

Os números de venda mostram que a versão caiu no gosto do público. Só no mês de setembro o Joy vendeu 3.860 unidades, mais que todas as versões de concorrentes como Fox, Mobi e Up. Sozinha, ela já representa mais de um quarto das vendas de Onix – que continua liderando com folga o ranking de emplacamentos no Brasil em 2016.

Veredicto

O Onix Joy compensa o visual defasado com conteúdo e as melhorias das versões mais sofisticadas do hatch, tornando-se uma das compras mais atraentes do segmento.

Teste de pista (com gasolina)
Aceleração de 0 a 100 km/h 14,6 s
Aceleração de 0 a 1.000 m 14,1 s – 143 km/h
Retomada de 40 a 80 km/h (em 3ª) 8,5 s
Retomada de 60 a 100 km/h (em 4ª) 14,1 s
Retomada de 80 a 120 km/h (em 5ª) 26,9 s
Frenagens de 60 / 80 / 120 km/h a 0 16,3 / 27,9 / 65,8 m
Consumo urbano não aferido (12,9 km/l pelo Inmetro)
Consumo rodoviário não aferido (15,3 km/l pelo Inmetro)
Ficha técnica
Motor flex, diant., transv., 4 cil., 999 cm3, 8V, 80/78 cv a 6.400 rpm, 9,8/9,5 mkgf a 5.200 rpm
Câmbio manual, 6 marchas, tração dianteira
Suspensão McPherson (diant.)/eixo de torção (tras.)
Freios discos ventilados (diant.) e tambor (tras.)
Direção elétrica
Pneus 185/70 R14
Dimensões

compr., 393 cm; altura, 147,4 cm; largura, 170,5 cm; entre-eixos, 252,8 cm; peso, 1.011 kg; tanque, 54 l ; porta-malas, 289 l

Equipamentos de série indicador de troca de marcha, limpador tras., OnStar, rodas aro 14 com calotas
Preço R$ 38.990

 

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